O livro "Torto Arado", de Itamar Vieira Junior, não resgata a fala do povo em que a história é narrada. Mesmo não fazendo esse resgate da fala, ele conseguiu levar elementos e costumes antigos que ainda se encontram presentes em nossa atualidade; faz com que o leitor sinta-se, muitas das vezes, dentro do livro. O traço se torna contemporâneo e quebra a visão de regionalismo; ganha um sentido universal na medida em que a história é narrada, não como forma de resgatar as tradições apenas, mas de fazer com que o leitor seja levado ao contexto do que foi narrado por Bibiana e, mais à frente, Belonísia. No desenrolar da história, também dá para sentir a mudança de estilo de escrita, como se apontasse Belonísia com uma idade avançada. O autor soube diferenciar a forma que cada uma narra a história, o traço da escrita e o aspecto de cada uma: de alguém que foi ganhando uma visão politizada para alguém que se tornou da terra e que ganhou essa visão com o tempo, assim não unificando a narração e dando sentido ao contexto. A terceira personagem narrando a terceira parte do livro é Santa Rita Pescadeira, o que se faz necessário para amarrar a história que foi traçada da primeira parte até a última, lembrando que a história é dividida em 3 partes: Fio de Ferro, Faca de Ponta e Rio de Sangue.
A obra, se comparada com o regionalismo, em que muitas das obras descreviam a transição da região para a urbanização, a civilização de seu povo, o surgimento do comércio e da industrialização, ganha importância no fato de que houve a ocupação do espaço e de que havia sempre pessoas que ali chegavam na busca de moradia e trabalho; o desenvolvimento se torna a questão de visão política, do contexto social e da crença. De forma fluida e contemporânea, a obra ganhou um aspecto que tem chamado a atenção de diversos críticos literários: a renovação e a fluidez das ideias. O autor universalizou a obra de acordo com a visão de um autor de nossa atualidade, sem abrir brechas para que a leitura se torne cansativa. Essa visão não é uma forma de descartar as obras regionalistas escritas por pessoas daquela época; deve ser entendida como uma obra feita por alguém que já se encontra na contemporaneidade e sujeito a mudanças provocadas pelo tempo, visão também que vem a partir de anos e anos de estudos. Alguns comparam à Literatura Periférica; pelo contexto histórico é a partir da abolição que surgem as periferias; essa visão é importante na medida em que o ser passa a conhecer o contexto histórico presente no livro e a formação do povo, que por sua vez lutava por moradia e trabalho.
Nem toda obra tem que ser lida como regionalista somente pelo fato de ter sido escrita no Nordeste e conter os traços ou falas nordestinas. Desde que se sabe que há outros elementos presentes que podem oferecer outras classificações, a obra também é afrodescendente, no resgate de elementos tradicionais inseridos no contexto da história e seus elos políticos, sociais e humanos.
A terra Água Negra é um reflexo de um passado em que os que foram libertos na escravidão passaram a ganhar um pedaço de terra para morar e, em troca, pagar através do que produziam nessas terras. Bibiana descreve com precisão o quanto aquilo era um meio de exploração dos que ali habitavam diante do proprietário, que não somente cobrava o trabalho braçal, como também parte do que era ganho através das vendas externas. A necessidade da existência de escolas para que os filhos dos trabalhadores tivessem o direito de aprender a ler e a escrever despertou a sede de Bibiana de explorar outros lugares; logo surgiu o primo Severo, que queria sair de Água Negra para explorar outros ambientes; surgiu uma visão política.
A curiosidade de Bibiana e Belonísia de saber o que Donana guardava na mala é o aspecto de qualquer criança que quer descobrir os mistérios que lhe são reservados em segredo, porém havia a consciência de que, ao abrir aquela mala, iriam desapontar Donana, que muito nelas confiava. O acidente que ambas sofreram e a língua de Belonísia, que foi atingida, apontaram que não havia hospital em Água Negra e que tinham de ir para a cidade, o que matou a curiosidade de ambas em saber como era o caminho, diante da situação pela qual passavam. As mãos de Donana pesando em suas cabeças são, ao mesmo tempo, o sentimento de culpa e preocupação e a ligação de acontecimentos passados que voltava a preocupar. O pai seguia a tradição preparando ervas para curar a filha, mas a chegada ao hospital fez com que ele mudasse de postura como forma de não receber retaliação por seus feitos tradicionais. Como se entrasse na história de "Mil e uma Noites", onde se estabeleceu a justiça e a razão, houve o reconhecimento de Zeca Chapéu Grande de que a sua prática não era aceita e a ocultação de sua identidade. Voltando-se a Belonísia e a Bibiana, esse ciclo se fecha como dois elos de forma contrária: enquanto na história árabe Sherazade usa a palavra para adiar a morte, em "Torto Arado" o silêncio de Belonísia e a voz de Bibiana se tornam ferramentas de sobrevivência. Enquanto o pai oculta a voz para sobreviver ao sistema, como razão de sobrevivência, Bibiana expõe a voz para mudar o sistema, como razão de luta, e Belonísia usa o silêncio para não ser destruída por ele, como razão de existência. Quanto à mãe? Salustiana assume o papel da busca de compreensão dos elos.
Donana, por sua vez, busca dar fim à faca que carregava o peso de tragédias passadas e, em um gesto de tentativa de apagamento do trauma, enterra o objeto em uma área próxima ao rio, esperando que a terra e a umidade consumissem aquele segredo. No entanto, anos depois, após a fuga de Bibiana com Severo, Belonísia, já em sua fase de amadurecimento e solidão na fazenda, a encontra novamente ao cavar o solo. Esse ciclo se torna essencial na narrativa porque marca a transformação da dor em resistência e diferencia o papel das irmãs: enquanto Bibiana parte para lutar através da política e das palavras, Belonísia permanece como a força guardiã que preserva a ancestralidade no território. O que antes era um símbolo de mutilação e silêncio forçado, ao ser desenterrado, transmuta-se em um instrumento de justiça; a faca deixa de ser uma ferida na linhagem das mulheres da família para se tornar a ferramenta que, nas mãos de Belonísia, finalmente corta o ciclo de opressão imposto pelos senhores da fazenda.
A compreensão plena desse ciclo só se completa próximo ao final do livro, quando as camadas do passado de Donana são reveladas: a morte de seu primeiro marido e a violência de seu segundo companheiro, que culminou no abuso sofrido por sua filha, Carmelita. Revelam-se trauma ancestral, o assassinato do agressor cometido por Donana com aquela mesma faca e a subsequente expulsão de Carmelita. Ao desenterrar a faca, Belonísia não resgata apenas um metal, mas reconecta-se com toda a história de sobrevivência, substituição e silenciamento da linhagem de sua avó Donana.
E, é claro, diante desse contexto, há a necessidade de alguém que seja visto como uma 'cura dos problemas'. O autor soube colocar essa questão em que Zeca Chapéu Grande era, além de um líder de família, um curador da região através do conhecimento das ervas e das tradições que mantêm e sustentam os elos de todo um povo que se reencontra e se identifica; destaca-se a importância do terreiro em um ambiente em que muitos estavam ali ocupando espaço como meio de garantir a moradia e o alimento. O jarê tornou-se um espaço de resistência.
Surge a importância das parteiras e o seu papel fundamental: de Donana ao filho Zeca Chapéu Grande, que fazia esse trabalho e ao passar para a esposa Salu a responsabilidade de ser parteira. É mostrado também o fato de ele ser homem e o quanto isso o deixava constrangido, bem como a questão de receber entidades femininas e a caracterização de acordo com elas; Zeca Chapéu Grande tinha que fazer uso de saias. Isso não tirava dele a visão de importância que tinha para todo o povo que ali vivia e se instalava ao longo do tempo.
A descoberta da traição entre as irmãs Crispina e Crispiana foi mais um dos pontos alarmantes. A gravidez de ambas, causada pela mesma pessoa, é um dos pontos críticos que faz com que se reflita sobre uma questão delicada, não somente de traição, mas também de desolação, sofrimento e o enlouquecimento diante da descoberta e a busca de cura através da ajuda de Zeca Chapéu Grande. Ele teve que hospedar a paciente até a cura, apontando se a situação era curável. Uma delas perdeu o filho, e a que perdeu o filho virou mãe de leite; o que aproximou as irmãs novamente, isso foi o que ficou refletido na mente de Bibiana, pois ela viu todo o contexto e escutou de que o pai das moças queria matar quem as engravidou.
Apesar de muitos verem o relacionamento entre primos como pecado, não era estranho para aquela época e região pequena, em que muitos acabavam se atraindo e gerando família. Bibiana, ao entregar Belonísia para a mãe dizendo que ela estava com Severo, fez com que ela levasse uma surra; essa passagem mostra a inocência de duas crianças que ainda não tinham maldade e a forma com que os adultos as puniam. Aponta também o ciúme de Bibiana por ser a mais velha e mostra a visão avançada da irmã. O caso de Severo com Bibiana e a gravidez dela fizeram com que ela refletisse sobre o que escutou, despertando o medo da reação dos pais e de como as demais pessoas veriam isso. A necessidade de fugir tornou-se presente, não somente para lutar por uma vida melhor, mas pelo que poderia acontecer caso permanecessem em Água Negra.
Donana é o ser que ganha importância pela sua idade e vivência. Ela leva os leitores a momentos em que vemos senhores de idade falando sozinhos; cochichando palavras que, muitas vezes, tornam-se incompreensíveis, remetendo a lembranças de avós que falavam sós enquanto costuravam. Donana fala sozinha como forma de manter vivos os antepassados e seus acontecimentos, em um diálogo de conciliação, enxerga a neta como se fosse a filha Carmelita. O respeito aos mais velhos é o que a tradição preza; saber que ela já estava em idade avançada e trocando os nomes das netas, ou vendo o cachorro Fusco como uma onça. Ao longo da leitura, entendemos os motivos: a quebra de obrigação de assumir o jarê, o filho castigado ficando louco, a fuga e o que tornou Zeca Chapéu Grande uma peça importante para Água Negra.
Com a partida de Bibiana, Belonísia assume a narração, apontando a injustiça de terem que dar parte do que produziam para a família Peixoto através do gerente Sutério e o abuso de ele apropriar-se do que era plantado e vendido; isso mostra Belonísia deixando de ser criança. O surgimento de Tobias, escolhido pelo pai para morar com ela, reflete a época em que muitas não escolhiam com quem se relacionar. Bibiana foi diferente, e talvez por isso Belonísia tenha sentido como se tivesse traído a irmã com a denúncia do passado. Diante do mistério do chapéu grande, Donana passou a ser chamada apenas de Donana, e Zeca levou o restante do apelido.
Ao morar com Tobias, Belonísia deparou-se com a casa suja e sentiu vontade de voltar para os pais. O autor mostra que ela foi entregue ao papel de dona do lar; ela assumiu a tarefa como se fosse o normal da vida de um casal. Tobias vai trabalhar, comunica a Belonísia de que ela pode preparar o almoço. No retorno de Tobias, ele bebe, ela serve o almoço e fica ao seu lado, criando a ideia de fidelidade e submissão. O contato sexual era algo esperado, mas ela não sabia como começar; sentiu alívio quando não aconteceu logo na chegada, o que aconteceu pela noite, o silêncio de Belonísia representa também a sua violação; a leitura não tem que ser feita somente como se fosse um acidente anterior. A questão da agressão da mulher o que muito acontecia em Água Negra. A Maria Cabocla correu até a casa de Tobias e encontrou Belonísia, Maria Cabocla ficou com medo de apanhar do marido Aparecido. Isso fez com que Belonísia refletisse que Tobias também poderia se tornar um agressor físico, o que quase ocorreu mais adiante. Com o tempo, Tobias passou a chegar embriagado e a questionar Belonísia, até derrubar o prato de comida e gritar sobre o fato de ela ser muda. Ali nasceu o que se esperava: o homem assumindo o papel de quem dita as regras, vindo da criação, da religião e do que o Estado impõe.
A descoberta do falecimento de Tobias ocorre em uma trama de mistério. Belonísia torna-se viúva, carregando um fardo como o de Donana. No velório, a família esperava que ela demonstrasse sentimento, mas ela sentiu vontade de rir, embora soubesse que não soaria bem. Ela decide morar sozinha na mesma casa, uma decisão firme de autonomia, reconhecendo que o espaço lhe pertence pelo que cultivou. Maria Cabocla aparece novamente com medo do marido, e Belonísia vai ajudá-la, sentindo o instinto de arrumar o desarrumado. Maria Cabocla expulsa Aparecido, que questiona ser o dono da casa, enquanto os filhos clamam para que ele fique, habituados à violência. Belonísia preocupou-se com o sustento da amiga sem um homem, visão herdada dos antepassados, mas compreendeu a necessidade daquela nova vida.
