sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Felicidade



Só quero seu sorriso
Transbordante nas areias
Cristalinas, feito um raio
A cegar os meus olhos,
E sentir na chuva da
Primavera você brotar
Como uma flor rósea!
Quero retomar você…
Em poesias, em seus dias
Rotos.
Quero no espelho
Ver você sorrir pra mim
E para todos feito um reflexo
Encharcando o dia de uma
Grande aurora.

Autor: Valter Bitencourt Júnior
Edição: KeiArt
Direção: Keila Lima

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domingo, 26 de julho de 2020

Fuga



Fugirei dos seus braços Ao perceber que, diante do gatilho, Estou completamente perdido por você, Desculpa! Se estiver sendo baixo Só não quero corromper As montanhas, Tenho medo da neblina. Seja minha ninfa! Mas quero um pouco Curtir a vida… Um dia a farei Meu universo, minha rainha Serei seu dia, Por enquanto Da paixão serei de você Uma fuga.
Autor: Valter Bitencourt Júnior Direção: Keila Lima
Instagram: @kei_art_blogpessoal


terça-feira, 14 de julho de 2020

Abismo, infinito

Tudo sai de si,
E a vida chuta
Desmancha-se de lágrimas
A única coisa
Que lhe resta.
Lágrimas! Lágrimas! Lágrimas!
Arde por dentro o coração.
Tudo corta deprimidamente
E o que vem a cabeça
A morte?
Você se encontra no esmo
É como uma pista
Em buracos
Desviando carros
Nessa vida tropeço
Em abismo
E caio no infinito.

Sem rumo

Amor sem rumo,
Você dá o de se:
Corre, chora, proclama...
E mesmo assim
Fica sem nexo...
Chega a hora
Em que você se cansa
Assim como ela aparece,
Sem rumo,
Feito bolhas de sabão,
Se desfaz...
E mesmo assim
Fica a solidão,
Dentro de si...

Vezo

Furtarei a tua fragrância...
Sinto todos os dias
O teu aroma!...
Vou me banhar no teu corpo,
Todas as noites de jasmim!
Só para degustar o teu
Perfume.





sábado, 2 de maio de 2020

Toque de Acalanto: Poesias

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Baita de Uma Lembrança do Facebook à Antonio Carlos Secchin

O Facebook lembrou ao poeta e acadêmico da Academia Brasileira de Letras, Antonio Carlos Secchin (Rio de Janeiro, 10 de junho de 1952), uma publicação feita em 23 de abril de 2015, às 13:45. Nessa publicação se encontra a foto que registra o mestre Antonio Carlos Secchin, autografando o livro de autoria dele para o Luiz Alfredo Garcia-Rosa (Rio de Janeiro, 16 de setembro de 1936 - Rio de Janeiro, 16 de abril de 2020).

Antonio Carlos Secchin autografando livro à Luiz Alfredo Garcia-Rosa, em 2015.

domingo, 5 de abril de 2020

Gozação poética

Papel em branco
Dia poético,
Palavra medida.
Eu que não penso
Que figura de linguagem
Eu vou usar.
Deixe o poema
Fluir de forma natural,
Que cada um interprete
Da sua forma.
- Eu não tenho nada a explicar!
Se eu escrever sobre paz - você ver amor
Se eu escrever sobre paixão - você ver guerra
Se eu escrever sobre natureza - você ver sexo
Se eu escrever sobre vida - você ver...
Você ver no poema o que você
Quiser, o poema agora é seu!

O eu lírico? Não sou eu!
Faz de conta
Que as palavras veio de longe...

- Eu psicografei!

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Das sete faces do desprezo

A Carlos Drummond de Andrade

Quando eu nasci, não teve sequer um anjo torto
Que me dissesse que a vida não é
Tão fácil o quanto parece ser
Disse: Vai, Valter, ser baiano na vida.

Ladeiras faz bem ao coração
Jovens apaixonados na esquina
Dizendo que não se apega a ninguém.
A tarde de puro sol, o perigo
É imprevisível mesmo que o dia
Seja azul.

