terça-feira, 31 de março de 2026

Aguardente

À Donald Trump

Todos os dias nasce um canalha na política
Para o desespero da sociedade...
A cada dia criam leis, fazem a guerra,
Matam quem não tem culpa, enganam,
Alienam o povo. Ainda nasce Aldolf Hitler
Na Sociedade, um governo corrupto nasce
Todos os dias, o fascismo se esconde por trás
Das propostas e de cada propagandas política.
Nasce Benito Mussolini todos os dias, na política,
Em tudo aquilo que dita ordem à sociedade,
E que no fim assassina milhares,
Fazem uso das palavras friamente,
E há quem acredite lealmente.
Todos os dias nascem filhos da puta
Para sustentar o sistema capitalista,
Para meter o medo nas pessoas,
Para rir da minha cara, da sua cara,
Da cara de todos. E a culpa da miséria social
É colocada na inflação, em um mundo de consumistas,
Dividido por classes sociais.
E a sociedade paga a própria penitência
Para o sustento do governo - desgoverno.
Todos os duas nasce gente de má índole,
Nasce gente querendo por a mão
Na gente e nos governar,
Todos os dias nasce alguém dizendo ser confiável
Para o massacre da sociedade.
Querem criarem milhares de muros de Berlim,
Querem criarem as cercas elétricas para a separação
Dos países. Todos os dias nasce
Um governo querendo ser um Deus, todos os dias
Nasce um Füher, as grandes milícias
A cada dia a se fortalecer, a guerra do estado e o tráfico,
Minha sociedade marginalizada, todos os dias
Criam campos de concentração, céu aberto,
Gás lacrimogênio a asfixiar, bala de borracha a dei
xar marcas,
Spray de pimenta a cegar.


Imagem da Internet.


Meu voto

A poesia estampada na parede
Não mais se encontrava por lá
Passaram uma tinta nas palavras
E resolveram internar o poeta.

Milhares de livros queimados
Na praça pública, milhares
De escritores exilados
De um país pra outro, e todos

Que defende o estado, o vê
Como um desgraça, um ser
Marginalizado pela sua espécie,
Que ver de um artista um vagabundo.

E mando um salve a Gregório de Matos
Ao Boca de Brasa, Boca de Inferno
Pai da poesia brasileira, que muito cantou
Os males da política

E da sociedade mexiriqueira,
Um Salve aos que transformaram as palavras,
A Castro Alves, que cantava a liberdade
Um salve ao Lima Barreto, que por muitos

Foi descriminado, e queimaram as palavras
Dos poetas, queimaram as palavras
Daquele que escreveu a realidade,
Mas, não mataram as ideias

Daquele que pensa e busca transformar,
Viva a poesia, e os Poetas da Praça,
Viva aos boêmios da literatura,
Aos fumantes e aos que não bebem

E muito menos fumam,
Viva os que protestam e os que manifestam
Por um país, ou quem sabe um mundo
Melhor, viva o povo e toda sociedade

Que dorme, e quando levanta
Mostra que ainda existe esperança
E a sede de mudar é maior,
E a briga pelos direitos continua

Oprimem nossa sociedade,
Agridem nossa sociedade,
Assassinam nossa sociedade,
E temem a nossa sociedade,

Porque a sociedade sustenta-os
E não estamos distante da ditadura,
E muito menos de uma guerra civil,
O poeta escreveu o provérbio,

O hoje tudo vem sendo visto,
O amanhã pouco se sabe o que pode vir,
E o futuro, não bem se sabe se terá crianças
Felizes, brincando descalça pela rua.


Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


segunda-feira, 30 de março de 2026

Nonsense

   Podem zombar da sua cara pelo fato de você se mostrar sensível diante a certas situações, podem chamá-lo de besta, podem brincarem com a sua ingenuidade e como brincam, assim muitos agem e você nem sempre revida. Você encontrou a sua própria identidade, você encontrou a si mesmo, assim foi observando o mundo e a todos, você aprendeu muito com os outros e consigo mesmo.