O retorno de Bibiana e Severo trouxe a construção de uma casa próxima aos pais, mantendo os costumes. Bibiana torna-se professora, e Severo leva adiante ideias sindicalistas, respeitando Zeca Chapéu Grande. Zeca foi aposentado pelo Estado, o que via como indenização pelo suor derramado, após dificuldades com documentações junto aos proprietários. Com a morte de Zeca, o livro resgata sua história como José Alcino da Silva, algo necessário para dar sentido às partes anteriores. Também discorre sobre o contexto geográfico dos diamantes e a busca da riqueza.
Rita Pescadeira narra a morte de Severo, provocada pelos donos da terra, como o Coronel Salomão, como forma de silenciamento. Apesar de serem vistos como moradores, a exploração continuava sob uma falsa justiça de posse. Severo foi fundamental na garantia de direitos, e isso custou sua vida. Bibiana assume seu papel através da visão social e justiça. Na narrativa, percebe-se a terceira voz, de Santa Rita Pescadeira, que se mistura às vozes das irmãs. Após a morte de Severo, uma falsa investigação policial acusou-o descabidamente de tráfico de drogas, causando indignação. É a luta continuada pelo direito à terra e por casas que não sejam de barro, mas de materiais resistentes como as dos proprietários, casa essa que muitos nutriram a vontade de incendiar como forma de justiça pelo assassinato de Severo.
A personagem Estela entra em cena como forma de apontar que também havia o conflito religioso, já que ela era evangélica e tinha o papel de evangelizar e ir contra a tradição que ali foi cultuada. A esposa do novo proprietário, Salomão, mostrou que não houve apenas mudanças que geraram conflito entre as partes. A polícia se tornando presente e os crimes que passaram a surgir como forma de silenciar os demais fortaleceram a sede por justiça entre os que ali habitavam, mas houve também um choque político, cultural, social e religioso: o entendimento de que aquele povo é quilombola e a tentativa de negação de suas raízes.
A obra revela que, diante do apaziguamento que Zeca Chapéu Grande estabeleceu com os proprietários da terra como forma de demonstrar gratidão pela moradia e trabalho, Severo teve uma grande importância na conscientização da população que ali habitava. A morte de Zeca trouxe um novo roteiro, assim como a venda das terras para um novo proprietário, o Coronel Salomão. Mais adiante, a morte de Severo foi o estopim para que a luta por justiça ganhasse força real. O assassinato injusto e o descaso das autoridades romperam o antigo vínculo de gratidão e silêncio que antes impedia o confronto. A partir desse evento, a indignação de Bibiana e de todo o povo transformou-se em uma consciência política ativa, provando que a justiça não seria concedida de forma pacífica, mas sim conquistada através do reconhecimento do próprio histórico de exploração e do direito legítimo à posse da terra e indenização.
Portanto, Itamar Vieira Junior conseguiu, através da sua obra "Torto Arado", apontar o lado social e humano de todo um povo que conseguiu sobreviver aos impactos da abolição e suas consequências. Estas levaram os demais a lutar pelos seus direitos de moradia e pelo não apagamento de suas raízes, firmando-se no que já lhes pertence por direito e no seguimento da luta por justiça, não somente contra o que o reflexo do antepassado tentou vetar, mas também contra o que, na atualidade, ainda tentam negar de forma disfarçada.
Referência de leitura: VIEIRA JUNIOR, Itamar. Torto Arado. 1. ed. Rio de Janeiro: Todavia, 2019.
Seja bem vindo(a), aqui tem poesias, haicais, sonetos, crônicas, reflexões e um pouco mais!
quarta-feira, 29 de abril de 2026
Torto Arado: A luta da ancestralidade e a formação da identidade de um povo
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quinta-feira, 23 de abril de 2026
Sina
A tragédia
Também produz dinheiro,
Para quem vive
Na ambição
De tirar proveito.
Tem gente lucrando
Da nossa miséria,
Tem gente lucrando
Da nossa desgraça,
Tem gente
Manipulando a nossa
Mente,
Tem gente zombando
Da gente.
Tem gente
De tudo que é jeito
Que tira proveito
Da nossa crença,
Que brinca
Com a nossa humildade,
Que brinca com a nossa
Lealdade:
- Sociedade vivendo na cegueira.
Tem gente que nos separa
Em oposição.
E sustentamos
Todo o sistema,
Para o nosso próprio
Desespero,
E ser visto
Como bom
Cidadão.
Para quem vive
Na ambição
De tirar proveito.
Tem gente lucrando
Da nossa miséria,
Tem gente lucrando
Da nossa desgraça,
Tem gente
Manipulando a nossa
Mente,
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Da gente.
Tem gente
De tudo que é jeito
Que tira proveito
Da nossa crença,
Que brinca
Com a nossa humildade,
Que brinca com a nossa
Lealdade:
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| Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro. |
quarta-feira, 22 de abril de 2026
O amor em cada sorriso
Como pode o amor se perder
E sequer ser encontrado,
O amor se perdeu por entre
A beleza, e por lá ficou.
Mas o amor, o amor pode se perder?
Logo o menino saiu
Pela estrada,
E viu uma flor, sorriu
Viu os olhos da menina distante,
E sorriu,
Viu o barquinho de papel
Navegando pelo mar
E sorriu, fez um aviãozinho
E sorriu, e o amor
O amor encontra-se no olhar
De quem sabe ver a vida,
E levar na face um belo sorriso.
O amor foi encontrado,
E quem semeou o amor
Semeou pra todos
Pra que possamos saber
Viver, e quem vive
Carrega dentro de si
O amor, em cada
Sorriso.
O amor se perdeu por entre
A beleza, e por lá ficou.
Mas o amor, o amor pode se perder?
Logo o menino saiu
Pela estrada,
E viu uma flor, sorriu
Viu os olhos da menina distante,
E sorriu,
Viu o barquinho de papel
Navegando pelo mar
E sorriu, fez um aviãozinho
E sorriu, e o amor
O amor encontra-se no olhar
De quem sabe ver a vida,
E levar na face um belo sorriso.
O amor foi encontrado,
E quem semeou o amor
Semeou pra todos
Pra que possamos saber
Viver, e quem vive
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O amor, em cada
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| Valter Bitencourt Júnior, Salvador, Bahia, Brasil. |
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segunda-feira, 20 de abril de 2026
O Artifício da Inteligência e o Domínio do Ser
A inteligência artificial não é perfeita, muito menos capaz de substituir a mente humana, e quanto a isso não restam dúvidas. Se o fosse, não seria rotulada como "artificial" — termo que remete ao artifício, aquilo que é produzido pela técnica humana e que pode transitar entre o verdadeiro e o simulado. Compreender essa distinção é vital para que o usuário utilize a tecnologia com propriedade, mantendo sempre o domínio e a condução do processo, deixando claro que a máquina deve servir ao humano, e não o contrário.
A questão é que a pergunta não deve ser se o ser usa a inteligência artificial, mas como ele a está usando. Essa reflexão deve ser direcionada a si mesmo: como estou fazendo um bom uso da tecnologia, se a utilizo como forma de organizar as ideias, como aprendizado e descoberta, ou se estou apenas sendo um produto dela.
É, claro, que a inteligência artificial somente fará sentido se estiver contribuindo para o processo criativo em vez de apenas moldar pensamentos. Uma das questões que muitos vêm discutindo é justamente o impacto da tecnologia na criação, visto que muitos a utilizam para gerar músicas, textos e poesias de forma automática. O risco reside no fato de que, ao automatizar a entrega final, o ser humano acaba por terceirizar a própria essência da arte: o esforço, a dúvida e a descoberta que ocorrem durante o ato de criar. O ser "vende gato por lebre" e, por fim, acaba desconhecendo a sua própria criação, no sentido de que não participou desse processo criativo, mesmo utilizando a inteligência artificial.
Entende-se que o ser deve ter, ao menos, o mínimo de domínio sobre o que aborda; é a necessidade da busca por um repertório próprio para, assim, estruturar as ideias. A inteligência artificial trabalha a partir de fontes externas que se baseiam em outras fontes, que por sua vez se baseiam em diversas outras. Trata-se de um encadeamento de dados vindo de origens que se conectam a outras tantas, onde a capacidade de ocorrerem erros na mistura processada pelos algoritmos torna-se imensa, assim gerando, muitas das vezes, um enfeitamento de ideias convencionais.
O que vem sendo escrito aqui não é que a pessoa tenha que parar de fazer uso da inteligência artificial, mas sim como ela a está usando. Convenhamos: se todos passarem a criar apenas através da inteligência artificial, entendendo que ela trabalha através de conectivos externos que também se baseiam em outras fontes, chegará um tempo em que todos estarão transmitindo apenas cópias através de cópias? Nesse cenário, surge o esvaziamento do pensamento original, o que vai acarretar na insatisfação de quem vai consumir, e esse choque se dá justamente ao fato de que há um público que não virou produto da inteligência artificial.
Enfim, é graças a esse público que a inteligência artificial não consegue moldar por inteiro o pensamento humano. Esse grupo assume o papel vital de compreender a necessidade do processo de criação, tratando a tecnologia como um instrumento e não sendo um instrumento dela — o que abriria espaço para o domínio das gigantes da tecnologia e sua capacidade de controlar impulsos através do algoritmo.
A questão é que a pergunta não deve ser se o ser usa a inteligência artificial, mas como ele a está usando. Essa reflexão deve ser direcionada a si mesmo: como estou fazendo um bom uso da tecnologia, se a utilizo como forma de organizar as ideias, como aprendizado e descoberta, ou se estou apenas sendo um produto dela.
É, claro, que a inteligência artificial somente fará sentido se estiver contribuindo para o processo criativo em vez de apenas moldar pensamentos. Uma das questões que muitos vêm discutindo é justamente o impacto da tecnologia na criação, visto que muitos a utilizam para gerar músicas, textos e poesias de forma automática. O risco reside no fato de que, ao automatizar a entrega final, o ser humano acaba por terceirizar a própria essência da arte: o esforço, a dúvida e a descoberta que ocorrem durante o ato de criar. O ser "vende gato por lebre" e, por fim, acaba desconhecendo a sua própria criação, no sentido de que não participou desse processo criativo, mesmo utilizando a inteligência artificial.
Entende-se que o ser deve ter, ao menos, o mínimo de domínio sobre o que aborda; é a necessidade da busca por um repertório próprio para, assim, estruturar as ideias. A inteligência artificial trabalha a partir de fontes externas que se baseiam em outras fontes, que por sua vez se baseiam em diversas outras. Trata-se de um encadeamento de dados vindo de origens que se conectam a outras tantas, onde a capacidade de ocorrerem erros na mistura processada pelos algoritmos torna-se imensa, assim gerando, muitas das vezes, um enfeitamento de ideias convencionais.
O que vem sendo escrito aqui não é que a pessoa tenha que parar de fazer uso da inteligência artificial, mas sim como ela a está usando. Convenhamos: se todos passarem a criar apenas através da inteligência artificial, entendendo que ela trabalha através de conectivos externos que também se baseiam em outras fontes, chegará um tempo em que todos estarão transmitindo apenas cópias através de cópias? Nesse cenário, surge o esvaziamento do pensamento original, o que vai acarretar na insatisfação de quem vai consumir, e esse choque se dá justamente ao fato de que há um público que não virou produto da inteligência artificial.
Enfim, é graças a esse público que a inteligência artificial não consegue moldar por inteiro o pensamento humano. Esse grupo assume o papel vital de compreender a necessidade do processo de criação, tratando a tecnologia como um instrumento e não sendo um instrumento dela — o que abriria espaço para o domínio das gigantes da tecnologia e sua capacidade de controlar impulsos através do algoritmo.
Para aprofundar esta reflexão sobre a manipulação das Big Techs e desinformação, leiam também:
- Manipulação, destruição de neurônios e Big Techs
- Ameaça à democracia, saúde mental e o algoritmo das Big Techs
- A engenharia da desinformação do print
- A armadilha psicológica da desinformação
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A Democracia em Crise: Entre a Lei Moral e o Domínio das Elites
Já existem acontecimentos que confirmam a preocupação do Papa Leão XIV de que a democracia corre o risco de se tornar uma "máscara para o domínio das elites econômicas e tecnológicas" ou uma "tirania da maioria", caso não esteja fundamentada em valores morais. Esta é uma resposta precisa diante das críticas de Donald Trump em abril de 2026, que chamou o pontífice de "fraco no combate ao crime", "terrível na política externa" e o acusou de "ceder à esquerda radical", além das falas do vice-presidente JD Vance, que sugeriu que o Papa deveria "ter cuidado ao falar de teologia" ao questionar ações militares.
