Estou para publicar o meu segundo livro, mas fico pensando nem bem publiquei o primeiro, titulado Toque de Acalanto, através do site Clube de Autores, e publicarei outro, acredito que necessito de um pouco mais de tempo, antes de cometer quaisquer burrada que depois venha me arrepender.
Publicar um segundo livro não seria uma burrada, mas mesmo assim tenho de refletir e ver se de fato venha valer a pena. Quem sabe necessite de mais alguns anos, sei lá 1 ou 5 anos, pra publicar outro livro, acredito que não, até porque o segundo livro já se encontra redigido.
Trata-se de algumas perguntas feitas a Antônio Fernandes Mendes, cearense, que teve de se refugiar do Ceará para o sul do Brasil e depois veio parar aqui na Bahia, devido a ditadura civil e militar da época, um homem de um grande saber, uma verdadeira biblioteca viva, não apenas inclui essas perguntas ao livro (claro que com resposta), como também uma biografia, e pequenos textos.
Meses atrás estava na busca de algumas fotos para incluir no livro, consegui uma imagem com um dos nossos amigos, que muito se fez presente nos eventos que aconteciam junto com Antônio, no Instituto Socioambiental de Valéria (ISVA), dentro de uma biblioteca comunitária, que carregava o nome de José Oiticica, onde abordavamos temas envolto ao anarquismo.
Hoje em dia não temos mais esse grande amigo, que tem falecido em 2015, acredito que muito tenho aprendido com ele, e muito ele tem ensinado, da preservação ao meio ambiente, quanto a visão política e libertária, assim como social.
Publicar o segundo livro sobre Antônio Fernandes Mendes, é resgatar uma memória que não pode deixar ser apagada, até porque, a clandestinidade quer apagar a sua história, e ele viveu como um clandestino, criou vários sindicatos (clandestinamente), assim como também deu aula para camponeses fazendo uso do método Paulo Freire, também como clandestino, teve até de se refugiar da própria terra natal.
Mesmo sabendo que não tive um bom exito com a publicação do primeiro livro, por minha vez publicarei outro, até porque o que voga é sempre buscar levar o trabalho, a escrita e é assim que ao longo do tempo vai nascendo os leitores amigos (as).
Seja bem vindo(a), aqui tem poesias, haicais, sonetos, crônicas, reflexões e um pouco mais!
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