   Hoje você rir de tudo, hoje você brinca com todo o passado, você não enxerga em si uma pessoa sábia, você se olha no espelho e busca enxergar o seu lado humano, você fecha os olhos e tenta refletir o cantar dos pássaros, o barulho das cachoeiras... tem que acordar, e acorda, tem que sentir além da fragrância do café novos horizontes ou o coração da amada e a despedida de cada dia. Ao som dos carros, ao som das motos, diante ao ar que já não é tão puro, diante as poluições, diante aos passos e passos, dos seus passos e os passos dos outros, todos andam e andam, cada um seguindo o seu destino. Podem zombar de você, porque você resolveu fazer diferente, porque você não se corrompeu e se limitou a tal padrão, você não se cobra tanto de si, o quanto querem tanto que você venha a se cobrar.

   Você não é um poeta, mas vive a poesia, você não é um escritor e sofre com cada palavra escrita num romance, você é um leitor? Talvez, não seja. Você é humano, você quer ser apenas humano o suficiente para se enxergar na pele dos outros, de respirar e saber que ainda resta vida, esperança.

   Quem saiba pense em mudar, mas mudar? O que mudar? Quem saiba queira mudanças de si mesmo e de tudo que se passa por volta. 

    Mas, também o nada. Apenas um dia simples, que possa respirar, escutar uma música qualquer e ao mesmo tempo o silêncio e vagar por entre as lembranças.



domingo, 29 de março de 2026

Exercício

Subi a ladeira
Desci a ladeira
Subi a ladeira
Desci a ladeira
Salvador, Bahia, Brasil
Faz bem ao coração.
E assim subo ladeiras,
Desço ladeiras,
Entro em becos
Saiu de becos,
Subo ladeira
Desço ladeira
E em cada esquina
Uma música
Um reggae
Um rap
Um funk
Um pagode
Um samba

E vou seguindo
Subindo ladeira
Descendo ladeira
Entrando em uma esquina
Saindo em outra.
Salvador, Bahia, Brasil
Pulsa em meu coração.
Pertenço
A Bahia.

Imagem da Internet 


quarta-feira, 25 de março de 2026

Sobre a Afinidade e a Confiança

   Encontrei uma publicação que fiz em 25 de janeiro de 2019, no Facebook, sobre afinidade e a confiança entre as pessoas e a capacidade de perceber quando nada vai bem (muitas das vezes), e o quanto acabamos ocultando muitas coisas e muitas das vezes não queremos desabafar, falando de afinidade a importância do olhar se faz presente, os olhos pode entregar muitas coisas. 

   Talvez a minha visão hoje em dia não seja a mesma que eu tinha, quando eu fiz essa publicação no Facebook e demais redes sociais:

A gente sempre quer ser positivo mesmo quando tudo não vai bem. A afinidade é algo incrível, porque quando existe a afinidade entre uma ou mais pessoas, a gente percebe que nada vai bem, apenas no olhar. Quem sabe a gente queira mostrar que tudo vai bem, em palavras escondemos muitas coisas, menos em nossas expressões, ações, olhar... A interrogação sempre vai surgir "como você vai?", "tudo bem com você", alguns perguntam apenas por perguntar, e outros não. A gente tem muito o quê aprender com a palavra "afinidade". Quando a gente passa a confiar no outro ou outra, para desabafar, quando a gente se sente com total confiança, e disso saber ser leal.


Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


domingo, 22 de março de 2026

Foi forte!

    Olhei para o caderno e veio-me a saudade de lembranças que pensava já terem ido para sempre, não, não existe lembranças que não seja capaz de regressar, pode regressar de forma benéfica ou quem sabe de forma não tão benéfica o quanto não se espera (a lembrança muitas das vezes pode ser traiçoeira).

   Vi as páginas do caderno antes de abrir, sentir cada palavra que ali tenho escrito, regressei ao passado que não era tão distante, lembrei que escrevia com frequência maior, que lia e muito, lembrei do eu que fui deixando para trás. 

  Todas as escritas provavelmente datadas, cada escrita com seus titulos, cada poesia, texto, haicais, sonetos (alguns)... Mas, ao mesmo tempo que eu queria abrir o caderno, parecia que não havia necessidade alguma de abrir como se sentisse a necessidade de simplesmente guardá-lo novamente e não mergulhar mais afundo nessas lembranças, que muito pode acabar me fazendo mal.

  Olhei para a cômoda e vi nada mais e nada menos um livro com poesias reunidas de Carlos Drummond de Andrade, pensei em guardar o caderno e folhear o livro, porém não foi o que eu fiz, desviei o olho do livro e do caderno, olhei para o teto como se estivesse buscando alguma nuvem ou quem sabe alguma estrela.