Os Estados Unidos são um dos principais exemplos. O governo de Donald Trump, com seu modelo conservador e elitista pautado por retaliações, já taxou vários países de forma abusiva, a ponto de o Congresso precisar barrá-lo. Somam-se a isso a perseguição contra imigrantes e o uso da ICE para intimidar ativistas estrangeiros, além da mobilização de forças federais para conter manifestações contra o sistema. Nesse cenário, o uso da tecnologia como ferramenta de manipulação fortalece os interesses das Big Techs, que utilizam algoritmos para impulsionar discursos de ódio e gerar monetização. Visando apenas ao lucro, esse modelo causa um impacto profundo na sociedade, que acaba se deixando levar por distorções de fatos. Isso quebra o elo de diálogo, que é o fundamento essencial da democracia.
Recentemente, publiquei duas análises sobre o cenário argentino. Na primeira, destaquei que o governo de Milei é um exemplo claro de gestão que país algum deveria seguir. Diante da reforma de fevereiro de 2026, que instituiu o aumento da jornada de trabalho e o banco de horas — "que converte o pagamento salarial em folgas, resultando na desvalorização dos trabalhadores" —, somados à redução da maioridade penal para 14 anos sem o respaldo de políticas públicas adequadas, o governo demonstra ter se perdido no entusiasmo pelas criptomoedas e se vendido aos ideais dos Estados Unidos.
A segunda publicação reforça essa visão, focando no elitismo do governo: o governo Milei é o maior problema que a Argentina vem enfrentando ultimamente. O aumento da jornada de trabalho para até 12 horas, a instituição do banco de horas — "que converte o pagamento do trabalhador em folga" — e as consequências desse modelo são as faces da calamidade de um governo conservador e elitista.
Por fim, a sociedade, por sua vez, torna-se vítima do autoritarismo de uma elite que a molda e cria mecanismos de quebra de direitos para favorecer o mercado. O software torna-se, assim, uma rede de distração e manipulação, fazendo com que muitos continuem defendendo quem luta contra os princípios éticos da democracia.
Os Estados Unidos são um dos principais exemplos. O governo de Donald Trump, com seu modelo conservador e elitista pautado por retaliações, já taxou vários países de forma abusiva, a ponto de o Congresso precisar barrá-lo. Somam-se a isso a perseguição contra imigrantes e o uso da ICE para intimidar ativistas estrangeiros, além da mobilização de forças federais para conter manifestações contra o sistema. Nesse cenário, o uso da tecnologia como ferramenta de manipulação fortalece os interesses das Big Techs, que utilizam algoritmos para impulsionar discursos de ódio e gerar monetização. Visando apenas ao lucro, esse modelo causa um impacto profundo na sociedade, que acaba se deixando levar por distorções de fatos. Isso quebra o elo de diálogo, que é o fundamento essencial da democracia.
Recentemente, publiquei duas análises sobre o cenário argentino. Na primeira, destaquei que o governo de Milei é um exemplo claro de gestão que país algum deveria seguir. Diante da reforma de fevereiro de 2026, que instituiu o aumento da jornada de trabalho e o banco de horas — "que converte o pagamento salarial em folgas, resultando na desvalorização dos trabalhadores" —, somados à redução da maioridade penal para 14 anos sem o respaldo de políticas públicas adequadas, o governo demonstra ter se perdido no entusiasmo pelas criptomoedas e se vendido aos ideais dos Estados Unidos.
A segunda publicação reforça essa visão, focando no elitismo do governo: o governo Milei é o maior problema que a Argentina vem enfrentando ultimamente. O aumento da jornada de trabalho para até 12 horas, a instituição do banco de horas — "que converte o pagamento do trabalhador em folga" — e as consequências desse modelo são as faces da calamidade de um governo conservador e elitista.
Por fim, a sociedade, por sua vez, torna-se vítima do autoritarismo de uma elite que a molda e cria mecanismos de quebra de direitos para favorecer o mercado. O software torna-se, assim, uma rede de distração e manipulação, fazendo com que muitos continuem defendendo quem luta contra os princípios éticos da democracia.
| Imagem: reprodução/Vatican News |
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A Falência Ética das Redes: Quando o Usuário se Torna o Próprio Algoritmo
As publicações nas redes sociais que visam transmitir conscientização, por sua vez, transformam-se em posts alvos de ataques cibernéticos com a ajuda dos algoritmos que, por sua vez, entregam o conteúdo a um público dedicado a atacar ideias contundentes à realidade. Assim, o post é reduzido à vinculação de falsas verdades diante da percepção da realidade transmitida pela publicação; nasce a deturpação das palavras e a imposição de pensamentos intrusivos que não correspondem ao que foi postado.
Isso se dá devido à priorização de tela que privilegia o conflito, o qual gera muito mais engajamento. A entrega acaba sendo direcionada a quem vai reagir de forma negativa, facilitando com que cheguem primeiro os "do contra".
Nessa corrida, a luta de muitos desses usuários é se tornar um dos três ou quatro primeiros a tecer os piores comentários, como forma de atrair outros da mesma linhagem de pensamento e afastar quem estaria de acordo com a publicação ou compartilharia da mesma visão — o que geraria um discurso plausível e pertinente. Muitos agem como uma espécie de anulador de ideia: não geram diálogo e se condicionam a deturpar conceitos, destilando, muitas vezes, ódio e ofensas.
Muitos usuários entenderam essa lógica e transformam o que seria uma publicação de conscientização naquilo que o algoritmo prioriza: a distorção, o ódio e o preconceito como fatores lógicos de engajamento. O indivíduo deixa de ser um articulador de ideias e se torna o que o algoritmo impõe. Além do engajamento, existe a monetização; o usuário se torna presa e vira o "algoritmo" de um software que o faz acreditar que está lucrando, quando, na verdade, lucram às custas dele.
O ser que usa as redes sociais e faz publicações públicas busca uma reação, um comentário. Se não fosse o interesse em ganhar atenção, removeria essas funções ou faria postagens restritas. Diante disso, nasce a preocupação constante: "será que vai ganhar curtidas?", "alguém vai comentar ou compartilhar?", "será que essa publicação vai gerar um bom engajamento, vai trazer novos seguidores?".
Somado a isso, surge a comparação inevitável: "por que essa pessoa publicou e ganhou mais engajamento que eu se a minha publicação é semelhante a dela?", "qual o motivo de fulano ou ciclano ter uma quantidade de seguidores maior que eu se eu sigo a mesma linhagem de publicação?". Esse processo gera uma sensação de fraqueza e inferioridade, afetando profundamente o psicológico do usuário, causando ansiedade e estresse — o que estudos apontam como causadores da liberação de cortisol, conhecido como o hormônio do estresse.
Isso se dá devido à priorização de tela que privilegia o conflito, o qual gera muito mais engajamento. A entrega acaba sendo direcionada a quem vai reagir de forma negativa, facilitando com que cheguem primeiro os "do contra".
Nessa corrida, a luta de muitos desses usuários é se tornar um dos três ou quatro primeiros a tecer os piores comentários, como forma de atrair outros da mesma linhagem de pensamento e afastar quem estaria de acordo com a publicação ou compartilharia da mesma visão — o que geraria um discurso plausível e pertinente. Muitos agem como uma espécie de anulador de ideia: não geram diálogo e se condicionam a deturpar conceitos, destilando, muitas vezes, ódio e ofensas.
Muitos usuários entenderam essa lógica e transformam o que seria uma publicação de conscientização naquilo que o algoritmo prioriza: a distorção, o ódio e o preconceito como fatores lógicos de engajamento. O indivíduo deixa de ser um articulador de ideias e se torna o que o algoritmo impõe. Além do engajamento, existe a monetização; o usuário se torna presa e vira o "algoritmo" de um software que o faz acreditar que está lucrando, quando, na verdade, lucram às custas dele.
O ser que usa as redes sociais e faz publicações públicas busca uma reação, um comentário. Se não fosse o interesse em ganhar atenção, removeria essas funções ou faria postagens restritas. Diante disso, nasce a preocupação constante: "será que vai ganhar curtidas?", "alguém vai comentar ou compartilhar?", "será que essa publicação vai gerar um bom engajamento, vai trazer novos seguidores?".
Somado a isso, surge a comparação inevitável: "por que essa pessoa publicou e ganhou mais engajamento que eu se a minha publicação é semelhante a dela?", "qual o motivo de fulano ou ciclano ter uma quantidade de seguidores maior que eu se eu sigo a mesma linhagem de publicação?". Esse processo gera uma sensação de fraqueza e inferioridade, afetando profundamente o psicológico do usuário, causando ansiedade e estresse — o que estudos apontam como causadores da liberação de cortisol, conhecido como o hormônio do estresse.
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domingo, 19 de abril de 2026
Da Manipulação e a Destruição dos Neurônios: O Diagnóstico do Controle das Big Techs sobre o Comportamento Humano
O ser percebe que é humano quando questiona e busca respostas sobre o que se camufla por trás das Big Techs. Sente-se como uma das vítimas de um algoritmo perverso, capaz de controlar impulsos; reconhecer isso é um dos meios de desconstruir esse software que, hoje em dia, faz parte do nosso cotidiano. Provavelmente, essa indignação e a vontade de gritar são sensações sobre as quais muitos vêm escrevendo, despertando e ganhando consciência do que de fato estão enfrentando. É uma espécie de autodiagnóstico diante da macroeconomia e de sua capacidade de manipulação, revelando o quanto impulsionamos e contribuímos para uma falsa rede que se alimenta da "teoria da verdade" como meio de quebrar elos através de discursos de ódio e, muitas vezes, preconceituosos.
Se há uma vilã por trás de tudo isso, essa vilã são as gigantes da tecnologia, que criam mecanismos capazes de moldar a sociedade para atender aos próprios interesses, desconstruindo o que é de suma importância para a base da capacidade humana: os seus ideais. A capacidade das Big Techs em destruir os neurônios humanos é imensa e precisa ser discutida com seriedade. Sabemos que essas gigantes criam meios para que as pessoas se condicionem a elas sem questionamentos que as façam "cair na real", ao mesmo tempo em que monetizam a exploração do usuário, vendendo a ideia de que há lucro nesse processo.
Através de especialistas, as Big Techs criaram o maior inimigo que se instala de forma invisível na mente humana: tecnologias aprimoradas pela Inteligência Artificial. Essa IA dá força a um software que já carrega em si um imenso poder destrutivo e vicioso, capaz de escravizar o ser através de falsas monetizações e do controle de impulsos. Moldam o indivíduo a uma estrutura que oferece conforto e, simultaneamente, vende a dor, o ódio e o desespero. É o poder do capital, componente da macroeconomia mundial, que comprou especialistas impedidos por contrato de denunciar publicamente o funcionamento desse software. Isso demonstra a força dessas gigantes, capazes de silenciar não apenas técnicos, mas também aqueles que já se encontram corrompidos pela rede e se sentem isentos de fazer as devidas denúncias.
A ciência já aponta de forma clara e concisa que as Big Techs utilizam mecanismos de recompensas variáveis, transformando simples usuários em iscas sob a perspectiva de ganhos ilusórios. Isso não se restringe aos jogos, mas às rolagens infinitas (feeds), onde o ser busca o que já foi traçado por suas curtidas e compartilhamentos. O algoritmo nos prende de acordo com nossas pesquisas e preferências (futebol, novelas, etc.), criando uma "caixinha de surpresas" em que buscamos algo que nos surpreenda cada vez mais. É uma recompensa imprevisível que gera a sensação de ganho e oculta qualquer perda real do subconsciente, despertando a dopamina e gerando lucro para as gigantes em um círculo vicioso similar aos jogos de caça-níqueis. Enquanto os caça-níqueis oferecem prêmios genéricos (dinheiro e fichas), o algoritmo oferece recompensas ideológicas e emocionais: se você gosta de futebol, a recompensa é um lance incrível; se está indignado com a política, é um post que valida seu ódio. O resultado, muitas vezes, é uma perda emocional que eleva o cortisol e estimula o estresse e a ansiedade, devido ao consumo contínuo de discursos de ódio e preconceito.
Se há uma vilã por trás de tudo isso, essa vilã são as gigantes da tecnologia, que criam mecanismos capazes de moldar a sociedade para atender aos próprios interesses, desconstruindo o que é de suma importância para a base da capacidade humana: os seus ideais. A capacidade das Big Techs em destruir os neurônios humanos é imensa e precisa ser discutida com seriedade. Sabemos que essas gigantes criam meios para que as pessoas se condicionem a elas sem questionamentos que as façam "cair na real", ao mesmo tempo em que monetizam a exploração do usuário, vendendo a ideia de que há lucro nesse processo.