O ser vestido de uniforme
Vai trabalhar no ônibus lotado
Sequer sabe se vai ser assaltado,
Acha que tem muitos amigos
No fim de semana.
O ser vestido de uniforme,
Mal sabe quando vai quebrar a cara.

Meu Deus, que sociedade de muita fé,
Que muito chama pelo Senhor,
Pessoas de muita fé e pouco amor.

Mundo mundo vasto mundo
Se eu me chamasse Carlos,
Eu seria outro poeta (?)
Nesse mundo vasto
Que maltrata meu coração.
Mundo mundo vasto mundo
Chega de ilusão?

Eu bem que vou dizer,
Esse mundo cheio de gente eu solitário
Em meu ego e vaidade
Vou me afogando
Sem sequer um abraço!

Valter Bitencourt Júnior 


segunda-feira, 30 de março de 2020

Solidariedade a Luiz Mott

Solidariedade ao paulista Luiz Mott, radicado na Bahia desde 1970, podemos considerá-lo baiano, ele está em Roma a quase um mês e impossibilitado de voltar para a Bahia, teve dois voou cancelados sem data prevista. Luiz Mott é professor da UFBA e fundador da GGB (Grupo Gay da Bahia), interessados em ajudá-lo entre em contato com ele!

Facebook de Luiz Mott: https://www.facebook.com/luizmott

quarta-feira, 18 de março de 2020

O abraço

Lindo o abraço,
O abraço que acolhe,
O abraço que desaba
O ser em lágrimas,
O abraço que conforta.
Lindo o abraço que marca,
O abraço que surge,
O abraço de quem
Ama,
O abraço é lindo.
Nem todos resistem
Ao abraço.
O abraço, o abraço
É poderoso,
O abraço tem poder,
O abraço cura o ser.
O abraço que nem sempre
Recebemos.
O abraço, que nem sempre
Se é dado.
Ah, o abraço, o abraço
De mãe, o abraço de pai,
Da avó, do avô, tio,
Tia, amigo, amiga, colega, irmão
Irmã…
O abraço
É benéfico.
O abraço é raro,
O abraço passa energia,
O abraço torna o ser
Mais humano.


Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


Inusitado

Voou o beijo no vento
Posou como uma borboleta
Numa flor…
Voou o beijo no tempo
Posou em forma de lágrimas
(Amor?)
Voou o beijo no vento…
Voou o beijo no tempo…
Belo mesmo é a flor!


Valter Bitencourt Júnior, Salvador, Bahia, Brasil.


Hoje eu acordei cheio de interrogações

O que há de mais belo na vida?
Hoje eu acordei, simplesmente!
Olhei para a minha própria pessoa,
O espelho sorriu pra mim,
Somente eu que não sorri para o espelho.
Uma luz tênue incomodava a minha visão.
Acordei cheio de perguntas,
(Pergunta sem resposta é foda!).
O café não estava amargo,
Café doce, não como a vida...
A vida nem sempre é uma poesia!
Como os poetas querem enxergar
Apenas beleza?
A vida é bela? O que há de mais belo
Além da vida?
Cada tropeço que o ser leva no dia-a-dia.
Cantava o Drummond "tinha uma pedra no meio do caminho",
Quantas pedras há no caminho?
Pulamos ou tropeçamos (chutamos?).
O que se esconde por detrás de toda beleza?
Muitas das vezes somos cegos diante ao belo.
Belo? Belo é a vida, mais belo ainda é viver...
Viver é correr o risco de desviar das pedras ou tropeçar.
Risco gostoso, vida de adrenalina e fotografias.
Belo é o que registramos de mais gostoso,
É o que compartilhamos para os mais chegados.
Belo é o abraço, não esperado.
Belo é o beijo em plena manhã.
Belo é o viver humano... Mais o que será mesmo belo?
Hoje eu acordei cheio de interrogações.

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