Podem zombar da sua cara pelo fato de você se mostrar sensível diante a certas situações, podem chamá-lo de besta, podem brincarem com a sua ingenuidade e como brincam, assim muitos agem e você nem sempre revida. Você encontrou a sua própria identidade, você encontrou a si mesmo, assim foi observando o mundo e a todos, você aprendeu muito com os outros e consigo mesmo.
Hoje você rir de tudo, hoje você brinca com todo o passado, você não enxerga em si uma pessoa sábia, você se olha no espelho e busca enxergar o seu lado humano, você fecha os olhos e tenta refletir o cantar dos pássaros, o barulho das cachoeiras... tem que acordar, e acorda, tem que sentir além da fragrância do café novos horizontes ou o coração da amada e a despedida de cada dia. Ao som dos carros, ao som das motos, diante ao ar que já não é tão puro, diante as poluições, diante aos passos e passos, dos seus passos e os passos dos outros, todos andam e andam, cada um seguindo o seu destino. Podem zombar de você, porque você resolveu fazer diferente, porque você não se corrompeu e se limitou a tal padrão, você não se cobra tanto de si, o quanto querem tanto que você venha a se cobrar.
Você não é um poeta, mas vive a poesia, você não é um escritor e sofre com cada palavra escrita num romance, você é um leitor? Talvez, não seja. Você é humano, você quer ser apenas humano o suficiente para se enxergar na pele dos outros, de respirar e saber que ainda resta vida, esperança.
Quem saiba pense em mudar, mas mudar? O que mudar? Quem saiba queira mudanças de si mesmo e de tudo que se passa por volta.
Mas, também o nada. Apenas um dia simples, que possa respirar, escutar uma música qualquer e ao mesmo tempo o silêncio e vagar por entre as lembranças.

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