Através de especialistas, as Big Techs criaram o maior inimigo que se instala de forma invisível na mente humana: tecnologias aprimoradas pela Inteligência Artificial. Essa IA dá força a um software que já carrega em si um imenso poder destrutivo e vicioso, capaz de escravizar o ser através de falsas monetizações e do controle de impulsos. Moldam o indivíduo a uma estrutura que oferece conforto e, simultaneamente, vende a dor, o ódio e o desespero. É o poder do capital, componente da macroeconomia mundial, que comprou especialistas impedidos por contrato de denunciar publicamente o funcionamento desse software. Isso demonstra a força dessas gigantes, capazes de silenciar não apenas técnicos, mas também aqueles que já se encontram corrompidos pela rede e se sentem isentos de fazer as devidas denúncias.
A ciência já aponta de forma clara e concisa que as Big Techs utilizam mecanismos de recompensas variáveis, transformando simples usuários em iscas sob a perspectiva de ganhos ilusórios. Isso não se restringe aos jogos, mas às rolagens infinitas (feeds), onde o ser busca o que já foi traçado por suas curtidas e compartilhamentos. O algoritmo nos prende de acordo com nossas pesquisas e preferências (futebol, novelas, etc.), criando uma "caixinha de surpresas" em que buscamos algo que nos surpreenda cada vez mais. É uma recompensa imprevisível que gera a sensação de ganho e oculta qualquer perda real do subconsciente, despertando a dopamina e gerando lucro para as gigantes em um círculo vicioso similar aos jogos de caça-níqueis. Enquanto os caça-níqueis oferecem prêmios genéricos (dinheiro e fichas), o algoritmo oferece recompensas ideológicas e emocionais: se você gosta de futebol, a recompensa é um lance incrível; se está indignado com a política, é um post que valida seu ódio. O resultado, muitas vezes, é uma perda emocional que eleva o cortisol e estimula o estresse e a ansiedade, devido ao consumo contínuo de discursos de ódio e preconceito.
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A Miragem do Salvador: Fanatismo, Poder e a Ilusão da Verdade
Houve um movimento em Portugal conhecido como sebastianismo, surgido no final do século XVI, baseado na crença de que o rei D. Sebastião não teria morrido na Batalha de Alcácer-Quibir. Essa expectativa de seu retorno para restaurar a glória da nação aproximava a imagem do monarca à de Cristo, conferindo-lhe uma aura messiânica: o rei não era apenas um líder político, mas um salvador 'encoberto' que, tal como o Messias, retornaria em um momento de sofrimento para promover a ressurreição e o renascimento espiritual da pátria. Esse cenário, contudo, refletia uma sociedade adoecida pelo fanatismo da época, onde a decadência da aristocracia e o dogmatismo religioso se fundiram, criando uma fuga coletiva da realidade através da fé cega em um milagre impossível.
Transportando essa lógica para a atualidade, observa-se o ressurgimento desse arquétipo no autoritarismo de figuras como Donald Trump. Ele busca ser visto por seus seguidores como um 'salvador' e o curador das feridas da nação, muitas vezes operando por meio de imposições e discursos de confronto. Esse messianismo moderno alimenta-se de impactos geopolíticos destrutivos e fortalece alianças estratégicas, como o apoio ao sionismo em Israel, atendendo a interesses que, paradoxalmente, convivem com elementos de retórica antissemita em suas bases mais radicais, unindo o pragmatismo político ao fanatismo ideológico. Essas pessoas não apenas adoecem a si mesmas, como a toda uma sociedade, criando uma falsa liberdade e prendendo-se a ilusões da verdade.
Transportando essa lógica para a atualidade, observa-se o ressurgimento desse arquétipo no autoritarismo de figuras como Donald Trump. Ele busca ser visto por seus seguidores como um 'salvador' e o curador das feridas da nação, muitas vezes operando por meio de imposições e discursos de confronto. Esse messianismo moderno alimenta-se de impactos geopolíticos destrutivos e fortalece alianças estratégicas, como o apoio ao sionismo em Israel, atendendo a interesses que, paradoxalmente, convivem com elementos de retórica antissemita em suas bases mais radicais, unindo o pragmatismo político ao fanatismo ideológico. Essas pessoas não apenas adoecem a si mesmas, como a toda uma sociedade, criando uma falsa liberdade e prendendo-se a ilusões da verdade.
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| De D. Sebastião a Donald Trump: o mito do 'salvador da pátria' atravessa os séculos, alimentando-se de crises e da fé cega em milagres políticos. |
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A Democracia Sob Ataque: Da Colonização do Imaginário ao Hackeamento Biológico
A democracia, quando foge de seus princípios éticos e morais, torna-se ameaçada e limita-se a uma pequena quantidade de pessoas, formada por uma base elitista. Esta, por sua vez, acaba se tornando uma "maioria" diante daqueles que não têm acesso à tecnologia ou que, tendo acesso, limitam-se ao que os algoritmos impõem, caindo nas mãos de poderosos da macroeconomia. Logo, a democracia cai nas mãos de grupos que visam, muitas vezes, perpetuar-se no poder, gerando uma falsa democracia. Essa gente ganha uma capacidade enorme de manipulação social por meio de gigantes como as Big Techs, que manipulam a verdade transmitindo falsas ideias convencionais.
Essas gigantes da tecnologia vêm ganhando força na sociedade, que consome o que o algoritmo transmite: conteúdos monetizados que geram engajamento, mas que podem causar um grande estrago psicológico naqueles que se condicionam a aceitar como verdade tudo o que é consumido. Devido a fatores convencionais que unem o verdadeiro e o falso, o ser humano acaba moldado a ponto de defender princípios que, muitas vezes, entram em desencontro com seus próprios interesses. Essa definição é conhecida como "colonização do imaginário". A democracia, por sua vez, acaba perdendo seus elos, impactando a sociedade que não consegue exercer sua função democrática através de ideais e princípios; gera-se discórdia e promove-se o ódio sob o pretexto de liberdade de expressão e preconceito.
É necessário compreender cada um desses pontos: quando o algoritmo vende o ódio e o preconceito como se fossem coragem ou liberdade de opinião, funciona como um gatilho psicológico e emocional para os usuários como forma de lucro, monetizando o conflito gerado pela discórdia. Isso acarreta a quebra da fraternidade, impedindo que os cidadãos se unam em torno de interesses comuns que visam garantir seus direitos. Passamos a ser uma sociedade dividida e cheia de ódio, facilitando a manipulação de uma elite que busca a perpetuação no poder. Assim, a soberania é, muitas vezes, entregue voluntariamente; a democracia morre porque as ideias são asfixiadas e o debate torna-se manipulado e alheio aos princípios éticos.
Estamos diante de uma engenharia do ódio, onde o conflito é selecionado como forma de obter atenção, validando o que há de mais primitivo no ser humano como meio de lucrar. Criam-se inimigos imaginários a ponto de não haver espaço para a discussão de projetos de país que visem ao seu desenvolvimento; esse diálogo corrompe-se pelos gatilhos emocionais gerados pelos algoritmos. Sem que perceba, a sociedade torna-se o maior cabo eleitoral de quem visa dominá-la, abrindo mão de seus direitos reais para defender símbolos e conexões falsas impostas.
O Papa Leão XIV foi preciso ao alertar que a democracia corre o risco de se tornar uma "tirania da maioria" ou uma "máscara para o domínio de elites econômicas e tecnológicas". É necessário que a sociedade ganhe esse conhecimento e busque compreender o que ele quer transmitir, até porque essa "maioria" citada inclui também a sociedade já subordinada aos algoritmos, para os quais seus ideais foram vendidos. Ou seja, podemos estar apenas operando o software que a elite instalou em nosso imaginário, abrindo mão de direitos fundamentais em troca de símbolos vazios ou ataques a inimigos fabricados por quem nos quer manipular. Isso é o que se conhece como "voto de cabresto digital".
Essa questão é também de saúde pública e deve ser tratada como soberania cidadã, e não como ferramenta de disputa partidária. Isso demonstra a urgência da alfabetização midiática digital, da necessidade de debates amplos e contundentes sobre a temática e da importância da regulamentação da internet — algo que deve ser debatido com seriedade. A pressão econômica é um dos fatores que impede que a regulamentação dessas redes seja implementada seriamente: as Big Techs e as elites da macroeconomia possuem orçamentos que superam o PIB de muitos países e utilizam esse poder para fazer lobby, promover-se através da monetização e convencer o público de que qualquer regulamentação é um ataque à liberdade de expressão. Na verdade, a regulamentação seria uma defesa contra a exploração, que se torna cada vez mais presente com a Inteligência Artificial (IA).
É necessário reconhecer que grande parte da sociedade já foi afetada, o que faz com que muitos se sintam isentos de contrariar o que lhes é imposto. Além disso, parte dessas pessoas descobriu na rede um meio de gerar renda, o que fortalece ainda mais as gigantes da macroeconomia. Essa turma criou armadilhas perfeitas que prendem os usuários e os limitam. Como já descrito, isso é uma questão de saúde pública. Temos ideia de quanto isso tem afetado a sociedade, inclusive a cada um de nós? Eu não estou fora dessa lista. É necessário questionar.
É fundamental que especialistas falem sobre esse assunto com propriedade, sem ocultar o que já se tornou visível para muitos, mas que persiste camuflado. Se especialistas são impedidos de falar por trabalharem para as Big Techs, que surjam vozes independentes capazes de expor essa engenharia por trás do vício e do ódio. Discute-se não apenas a democracia ameaçada, mas toda uma sociedade adoecida. Quantas pessoas já foram atingidas? Não se trata apenas de um estrago de "opinião", mas de um dano psicológico que provoca alterações reais na química cerebral e no comportamento social, causados por gatilhos de dopamina e cortisol manipulados.
O ICL Notícias foi um dos veículos que abordou o impacto na saúde mental, ligando a "rolagem infinita" a prejuízos cognitivos que afetam a atenção e o controle de impulsos, mantendo a sociedade em estado de distração e ansiedade constante. Eles também possuem o projeto "A mão invisível das Big Techs". Este é um alerta que vai além do que o Papa Leão XIV traçou: não se trata apenas de um ataque ao sistema político, mas de um ataque aos neurônios de cada cidadão. Como se não bastasse dominar a política, é preciso "hackear" o sistema biológico, realizando uma verdadeira lavagem cerebral que nos controla pelo impulso.
É necessário compreender cada um desses pontos: quando o algoritmo vende o ódio e o preconceito como se fossem coragem ou liberdade de opinião, funciona como um gatilho psicológico e emocional para os usuários como forma de lucro, monetizando o conflito gerado pela discórdia. Isso acarreta a quebra da fraternidade, impedindo que os cidadãos se unam em torno de interesses comuns que visam garantir seus direitos. Passamos a ser uma sociedade dividida e cheia de ódio, facilitando a manipulação de uma elite que busca a perpetuação no poder. Assim, a soberania é, muitas vezes, entregue voluntariamente; a democracia morre porque as ideias são asfixiadas e o debate torna-se manipulado e alheio aos princípios éticos.
Estamos diante de uma engenharia do ódio, onde o conflito é selecionado como forma de obter atenção, validando o que há de mais primitivo no ser humano como meio de lucrar. Criam-se inimigos imaginários a ponto de não haver espaço para a discussão de projetos de país que visem ao seu desenvolvimento; esse diálogo corrompe-se pelos gatilhos emocionais gerados pelos algoritmos. Sem que perceba, a sociedade torna-se o maior cabo eleitoral de quem visa dominá-la, abrindo mão de seus direitos reais para defender símbolos e conexões falsas impostas.
O Papa Leão XIV foi preciso ao alertar que a democracia corre o risco de se tornar uma "tirania da maioria" ou uma "máscara para o domínio de elites econômicas e tecnológicas". É necessário que a sociedade ganhe esse conhecimento e busque compreender o que ele quer transmitir, até porque essa "maioria" citada inclui também a sociedade já subordinada aos algoritmos, para os quais seus ideais foram vendidos. Ou seja, podemos estar apenas operando o software que a elite instalou em nosso imaginário, abrindo mão de direitos fundamentais em troca de símbolos vazios ou ataques a inimigos fabricados por quem nos quer manipular. Isso é o que se conhece como "voto de cabresto digital".