  "- Desculpa, hoje eu não estou bem, volte amanhã", não, nada disso tem nexo, nada disso é real a ponto de querer mexer com a minha estrutura psicológica ao mesmo tempo. Mas, o que realmente tanto mexe com o meu ser? Esse caderno? É apenas um caderno, mas nesse caderno tem escritas, tem lembranças, dar para sentir a fragrância de quando muitas delas foi escrita, dar para ver a cadência de algumas dessas escritas e escutar como se fosse uma música.

   Acabei decidindo abrir o caderno e para o meu desespero, diante a capa intacta por dentro deparei-me com um grande estrago provocado por cupins, veio-me a lacrimejar os olhos, respirei fundo (soltei alguns palavrões por dentro) e busquei ao mesmo tempo me controlar, muitas das escritas ainda visível e dava para fazer a leitura... fechei o caderno e realmente não era para eu ter aberto, simplesmente guardei para não reabri-lo tão cedo.

Valter Bitencourt Júnior, Salvador, Bahia, Brasil.


Choque

Deixei a música me levar...
Eu Deitado no sofá
Feito um cachorro esparramado...
Quem disse que o sofá não é lugar
Para deitar?
Viajei na música para outro lugar
Que não tenha gente,
Para outro lugar que não tenha
Carro, moto, prédio, casas...
Viajei, viajei para nunca mais voltar,
Viajei sem malas, não peguei o ônibus
Da esquina, não peguei o avião, o metrô,
Muito menos o trem...
Não pagarei a passagem
(Foda-se o imposto de cada dia)
Eu vou embora para nunca mais voltar.
Viajei na música para outro lugar!
Nesse lugar não tem nada,
Eu não quero nada, eu não quero
Nada que venha a ser outra coisa
A não ser o som ligado.
Não quero sentido na palavra,
Não precisa ter ritmo,
Não precisa... Eu só quero fugir
Pela minha imaginação.
Que música gostosa,
Nunca viajei tanto
A ponto de cair do sofá.

Acordei para a minha
Realidade de vida!



Valter Bitencourt Júnior

sexta-feira, 20 de março de 2026

In Memoriam: Homenagem Póstuma ao Jornalista e Editor da Revista Òmnira Roberto Leal

A Fundação Òmnira vai realizar homenagem póstuma ao jornalista e editor Roberto Leal,  o Roberto Leal foi editor e fundador da Revista Òmnira, a homenagem vai acontecer, no dia 10 de abril, na Casa de Angola na Bahia, localizada na Praça dos Veteranos - Baixa dos Sapateiros, a partir das 18h.




sábado, 14 de março de 2026

Hoje eu acordei cheio de interrogações

O que há de mais belo na vida?
Hoje eu acordei, simplesmente!
Olhei para a minha própria pessoa
O espelho sorriu pra mim,
Somente eu que não sorri para o espelho.
Uma luz tênue incomodava a minha visão.
Acordei cheio de perguntas,
(Pergunta sem resposta é foda!).
O café não estava amargo,
Café doce, não como a vida...
A vida nem sempre é uma poesia!
Como os poetas querem enxergar
Apenas beleza?
A vida é bela? O que há de mais belo
Além da vida?
Cada tropeço que o ser leva no dia-a-dia.
Cantava o Drummond "tinha uma pedra no meio do caminho",
Quantas pedras há no caminho?
Pulamos ou tropeçamos (chutamos?).
O que se esconde por detrás de toda beleza?
Muitas das vezes somos cegos diante ao belo.
Belo? Belo é a vida, mais belo ainda é viver...
Viver é correr o risco de desviar das pedras ou tropeçar.
Risco gostoso, vida de adrenalina e fotografias.
Belo é o que registramos de mais gostoso,
É o que compartilhamos para os mais chegados.
Belo é o abraço, não esperado.
Belo é o beijo em plena manhã.
Belo é o viver humano... Mais o que será mesmo belo?
Hoje eu acordei cheio de interrogações.

Valter Bitencourt Júnior, Salvador, Bahia, Brasil.


Postagem em destaque

Encontro

Meu corpo em teu corpo. Encontro de almas, Encontro de dois seres. Duas vidas, em um só Leito. Amar ou amar? Não! Não, amar apaixonadamente....