Essa questão é também de saúde pública e deve ser tratada como soberania cidadã, e não como ferramenta de disputa partidária. Isso demonstra a urgência da alfabetização midiática digital, da necessidade de debates amplos e contundentes sobre a temática e da importância da regulamentação da internet — algo que deve ser debatido com seriedade. A pressão econômica é um dos fatores que impede que a regulamentação dessas redes seja implementada seriamente: as Big Techs e as elites da macroeconomia possuem orçamentos que superam o PIB de muitos países e utilizam esse poder para fazer lobby, promover-se através da monetização e convencer o público de que qualquer regulamentação é um ataque à liberdade de expressão. Na verdade, a regulamentação seria uma defesa contra a exploração, que se torna cada vez mais presente com a Inteligência Artificial (IA).
É necessário reconhecer que grande parte da sociedade já foi afetada, o que faz com que muitos se sintam isentos de contrariar o que lhes é imposto. Além disso, parte dessas pessoas descobriu na rede um meio de gerar renda, o que fortalece ainda mais as gigantes da macroeconomia. Essa turma criou armadilhas perfeitas que prendem os usuários e os limitam. Como já descrito, isso é uma questão de saúde pública. Temos ideia de quanto isso tem afetado a sociedade, inclusive a cada um de nós? Eu não estou fora dessa lista. É necessário questionar.
É fundamental que especialistas falem sobre esse assunto com propriedade, sem ocultar o que já se tornou visível para muitos, mas que persiste camuflado. Se especialistas são impedidos de falar por trabalharem para as Big Techs, que surjam vozes independentes capazes de expor essa engenharia por trás do vício e do ódio. Discute-se não apenas a democracia ameaçada, mas toda uma sociedade adoecida. Quantas pessoas já foram atingidas? Não se trata apenas de um estrago de "opinião", mas de um dano psicológico que provoca alterações reais na química cerebral e no comportamento social, causados por gatilhos de dopamina e cortisol manipulados.
O ICL Notícias foi um dos veículos que abordou o impacto na saúde mental, ligando a "rolagem infinita" a prejuízos cognitivos que afetam a atenção e o controle de impulsos, mantendo a sociedade em estado de distração e ansiedade constante. Eles também possuem o projeto "A mão invisível das Big Techs". Este é um alerta que vai além do que o Papa Leão XIV traçou: não se trata apenas de um ataque ao sistema político, mas de um ataque aos neurônios de cada cidadão. Como se não bastasse dominar a política, é preciso "hackear" o sistema biológico, realizando uma verdadeira lavagem cerebral que nos controla pelo impulso.
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sábado, 18 de abril de 2026
Intimidação e Fuzil: A Realidade da Advocacia sob o Arbítrio de Quem Deveria Cumprir a Lei
A face do autoritarismo visível na ação do delegado Christian Zilmon que prendeu a advogada Áricka Rosalia Alves Cunha, no escritório dela, em Goiás. O motivo da prisão foi devido a uma publicação nas redes sociais sobre o arquivamento de um boletim de ocorrência, o que fez com que o delegado se sentisse ofendido e fosse até o escritório dela dar a voz de prisão; somente essa ação mostra que se trata de uma intimidação da parte do delegado contra a advogada.
O delegado foi capaz de fazer uso de arma de fogo de alto calibre, como se a advogada fosse alguém altamente perigosa. A forma como o delegado muitas das vezes segurava na arma deixava visível que ele buscava impor medo à advogada; o maior interesse dele era não somente transmitir medo e intimidar, mas também causar constrangimento contra a imagem da advogada, que, por sua vez, teve o seu direito de liberdade de expressão atacado e violado.
É claro, e completamente visível, que o delegado criou uma situação de necessidade de algemar a advogada, como se para ele essa fosse a forma de jogá-la na lama e fazê-la se sentir condenada. Depois de toda a abordagem no escritório, chegando na Central de Flagrantes de Águas Lindas em Goiás, ele se mostrou mais autoritário, solicitando que ela permanecesse no carro, que ela ficasse parada e criando toda uma situação que aponta a necessidade de algemá-la. No vídeo, ele alega que "se não houvesse algum tipo de crime ela não estaria lá", mas é visível que é mentira que ela estivesse chutando objetos, e no local inclusive havia cadeiras.
É o tipo de "cala a boca" de autoridades que se sentem no direito de usar do poder para proteger a si mesmas. É como se estivéssemos voltado à época do coronelismo.
O delegado foi capaz de fazer uso de arma de fogo de alto calibre, como se a advogada fosse alguém altamente perigosa. A forma como o delegado muitas das vezes segurava na arma deixava visível que ele buscava impor medo à advogada; o maior interesse dele era não somente transmitir medo e intimidar, mas também causar constrangimento contra a imagem da advogada, que, por sua vez, teve o seu direito de liberdade de expressão atacado e violado.
É claro, e completamente visível, que o delegado criou uma situação de necessidade de algemar a advogada, como se para ele essa fosse a forma de jogá-la na lama e fazê-la se sentir condenada. Depois de toda a abordagem no escritório, chegando na Central de Flagrantes de Águas Lindas em Goiás, ele se mostrou mais autoritário, solicitando que ela permanecesse no carro, que ela ficasse parada e criando toda uma situação que aponta a necessidade de algemá-la. No vídeo, ele alega que "se não houvesse algum tipo de crime ela não estaria lá", mas é visível que é mentira que ela estivesse chutando objetos, e no local inclusive havia cadeiras.
É o tipo de "cala a boca" de autoridades que se sentem no direito de usar do poder para proteger a si mesmas. É como se estivéssemos voltado à época do coronelismo.
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Brasil: Entre a Dívida Histórica e a Dignidade do Trabalhador
Diante da história brasileira e da escravização dos antepassados, existe uma dívida imensurável do Estado para com a sociedade. Essa responsabilidade estende-se aos impostores que se apropriaram de terras e riquezas, acumulando patrimônio como herdeiros diretos da exploração da mão de obra escravizada.
Essa dívida consolidou-se historicamente por meio de mecanismos como a Lei de Terras de 1850, que dificultou o acesso da população negra à propriedade, e por uma abolição em 1888 que não previu reparações, integrando o racismo à estrutura das instituições. O resultado é um acúmulo de capital em linhagens específicas, representando o "juro" de séculos de trabalho não remunerado.
Essa reparação histórica vem sendo implementada, por sua vez, por meio de políticas públicas que visam favorecer, principalmente, as pessoas de baixa renda. O sistema de cotas é um exemplo fundamental, garantindo o direito de pessoas negras e sem condições financeiras de ingressarem na faculdade, assim como programas como o Minha Casa, Minha Vida e o Bolsa Família. Todas essas políticas públicas são de suma importância no combate às desigualdades geradas pela própria história de escravidão e exploração do nosso país.
Atualmente, estamos diante de grandes temas; um deles é a isenção de imposto para quem recebe até R$ 5.000,00 e a taxação dos super-ricos. Trata-se de 1% da população que acumula grandes fortunas em nosso país. A aprovação dessa medida é, essencialmente, uma forma de reparação histórica diante de séculos de exploração de nossa sociedade, que foi atingida tanto de forma direta quanto indireta.
Quem diria que um dia o governo reforçaria o direito do trabalhador de realizar consultas médicas ao menos duas vezes ao ano, obrigando o empregador a informar esse direito aos seus funcionários? Trata-se de uma lei criada em 2018 que não era colocada em prática e que, finalmente, ganha força. A luta atual também se volta contra a escala 6x1. Nesse cenário, a direita tem feito o possível para que essa mudança não seja aprovada, demonstrando um servilismo aos interesses empresariais e agindo contra projetos de lei que visam beneficiar o trabalhador e o empregador consciente, que sabe que o fim dessa escala gera produtividade.
Nesse contexto, quando figuras como Nikolas Ferreira utilizam termos como "bolsa patrão", ignoram deliberadamente a história brasileira. Tal postura soa como um escárnio, revelando uma direita que prioriza o mercado acima da dignidade humana. Essa gente utiliza-se do mesmo alarmismo de quando se discutia o fim da escravidão: falava-se em "caos na economia". O mesmo discurso foi repetido na luta pela jornada de 8 horas diárias — que hoje equivale a 220 horas mensais — provando que o progresso social sempre foi combatido por quem lucra com a exploração.
A luta pela taxação dos super-ricos e pelo fim da escala 6x1 é o prosseguimento de uma batalha secular por justiça. Ignorar a origem das fortunas brasileiras e sabotar direitos básicos é tentar manter o país acorrentado ao seu passado colonial. A verdadeira prosperidade de uma nação não nasce da exploração exaustiva, mas da justa distribuição de riquezas e da dignidade de quem constrói o país. Reparar o passado é o único caminho para que o Brasil finalmente pertença a todos os brasileiros, e não apenas aos herdeiros dos privilégios de ontem.
Essa dívida consolidou-se historicamente por meio de mecanismos como a Lei de Terras de 1850, que dificultou o acesso da população negra à propriedade, e por uma abolição em 1888 que não previu reparações, integrando o racismo à estrutura das instituições. O resultado é um acúmulo de capital em linhagens específicas, representando o "juro" de séculos de trabalho não remunerado.
Essa reparação histórica vem sendo implementada, por sua vez, por meio de políticas públicas que visam favorecer, principalmente, as pessoas de baixa renda. O sistema de cotas é um exemplo fundamental, garantindo o direito de pessoas negras e sem condições financeiras de ingressarem na faculdade, assim como programas como o Minha Casa, Minha Vida e o Bolsa Família. Todas essas políticas públicas são de suma importância no combate às desigualdades geradas pela própria história de escravidão e exploração do nosso país.
Atualmente, estamos diante de grandes temas; um deles é a isenção de imposto para quem recebe até R$ 5.000,00 e a taxação dos super-ricos. Trata-se de 1% da população que acumula grandes fortunas em nosso país. A aprovação dessa medida é, essencialmente, uma forma de reparação histórica diante de séculos de exploração de nossa sociedade, que foi atingida tanto de forma direta quanto indireta.
Quem diria que um dia o governo reforçaria o direito do trabalhador de realizar consultas médicas ao menos duas vezes ao ano, obrigando o empregador a informar esse direito aos seus funcionários? Trata-se de uma lei criada em 2018 que não era colocada em prática e que, finalmente, ganha força. A luta atual também se volta contra a escala 6x1. Nesse cenário, a direita tem feito o possível para que essa mudança não seja aprovada, demonstrando um servilismo aos interesses empresariais e agindo contra projetos de lei que visam beneficiar o trabalhador e o empregador consciente, que sabe que o fim dessa escala gera produtividade.
Nesse contexto, quando figuras como Nikolas Ferreira utilizam termos como "bolsa patrão", ignoram deliberadamente a história brasileira. Tal postura soa como um escárnio, revelando uma direita que prioriza o mercado acima da dignidade humana. Essa gente utiliza-se do mesmo alarmismo de quando se discutia o fim da escravidão: falava-se em "caos na economia". O mesmo discurso foi repetido na luta pela jornada de 8 horas diárias — que hoje equivale a 220 horas mensais — provando que o progresso social sempre foi combatido por quem lucra com a exploração.
A luta pela taxação dos super-ricos e pelo fim da escala 6x1 é o prosseguimento de uma batalha secular por justiça. Ignorar a origem das fortunas brasileiras e sabotar direitos básicos é tentar manter o país acorrentado ao seu passado colonial. A verdadeira prosperidade de uma nação não nasce da exploração exaustiva, mas da justa distribuição de riquezas e da dignidade de quem constrói o país. Reparar o passado é o único caminho para que o Brasil finalmente pertença a todos os brasileiros, e não apenas aos herdeiros dos privilégios de ontem.
Contraste
Nada escuto, um refugio, de meu refúgio…
Busco um esconderijo, para me esconder.
Busco me distanciar, quero
Entrar em um outro mundo,
Quero entrar na fantasia,
Quero me manchar por entre as borboletas,
E seus pós encantadores.
Quero ali desmalhar,
Nada escutar.
Quero me prender, em um nada.
Tudo esquecer, e tudo lembrar.
Quero sair, deste casulo…
Quero escutar,
Quero sair do meu refúgio
Quero sair do meu esconderijo.
Viver em meu mesmo mundo,
Viver a minha realidade…
Se sujar nos poros das mariposas…
Quero ver o real,
Em meu ser, – quero viver!
Quero desmalhar, mas sonhar,
Poder acordar, e sentir.
Quero me prender, em um nada,
Quero ficar no tudo.
Tudo lembrar, e criar novas lembranças…
Busco um esconderijo, para me esconder.
Busco me distanciar, quero
Entrar em um outro mundo,
Quero entrar na fantasia,
Quero me manchar por entre as borboletas,
E seus pós encantadores.
Quero ali desmalhar,
Nada escutar.
Quero me prender, em um nada.
Tudo esquecer, e tudo lembrar.
Quero sair, deste casulo…
Quero escutar,
Quero sair do meu refúgio
Quero sair do meu esconderijo.
Viver em meu mesmo mundo,
Viver a minha realidade…
Se sujar nos poros das mariposas…
Quero ver o real,
Em meu ser, – quero viver!
Quero desmalhar, mas sonhar,
Poder acordar, e sentir.
Quero me prender, em um nada,
Quero ficar no tudo.
Tudo lembrar, e criar novas lembranças…
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| Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro. |
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sexta-feira, 17 de abril de 2026
O Salário Mínimo como Motor do Desenvolvimento: O Modelo Brasileiro de Crescimento com Inclusão
O governo Lula concede um aumento significativo ao salário mínimo, superando a visão limitada daqueles que defendem o congelamento da renda. Ao garantir o ganho real e investir em políticas públicas robustas, a gestão trabalha no combate direto às desigualdades, provando que a justiça social é o motor do desenvolvimento. O Brasil demonstra que é possível elevar o padrão de vida da população enquanto mantém a economia em trajetória de crescimento.
A valorização do salário mínimo é uma escolha estratégica que fortalece o mercado interno. Quando o povo tem renda, o consumo aumenta, o comércio vende mais e a indústria produz mais, gerando um ciclo virtuoso que se traduz em maior arrecadação e estabilidade para o país. É um modelo que serve de exemplo global por preservar o poder de compra de forma sustentável, protegendo o trabalhador sem comprometer o equilíbrio das contas, exercendo o verdadeiro papel de um Estado indutor do progresso.
O Brasil hoje é referência internacional ao mostrar que o aumento salarial, quando acompanhado por uma regra clara e previsível, não gera desequilíbrios, mas sim segurança para investidores e dignidade para as famílias. A gestão atual prova que políticas públicas eficientes são investimentos com retorno garantido, oferecendo qualidade de vida e solidificando a base econômica nacional.
Um governo que coloca o povo no orçamento demonstra um compromisso que vai além da política: é uma engenharia econômica de alta precisão. Essa garantia de valorização é a prova de que o desenvolvimento real só existe quando é compartilhado, trazendo dignidade, segurança e prosperidade para toda a sociedade brasileira.
A valorização do salário mínimo é uma escolha estratégica que fortalece o mercado interno. Quando o povo tem renda, o consumo aumenta, o comércio vende mais e a indústria produz mais, gerando um ciclo virtuoso que se traduz em maior arrecadação e estabilidade para o país. É um modelo que serve de exemplo global por preservar o poder de compra de forma sustentável, protegendo o trabalhador sem comprometer o equilíbrio das contas, exercendo o verdadeiro papel de um Estado indutor do progresso.
O Brasil hoje é referência internacional ao mostrar que o aumento salarial, quando acompanhado por uma regra clara e previsível, não gera desequilíbrios, mas sim segurança para investidores e dignidade para as famílias. A gestão atual prova que políticas públicas eficientes são investimentos com retorno garantido, oferecendo qualidade de vida e solidificando a base econômica nacional.
Um governo que coloca o povo no orçamento demonstra um compromisso que vai além da política: é uma engenharia econômica de alta precisão. Essa garantia de valorização é a prova de que o desenvolvimento real só existe quando é compartilhado, trazendo dignidade, segurança e prosperidade para toda a sociedade brasileira.
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| Previsão para o salário mínimo em 2027: valor estimado em R$ 1.717,00. |
O Tempo como Juiz: A Reabilitação de Dilma e o Desgaste dos Algozes da Democracia
Nada desconstrói a trajetória de quem atua com seriedade pelas melhorias sociais. Dilma Rousseff consolidou um processo de resiliência e, atualmente, ocupa postos de relevância global. Trata-se de uma necessária reparação histórica, especialmente diante das evidências de que o processo de seu afastamento carecia de base criminal sólida. Esse entendimento foi ratificado pela Justiça em 2023, quando o TRF-1 manteve o arquivamento da ação de improbidade sobre as "pedaladas fiscais", comprovando juridicamente a inexistência de crime de responsabilidade.
A análise de Leonardo Attuch, no Brasil247, destaca a firmeza de Dilma perante figuras políticas que, dez anos depois, enfrentam o desgaste de suas próprias trajetórias. Enquanto a imagem da ex-presidenta é reabilitada por fatos e novos papéis diplomáticos, seus algozes enfrentam o julgamento da história. O tempo, como juiz implacável, tem reposicionado os personagens e revelado o que muitos analistas hoje classificam como as reais motivações políticas por trás dos episódios de 2016.
A resistência de Dilma a julgamentos que se provaram distorcidos reflete a postura de uma liderança que soube se reerguer. Hoje, na presidência do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), ela exerce um papel estratégico na geopolítica contemporânea. Sua gestão no banco dos BRICS é fundamental para a transição rumo a um mundo multipolar, focando em financiamentos que fortalecem moedas locais e oferecem alternativas técnicas à hegemonia financeira tradicional.
As críticas de Attuch ao PSDB evidenciam o declínio de um grupo que viu sua identidade política minguar após a postura de Aécio Neves em 2014, ao contestar resultados legítimos e impulsionar um processo sem base jurídica sustentável. Da mesma forma, as trajetórias de Eduardo Cunha — cujo protagonismo foi marcado por motivações pessoais e condenações judiciais — e de Michel Temer corroboram a tese de que a liderança daquele movimento estava desconectada da estabilidade democrática.
O contraste é notável: enquanto Dilma ocupa espaços de governança global, figuras como Michel Temer continuam a ter seus nomes citados em controvérsias financeiras e investigações, como as que envolvem consultorias ao setor bancário. O artigo de Leonardo Attuch é preciso ao demonstrar que a verdade dos fatos prevaleceu, desmascarando os argumentos daqueles que acreditaram que a distorção da história seria permanente.
A análise de Leonardo Attuch, no Brasil247, destaca a firmeza de Dilma perante figuras políticas que, dez anos depois, enfrentam o desgaste de suas próprias trajetórias. Enquanto a imagem da ex-presidenta é reabilitada por fatos e novos papéis diplomáticos, seus algozes enfrentam o julgamento da história. O tempo, como juiz implacável, tem reposicionado os personagens e revelado o que muitos analistas hoje classificam como as reais motivações políticas por trás dos episódios de 2016.
A resistência de Dilma a julgamentos que se provaram distorcidos reflete a postura de uma liderança que soube se reerguer. Hoje, na presidência do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), ela exerce um papel estratégico na geopolítica contemporânea. Sua gestão no banco dos BRICS é fundamental para a transição rumo a um mundo multipolar, focando em financiamentos que fortalecem moedas locais e oferecem alternativas técnicas à hegemonia financeira tradicional.
As críticas de Attuch ao PSDB evidenciam o declínio de um grupo que viu sua identidade política minguar após a postura de Aécio Neves em 2014, ao contestar resultados legítimos e impulsionar um processo sem base jurídica sustentável. Da mesma forma, as trajetórias de Eduardo Cunha — cujo protagonismo foi marcado por motivações pessoais e condenações judiciais — e de Michel Temer corroboram a tese de que a liderança daquele movimento estava desconectada da estabilidade democrática.
O contraste é notável: enquanto Dilma ocupa espaços de governança global, figuras como Michel Temer continuam a ter seus nomes citados em controvérsias financeiras e investigações, como as que envolvem consultorias ao setor bancário. O artigo de Leonardo Attuch é preciso ao demonstrar que a verdade dos fatos prevaleceu, desmascarando os argumentos daqueles que acreditaram que a distorção da história seria permanente.
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A Evasão Silenciosa e a Soberania Ameaçada: O Real sob Ataque
O dólar entra no Brasil de diversas formas e, mesmo que existam mecanismos de rastreamento, isso causa problemas à moeda brasileira. Quem lucra são as gigantes da macroeconomia mundial, o que impacta diretamente a estabilidade do real. O governo Trump está "brigando de barriga cheia" ao querer questionar o Pix brasileiro, especialmente diante do avanço das criptomoedas e da dolarização do real, ocasionada pelos investimentos convertidos da moeda local para o dólar.
Contudo, o problema não reside apenas nas criptomoedas, mas também nas plataformas de jogos e streaming que pagam através de anúncios ou tarefas. Isso prende o usuário a esses apps, onde o lucro real vai para os criadores das plataformas — empresas sediadas em paraísos fiscais ou nos EUA —, gerando um ganho que não contribui para a economia do país.
Além disso, a lavagem de dinheiro praticada por organizações criminosas causa um impacto muito mais profundo no real do que no dólar. Como essa lavagem utiliza mecanismos que impedem o rastreamento, como empresas fantasmas, esse recurso acaba sendo convertido em dólar, ocasionando uma quebra de capital. Logo, esse é um problema mais interno do que externo, mas que acaba favorecendo a moeda americana.
Portanto, Trump parece perdido, alimentando teorias da conspiração ao tentar intervir em uma situação interna brasileira que é promovida pelas próprias gigantes da tecnologia. Ele não as atacará, pois elas lucram muito explorando a situação alheia e garantindo que a riqueza continue saindo do Brasil em direção ao sistema que ele defende.
Contudo, o problema não reside apenas nas criptomoedas, mas também nas plataformas de jogos e streaming que pagam através de anúncios ou tarefas. Isso prende o usuário a esses apps, onde o lucro real vai para os criadores das plataformas — empresas sediadas em paraísos fiscais ou nos EUA —, gerando um ganho que não contribui para a economia do país.
Além disso, a lavagem de dinheiro praticada por organizações criminosas causa um impacto muito mais profundo no real do que no dólar. Como essa lavagem utiliza mecanismos que impedem o rastreamento, como empresas fantasmas, esse recurso acaba sendo convertido em dólar, ocasionando uma quebra de capital. Logo, esse é um problema mais interno do que externo, mas que acaba favorecendo a moeda americana.
Portanto, Trump parece perdido, alimentando teorias da conspiração ao tentar intervir em uma situação interna brasileira que é promovida pelas próprias gigantes da tecnologia. Ele não as atacará, pois elas lucram muito explorando a situação alheia e garantindo que a riqueza continue saindo do Brasil em direção ao sistema que ele defende.
A Dignidade Humana Acima do Lucro: O Fim da Escala 6x1 e a Continuidade da Luta
O mundo já lutou pelo direito de trabalhar 8 horas por dia e pelas devidas melhorias nas condições de trabalho. Muitos dos direitos foram garantidos graças a muito esforço da classe trabalhadora; hoje em dia, cabe a todos lutar pela preservação e melhoria desses direitos. A luta de classes continua e não pode parar.
Por que não lutar pelo fim da escala 6x1 hoje em dia? Por que não discutir de forma ampla sobre a importância da escala 6x1 com os trabalhadores e trabalhadoras? Será que todos sabem o que é a escala 6x1? Por que muitos causam medo na classe trabalhista, alegando "caos econômico", "quebra econômica" e que tem que reduzir o salário?
É necessário lembrar que todos os avanços — inclusive a luta pelo fim da escravidão, pelo direito ao voto feminino e pelo direito de trabalhar 8 horas por dia — foram combatidos com falsas previsões de colapsos econômicos. No passado, ao imaginar o fim da exploração de um império e tudo o que se movimentava ao seu entorno, diante da ideia da abolição, logo apontavam o caos e a quebra do desenvolvimento do país. A história provou que o progresso real só vem com a dignidade.
Ter o direito a uma vida digna e à saúde é tudo o que o trabalhador e a trabalhadora merecem. Hoje em dia, estamos diante de nada mais, nada menos que a luta para que direitos sejam garantidos e preservados. A luta contra a escala 6x1 visa garantir ao trabalhador e à trabalhadora o direito ao descanso e a menos sobrecarga no trabalho, além do direito ao tempo livre para o lazer.
Reduzir a jornada de trabalho sem que o salário seja afetado: é sobre isso que vem sendo discutido ultimamente. A redução da jornada não consiste na quebra do país; muito pelo contrário, vai possibilitar uma condição de trabalho melhor para os trabalhadores, com menos estresse, menos sobrecarga e menos problemas psicológicos acarretados pelo ambiente de trabalho.
Por que não lutar pelo fim da escala 6x1 hoje em dia? Por que não discutir de forma ampla sobre a importância da escala 6x1 com os trabalhadores e trabalhadoras? Será que todos sabem o que é a escala 6x1? Por que muitos causam medo na classe trabalhista, alegando "caos econômico", "quebra econômica" e que tem que reduzir o salário?
É necessário lembrar que todos os avanços — inclusive a luta pelo fim da escravidão, pelo direito ao voto feminino e pelo direito de trabalhar 8 horas por dia — foram combatidos com falsas previsões de colapsos econômicos. No passado, ao imaginar o fim da exploração de um império e tudo o que se movimentava ao seu entorno, diante da ideia da abolição, logo apontavam o caos e a quebra do desenvolvimento do país. A história provou que o progresso real só vem com a dignidade.
Ter o direito a uma vida digna e à saúde é tudo o que o trabalhador e a trabalhadora merecem. Hoje em dia, estamos diante de nada mais, nada menos que a luta para que direitos sejam garantidos e preservados. A luta contra a escala 6x1 visa garantir ao trabalhador e à trabalhadora o direito ao descanso e a menos sobrecarga no trabalho, além do direito ao tempo livre para o lazer.
Reduzir a jornada de trabalho sem que o salário seja afetado: é sobre isso que vem sendo discutido ultimamente. A redução da jornada não consiste na quebra do país; muito pelo contrário, vai possibilitar uma condição de trabalho melhor para os trabalhadores, com menos estresse, menos sobrecarga e menos problemas psicológicos acarretados pelo ambiente de trabalho.
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O Custo da Barbárie: O Futuro Mutilado pelas Ambições Geopolíticas
As consequências das guerras sempre deixam sequelas que jamais serão apagadas. Sabe-se que há uma grande devastação territorial que, por sua vez, é irrecuperável; não apenas pelo impacto ambiental causado pelos conflitos, mas pelo modo como todo um povo é atingido. Esse peso sobrecai na população, que se sente desabrigada e desolada, restando apenas o desamparo e a sensação de abandono ao ver os tratados que deveriam garantir a segurança internacional serem quebrados. É, acima de tudo, a dor de quem perde membros da família ou a dor de ter o próprio corpo mutilado por bombardeios.
Faz um ano que Mahmoud Ajjour teve os braços amputados devido a um bombardeio de Israel contra a Cidade de Gaza. A fotografia dele, tirada pela fotógrafa palestina Samar Abu Elouf, ganhou o prêmio World Press Photo 2025. Foi uma das imagens mais chocantes diante dos ataques que ocasionaram a morte de crianças e bebês, deixando toda uma população refém de autoridades tiranas e suas ambições geopolíticas. Hoje, Mahmoud vive em Doha, no Catar, onde aprende a realizar tarefas cotidianas com os pés — um símbolo vivo de uma infância interrompida pela violência.
A guerra nunca foi a verdadeira solução para os problemas humanos, por mais que muitos tentem apontá-la como a "libertação" de um povo preso a determinado sistema. Olhando para a atualidade, em abril de 2026, vemos o conflito escalar no Irã com ataques diretos de Israel e dos Estados Unidos. Muitos enxergam apenas uma disputa pelo petróleo ou controle estratégico, mas é necessário discorrer também sobre as ideologias de domínio que alimentam esses confrontos.
Não podemos esquecer que, neste novo conflito, até escolas foram bombardeadas, como o trágico ataque em Minab, no sul do Irã, que vitimou centenas de estudantes. É impossível ignorar o ultimato de Donald Trump, em 7 de abril de 2026, afirmando que "uma civilização inteira morrerá" caso suas exigências não fossem atendidas. O assassinato de crianças demonstra um ódio profundo e um desejo de extermínio que ignora fronteiras. O que aconteceu na Faixa de Gaza antecipou o horror que se repete agora: a tentativa de destruição do futuro em nome de um presente estratégico de domínio.
Faz um ano que Mahmoud Ajjour teve os braços amputados devido a um bombardeio de Israel contra a Cidade de Gaza. A fotografia dele, tirada pela fotógrafa palestina Samar Abu Elouf, ganhou o prêmio World Press Photo 2025. Foi uma das imagens mais chocantes diante dos ataques que ocasionaram a morte de crianças e bebês, deixando toda uma população refém de autoridades tiranas e suas ambições geopolíticas. Hoje, Mahmoud vive em Doha, no Catar, onde aprende a realizar tarefas cotidianas com os pés — um símbolo vivo de uma infância interrompida pela violência.
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| A fotografia de Mahmoud Ajjour, tirada por Samar Abu Elouf, ganhou o prêmio World Press Photo 2025. |
A guerra nunca foi a verdadeira solução para os problemas humanos, por mais que muitos tentem apontá-la como a "libertação" de um povo preso a determinado sistema. Olhando para a atualidade, em abril de 2026, vemos o conflito escalar no Irã com ataques diretos de Israel e dos Estados Unidos. Muitos enxergam apenas uma disputa pelo petróleo ou controle estratégico, mas é necessário discorrer também sobre as ideologias de domínio que alimentam esses confrontos.
Não podemos esquecer que, neste novo conflito, até escolas foram bombardeadas, como o trágico ataque em Minab, no sul do Irã, que vitimou centenas de estudantes. É impossível ignorar o ultimato de Donald Trump, em 7 de abril de 2026, afirmando que "uma civilização inteira morrerá" caso suas exigências não fossem atendidas. O assassinato de crianças demonstra um ódio profundo e um desejo de extermínio que ignora fronteiras. O que aconteceu na Faixa de Gaza antecipou o horror que se repete agora: a tentativa de destruição do futuro em nome de um presente estratégico de domínio.
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| Túmulos são abertos para vítimas de ataque a escola em Minab, no Irã. Cerca de 150 pessoas morreram. — Foto: Iranian Foreign Media Department/WANA. |
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quinta-feira, 16 de abril de 2026
Análise Crítica: O Capitalismo de Cassino e a Blindagem das Instituições
Não se fala mais em esquema milionário; fala-se de um esquema bilionário que envolve, inclusive, influenciadores. Compreender a situação do nosso país a partir desse aspecto talvez nos permita, de fato, entender as desigualdades geradas por uma pequena parcela que, além de acumular riquezas, compõe um esquema de corrupção bilionário. Descobre-se que a questão não é apenas a lavagem de dinheiro por meio de plataformas de bets, mas também através de plataformas de criptomoedas — muitas das quais, por serem regulamentadas no país, possibilitam o rastreamento de recursos.
Tudo aponta que a regulamentação das bets tornou-se necessária; porém, mesmo com ela, nada impede que os impactos negativos continuem atingindo o país, diante de uma sociedade já endividada pelo seu poder de consumo. O ditado diz que "o mundo é dos espertos" — algo passado de geração em geração e do qual não temos dúvida —, mas cabe destacar que toda essa "esperteza" está levando muita gente aos seus devidos julgamentos e condenações.
As bets não apenas trouxeram o endividamento de milhares de brasileiros, como também expandiram a entrada do dólar no país, assim como as criptomoedas que vêm sendo rastreadas. Diante dessa dolarização, cabe destacar a importância da moeda local e do Pix. Este meio de transação interna tornou-se muito mais eficaz do que as criptomoedas, que são menos seguras devido à sua volatilidade e à dificuldade de rastreio sem a quebra de sigilo internacional.
Ficou compreensível que o esquema não se tornou apenas local, mas transacional. Esse tipo de estrutura não culpabiliza diretamente o governo, e sim as instituições que compõem a macroeconomia mundial e criam mecanismos lucrativos diante da desgraça alheia — o que muitos teóricos chamam de "capitalismo de cassino". O governo, por sua vez, cria as devidas medidas restritivas; porém, há um sistema muito maior que envolve instituições blindadas que constituem a economia global.
Mas qual o sentido real de citar a eficácia do Pix diante das criptomoedas e do endividamento nas bets? Esta é uma forma de trazer questões atuais: quando o governo Trump demonstrou preocupação com o "Pix brasileiro", foi porque ele afeta diretamente os cartões de crédito de bandeiras internacionais (como Visa e Mastercard). Esta é uma maneira de explicar como funciona o capitalismo de cassino e a sua blindagem.
A regulamentação das bets acabou por normalizá-las. Não vemos anúncios apenas feitos por influenciadores, mas também em redes de televisão, camisas de clubes de futebol, através de apresentadores e até em jornais considerados sérios. Trata-se de uma monetização milionária que ultrapassa o teto nacional. Logo, essas instituições perdem a isenção para criticar o sistema, tornando-se parte da blindagem do capitalismo de cassino.
Portanto, compreender a situação do país exige olhar para além da superfície. O que se revela não é apenas um problema de apostas ou de tecnologia, mas a engrenagem de um sistema que monetiza o desespero e a esperança de uma sociedade endividada. Quando instituições que formam a opinião pública tornam-se dependentes dessa monetização, elas perdem a autoridade moral para criticar o sistema. Nesse cenário, o Pix e a regulamentação não são "salvadores", mas evidências de que o Estado tenta rastrear o que a macroeconomia mundial tenta ocultar. O verdadeiro desafio não é apenas punir a "esperteza" dos influenciadores, mas enfrentar um sistema transacional desenhado para acumular riquezas em uma ponta, enquanto fabrica desigualdades bilionárias na outra.
Tudo aponta que a regulamentação das bets tornou-se necessária; porém, mesmo com ela, nada impede que os impactos negativos continuem atingindo o país, diante de uma sociedade já endividada pelo seu poder de consumo. O ditado diz que "o mundo é dos espertos" — algo passado de geração em geração e do qual não temos dúvida —, mas cabe destacar que toda essa "esperteza" está levando muita gente aos seus devidos julgamentos e condenações.
As bets não apenas trouxeram o endividamento de milhares de brasileiros, como também expandiram a entrada do dólar no país, assim como as criptomoedas que vêm sendo rastreadas. Diante dessa dolarização, cabe destacar a importância da moeda local e do Pix. Este meio de transação interna tornou-se muito mais eficaz do que as criptomoedas, que são menos seguras devido à sua volatilidade e à dificuldade de rastreio sem a quebra de sigilo internacional.
Ficou compreensível que o esquema não se tornou apenas local, mas transacional. Esse tipo de estrutura não culpabiliza diretamente o governo, e sim as instituições que compõem a macroeconomia mundial e criam mecanismos lucrativos diante da desgraça alheia — o que muitos teóricos chamam de "capitalismo de cassino". O governo, por sua vez, cria as devidas medidas restritivas; porém, há um sistema muito maior que envolve instituições blindadas que constituem a economia global.
Mas qual o sentido real de citar a eficácia do Pix diante das criptomoedas e do endividamento nas bets? Esta é uma forma de trazer questões atuais: quando o governo Trump demonstrou preocupação com o "Pix brasileiro", foi porque ele afeta diretamente os cartões de crédito de bandeiras internacionais (como Visa e Mastercard). Esta é uma maneira de explicar como funciona o capitalismo de cassino e a sua blindagem.
A regulamentação das bets acabou por normalizá-las. Não vemos anúncios apenas feitos por influenciadores, mas também em redes de televisão, camisas de clubes de futebol, através de apresentadores e até em jornais considerados sérios. Trata-se de uma monetização milionária que ultrapassa o teto nacional. Logo, essas instituições perdem a isenção para criticar o sistema, tornando-se parte da blindagem do capitalismo de cassino.
Portanto, compreender a situação do país exige olhar para além da superfície. O que se revela não é apenas um problema de apostas ou de tecnologia, mas a engrenagem de um sistema que monetiza o desespero e a esperança de uma sociedade endividada. Quando instituições que formam a opinião pública tornam-se dependentes dessa monetização, elas perdem a autoridade moral para criticar o sistema. Nesse cenário, o Pix e a regulamentação não são "salvadores", mas evidências de que o Estado tenta rastrear o que a macroeconomia mundial tenta ocultar. O verdadeiro desafio não é apenas punir a "esperteza" dos influenciadores, mas enfrentar um sistema transacional desenhado para acumular riquezas em uma ponta, enquanto fabrica desigualdades bilionárias na outra.
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quarta-feira, 15 de abril de 2026
Um.pouco de mim
Escrevo para sobreviver o tempo,
Respiro cada escrita
E vivo para reviver cada momento.
Não tenho mais a pressa,
Muito menos correrei.
Seguirei, e assim
Vou aprendendo
Com os passos da vida.
Escrevo para ser lembrado,
E não ser esquecido,
Penetro no coração
Daqueles que me leem,
E deixo um pouco de mim,
Ou do meu eu-lírico.
Respiro cada escrita
E vivo para reviver cada momento.
Não tenho mais a pressa,
Muito menos correrei.
Seguirei, e assim
Vou aprendendo
Com os passos da vida.
Escrevo para ser lembrado,
E não ser esquecido,
Penetro no coração
Daqueles que me leem,
E deixo um pouco de mim,
Ou do meu eu-lírico.
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Das Placas Unidas ao Isolamento: O que mudou na relação entre Estado e Prefeitura em Salvador
A paisagem urbana de Salvador exibia, até pouco tempo, um símbolo de convivência institucional que hoje parece ter desaparecido: as placas de obras compartilhadas. Na época em que Rui Costa era governador e ACM Neto era o prefeito, era comum ver as informações do Governo do Estado e da Prefeitura lado a lado. Aquela "união das placas" sinalizava que, apesar de serem adversários políticos, ambos estavam trabalhando juntos em projetos que beneficiavam a cidade.
No cenário atual, a realidade é outra. Com a chegada de Jerônimo Rodrigues ao governo e a sucessão de Bruno Reis na prefeitura, essa união de ambas as partes deixou de existir na comunicação visual das ruas:
No cenário atual, a realidade é outra. Com a chegada de Jerônimo Rodrigues ao governo e a sucessão de Bruno Reis na prefeitura, essa união de ambas as partes deixou de existir na comunicação visual das ruas:
- Divergência de Focos: O governo de Jerônimo Rodrigues é voltado para a articulação social, enquanto Bruno Reis herdou de ACM Neto o foco central na infraestrutura urbana. Essa diferença de prioridades afasta as agendas, resultando em poucas entregas feitas em conjunto.
- Atrito em Vez de Parceria: O Estado tem focado em grandes obras de mobilidade, como o VLT e a expansão do Metrô. No entanto, ao contrário do que ocorria no passado em obras de praças ou postos de saúde — onde as placas "casadas" eram frequentes —, esses grandes projetos atuais geram mais conflitos de competência e disputas de crédito do que parcerias diretas.
- Isolamento Visual: A ausência das marcas unidas reflete um distanciamento político real. Onde antes se via uma sinalização de trabalho conjunto, hoje o cidadão percebe uma demarcação de território, onde cada gestor faz questão de mostrar o que é "seu", evidenciando que a engrenagem entre Estado e Município não está mais girando em sintonia.
Quem sabe isso mude nos próximos anos, caso Jerônimo Rodrigues vença as eleições de 2026. A ideia não é a unificação de gestão, mas a compreensão de que Salvador precisa de união entre o Governo do Estado e a Prefeitura para que o desenvolvimento da infraestrutura urbana ganhe seu formato real. O atual prefeito não pode subestimar Rui Costa, pois ele realizou uma boa gestão, assim como ACM Neto fez um excelente trabalho na prefeitura. É possível que a Bahia tenha "sede" de ver uma disputa direta entre Rui Costa e ACM Neto nas eleições para o governo; porém, o PT acerta ao manter Jerônimo, pois ele representa um modelo de governo diferente e demonstra capacidade de implementar melhorias.
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Além do Feminicídio: A Objetificação e o Controle na Música "Maria Chiquinha"
A análise da música "Maria Chiquinha", de Geysa Boscoli e Guilherme Figueiredo, não pode focar apenas na ameaça de morte ou no feminicídio. É preciso ver também que a letra coloca a mulher como um objeto de posse e sexual. A desconfiança de Genaro anula o direito de ir e vir de Maria Chiquinha, fazendo com que ela tenha de dar explicações de seus passos; a denúncia principal da música não é apontar se ela traiu Genaro ou não, mas mostrar a questão de posse. A ameaça de morte no final pode ser entendida não apenas como feminicídio, mas também como uma violação: não que ele realmente iria cortar a cabeça dela, mas que, diante da desconfiança que o faz acreditar que ela estava com outro, ele iria aproveitar o que sobrou do corpo dela. Isso firma a ideia de que a mulher é tratada apenas como algo para ser usado por ele, confirmando a questão da posse desde o início da letra. Além disso, a obra pode ser vista como uma denúncia da época sobre o machismo, ao expor a mulher como objeto e o uso do medo e das ameaças como controle. Apesar de a música original carregar o gênero de "humor de duplo sentido", a letra não pode ser encarada apenas como uma piada diante da condição feminina.
Quem sabe o ápice da música seja colocar duas crianças cantando "Maria Chiquinha" e fazendo toda a interpretação com gestos, pois essa música passou a ser conhecida a partir da interpretação de Sandy & Júnior quando crianças. Alguns acharam fofos e lindos, assim como muitos enxergam como maldade e que essas crianças não deveriam, de maneira alguma, interpretar essa letra por não ser apropriada para a idade. Porém, é necessário olhar essa interpretação com olhar crítico, como uma forma de transmitir a ideia de que essa postura pode continuar sendo passada de geração em geração.
Quem sabe o ápice da música seja colocar duas crianças cantando "Maria Chiquinha" e fazendo toda a interpretação com gestos, pois essa música passou a ser conhecida a partir da interpretação de Sandy & Júnior quando crianças. Alguns acharam fofos e lindos, assim como muitos enxergam como maldade e que essas crianças não deveriam, de maneira alguma, interpretar essa letra por não ser apropriada para a idade. Porém, é necessário olhar essa interpretação com olhar crítico, como uma forma de transmitir a ideia de que essa postura pode continuar sendo passada de geração em geração.
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A Falsa Teologia das Origens: A Instrumentalização da História como Ferramenta de Poder
Assistindo a um vídeo nas redes sociais, vi um jovem perguntar a um senhor de idade se ele era cristão. O senhor, em vez de responder diretamente, rebateu com a mesma pergunta. Quando o rapaz confirmou que sim, o senhor se identificou como teólogo e 'conhecedor profundo das palavras de Deus', passando então a contradizê-lo e a invalidar sua fé. É nítido como essa ideia de unificação religiosa é usada de forma preconceituosa e, por vezes, criminosa para desfazer das demais religiões. Essa postura revela que, para muitos, o título de 'teólogo' serve apenas como ferramenta de intimidação.
Diante disso, é engraçado (para não dizer outro termo) a ignorância de quem se diz estudante de teologia e afirma que mórmons, adventistas e testemunhas de Jeová vêm dos judeus, quando, na verdade, todos têm origem documental nos Estados Unidos do século XIX. Confundir apropriação temática com linhagem histórica é uma distorção deliberada. Essa narrativa ignora a historiografia para validar uma visão antissemita de substituição e um sionismo de conveniência.
O objetivo é fabricar uma autoridade bíblica que esses grupos americanos não possuem, justificando o massivo apoio econômico e militar dos EUA a Israel como parte de uma agenda profética que, no fundo, ignora a soberania do povo judeu em favor de interesses geopolíticos americanos. O fato de essa visão partir de um brasileiro evidencia que não se trata de uma coincidência, mas de um projeto de expansão ideológica de longo prazo que se infiltra em diferentes nações. Em última análise, essa 'teologia' não serve a Deus nem ao povo judeu; serve à manutenção de um poder que usa o antissemitismo como estratégia e o dinheiro como finalidade. Pode-se ter a fé que quiser, mas não se pode inventar uma história que os fatos, as datas e os documentos desmentem.
Diante disso, é engraçado (para não dizer outro termo) a ignorância de quem se diz estudante de teologia e afirma que mórmons, adventistas e testemunhas de Jeová vêm dos judeus, quando, na verdade, todos têm origem documental nos Estados Unidos do século XIX. Confundir apropriação temática com linhagem histórica é uma distorção deliberada. Essa narrativa ignora a historiografia para validar uma visão antissemita de substituição e um sionismo de conveniência.
O objetivo é fabricar uma autoridade bíblica que esses grupos americanos não possuem, justificando o massivo apoio econômico e militar dos EUA a Israel como parte de uma agenda profética que, no fundo, ignora a soberania do povo judeu em favor de interesses geopolíticos americanos. O fato de essa visão partir de um brasileiro evidencia que não se trata de uma coincidência, mas de um projeto de expansão ideológica de longo prazo que se infiltra em diferentes nações. Em última análise, essa 'teologia' não serve a Deus nem ao povo judeu; serve à manutenção de um poder que usa o antissemitismo como estratégia e o dinheiro como finalidade. Pode-se ter a fé que quiser, mas não se pode inventar uma história que os fatos, as datas e os documentos desmentem.
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terça-feira, 14 de abril de 2026
Eleições 2026: A Rejeição Herdada e o Marketing do Nome Próprio de Flávio Bolsonaro
Após eu ver uma publicação da pesquisa Datafolha apontando Flávio Bolsonaro à frente no segundo turno, e também ver as demais publicações em diversos sites, fiz uma análise crítica: 'Por que apontam Flávio Bolsonaro à frente de Lula no segundo turno? A resposta é fácil: a mídia comercial ainda aposta nessa narrativa de polarização. No entanto, acreditar que Flávio ganha vantagem apenas por carregar o sobrenome e a influência do pai é risível. Afinal, se o capital político de Jair Bolsonaro estivesse realmente intacto, as pesquisas indicariam uma vitória no primeiro turno.'
Diante dessa análise que postei no Threads, um dos seguidores fez um comentário plausível e digno de destaque: "O Flávio Bolsonaro herdou a rejeição do pai, tanto que nas matérias mencionam apenas Flávio".
Esse comentário despertou minha curiosidade e, refletindo sobre isso agora, percebo que este ponto que eu ainda não havia notado é o que realmente amarra a questão. A estratégia midiática e seus mecanismos de marketing complementaram minha análise de forma surpreendente, revelando como a omissão do sobrenome é usada para suavizar a rejeição e sustentar essa competitividade.
Diante dessa análise que postei no Threads, um dos seguidores fez um comentário plausível e digno de destaque: "O Flávio Bolsonaro herdou a rejeição do pai, tanto que nas matérias mencionam apenas Flávio".
Esse comentário despertou minha curiosidade e, refletindo sobre isso agora, percebo que este ponto que eu ainda não havia notado é o que realmente amarra a questão. A estratégia midiática e seus mecanismos de marketing complementaram minha análise de forma surpreendente, revelando como a omissão do sobrenome é usada para suavizar a rejeição e sustentar essa competitividade.
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A Engenharia da Desinformação: Do Print Manipulado às Deepfakes
Recentemente, tenho publicado sobre a captura de tela (print) de títulos, que permite a manipulação de informações. Nesses casos, é possível modificar não apenas o título, mas também a descrição e a data da publicação. Isso aumenta o risco de cairmos em fake news, já que muitas vezes não verificamos a origem dos prints compartilhados em redes sociais ou comentários.
Aproveitando esse gancho, trago outra questão atual potencializada pela Inteligência Artificial (IA): as deepfakes. Com sua enorme capacidade de manipulação de imagens, áudios e vídeos, essa tecnologia tem se tornado frequente e pode causar danos profundos à percepção humana da realidade.
Desconstruir notícias falsas nunca foi uma tarefa fácil; uma vez que se espalham, o estrago é quase irreversível. Se lidar com a distorção de artigos de notícias já é desafiador, imagine o impacto de ver uma imagem manipulada ou, pior, ouvir a voz de alguém e ver sua imagem gesticulando exatamente de acordo com o que é dito.
Todas as técnicas, por sua vez, fazem uso de diversos recursos para fabricar a desinformação: desde a 'inspeção de elemento' em navegadores (que altera textos de sites reais) e editores de imagem tradicionais, até IAs generativas avançadas de áudio e vídeo. O mecanismo central é sempre o mesmo: misturar elementos reais com falsos para criar uma ilusão de verdade.
Aproveitando esse gancho, trago outra questão atual potencializada pela Inteligência Artificial (IA): as deepfakes. Com sua enorme capacidade de manipulação de imagens, áudios e vídeos, essa tecnologia tem se tornado frequente e pode causar danos profundos à percepção humana da realidade.
Desconstruir notícias falsas nunca foi uma tarefa fácil; uma vez que se espalham, o estrago é quase irreversível. Se lidar com a distorção de artigos de notícias já é desafiador, imagine o impacto de ver uma imagem manipulada ou, pior, ouvir a voz de alguém e ver sua imagem gesticulando exatamente de acordo com o que é dito.
Todas as técnicas, por sua vez, fazem uso de diversos recursos para fabricar a desinformação: desde a 'inspeção de elemento' em navegadores (que altera textos de sites reais) e editores de imagem tradicionais, até IAs generativas avançadas de áudio e vídeo. O mecanismo central é sempre o mesmo: misturar elementos reais com falsos para criar uma ilusão de verdade.
Todos podemos nos tornar reféns das fake news, já que nossa mente é condicionada, muitas vezes, a aceitar uma informação falsa devido à junção de elementos verdadeiros. A verificação constante torna-se indispensável, por mais real que pareça o que vemos em mensagens, publicações ou comentários. Enquanto não pararmos para checar os fatos, estaremos sujeitos não apenas a cair em mentiras, mas também a contribuir diretamente com a sua propagação.
Os links a seguir contêm o que publiquei anteriormente sobre o assunto e podem complementar esta leitura:
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