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domingo, 22 de março de 2026

Foi forte!

    Olhei para o caderno e veio-me a saudade de lembranças que pensava já terem ido para sempre, não, não existe lembranças que não seja capaz de regressar, pode regressar de forma benéfica ou quem sabe de forma não tão benéfica o quanto não se espera (a lembrança muitas das vezes pode ser traiçoeira).

   Vi as páginas do caderno antes de abrir, sentir cada palavra que ali tenho escrito, regressei ao passado que não era tão distante, lembrei que escrevia com frequência maior, que lia e muito, lembrei do eu que fui deixando para trás. 

  Todas as escritas provavelmente datadas, cada escrita com seus titulos, cada poesia, texto, haicais, sonetos (alguns)... Mas, ao mesmo tempo que eu queria abrir o caderno, parecia que não havia necessidade alguma de abrir como se sentisse a necessidade de simplesmente guardá-lo novamente e não mergulhar mais afundo nessas lembranças, que muito pode acabar me fazendo mal.

  Olhei para a cômoda e vi nada mais e nada menos um livro com poesias reunidas de Carlos Drummond de Andrade, pensei em guardar o caderno e folhear o livro, porém não foi o que eu fiz, desviei o olho do livro e do caderno, olhei para o teto como se estivesse buscando alguma nuvem ou quem sabe alguma estrela.

  "- Desculpa, hoje eu não estou bem, volte amanhã", não, nada disso tem nexo, nada disso é real a ponto de querer mexer com a minha estrutura psicológica ao mesmo tempo. Mas, o que realmente tanto mexe com o meu ser? Esse caderno? É apenas um caderno, mas nesse caderno tem escritas, tem lembranças, dar para sentir a fragrância de quando muitas delas foi escrita, dar para ver a cadência de algumas dessas escritas e escutar como se fosse uma música.

   Acabei decidindo abrir o caderno e para o meu desespero, diante a capa intacta por dentro deparei-me com um grande estrago provocado por cupins, veio-me a lacrimejar os olhos, respirei fundo (soltei alguns palavrões por dentro) e busquei ao mesmo tempo me controlar, muitas das escritas ainda visível e dava para fazer a leitura... fechei o caderno e realmente não era para eu ter aberto, simplesmente guardei para não reabri-lo tão cedo.

Valter Bitencourt Júnior, Salvador, Bahia, Brasil.


terça-feira, 22 de outubro de 2019

Texto, poesia, poema?...

Tem de ser curioso ler bastante, pesquisar e beber em fontes diferente, todo bom leitor não apenas ler como também interpreta o que ler, diferenciar um texto do outro e saber o que é poema e o que é poesia, o que é poema e o que é texto e o que é poesia, tudo isso é conhecimento. A gente por nossa vez tem de ir na busca de conhecimento de mundo,ganhamos uma visão do mundo de acordo com o tempo, de acordo com a leitura, com os jornais impressos que lemos e também com o jornal que assistimos na rede de televisão, com os noticiários que são transmitidos na rádio, com as músicas que ouvimos, com a leitura de livros didáticos e não didaticos, com a leitura de revistas, e hoje em dia com o que vem sendo postado também nas reses sociais, nos sites eletrónicos, onde podemos ler também livros o e-book, na troca de informação entre duas ou mais pessoas, aprendemos muito em uma palestra, em uma roda de conversa onde acontece grandes debates.

Saber que o texto tem paragrafos,a escrita completa a linha do caderno, fazendo uso muitas das vezes da gramática, da sintaxe, coerência e coesão, tem a redação, dissertação, narração, descrição, existe vários tipos de texto, tem a crônica a prosa. O poema por sua vez tem as suas diferenças, o verso não completa a linha do caderno, não é obrigatório seguir o que a gramática pede, e tem estrofes (não obrigatório ter estrofes), por sua faz uso de figuras de línguagem (não que em um texto também não fazer uso de figuras de línguagem, existe também o texto literário que faz uso de figuras de línguagem, e isso pode ser encontrado na prosa, a poesia pode ser encontrado na prosa, e também na crônica que pode também ser literário e fazer uso de recursos estilísticos), o texto por sua vez pode conter a poesia, mas não é considerado um poema, o poema pode ter poesia assim como também não pode conter poesia. Poesia é tudo aquilo que tem a capacidade de transmitir uma determinada sensação, pode ser encontrado em um quadro, em uma bela pintura artística,em um simples desenho… O poema por sua vez é o que o poeta escreve, fazendo uso de metrificação, e hoje em dia não é obrigatório fazer uso de métrica para fazer um poema, existe o “verso livre” (que não obedece a métrica), o poema pode conter rimas (o que também não é mais obrigatório), e também existe poemas sem rima “versos branco” (poemas sem rima).

Hoje o poema é chamado de poesia, quando se fala em poesia logo a pessoa pensa, é algo que foi escrito pelo poeta, não mais diferenciamos a poesia do poema, e aprendemos isso na leitura de alguns textos, como por exemplo o texto “Poema e Poesia”, do Octávio Paz, é normal chamar o poema de poesia hoje em dia, logo estamos cientes de que estamos nos referindo à escrita do poeta. A poesia pode ser encontrada também numa música, mesmo assim uma música nem sempre é um poema. E isso é o que nos deixa muitas das vezes intrigado, uma música pode ter valor literário e também pode não ter valor literário, uma poesia transformando-se em musica ela pode tanto ganhar valor literário, quanto também pode perder o valor literário, temos grandes canções, que também são verdadeiras poesias, que penetra na alma de quem ouve, que muitas das vezes arrepia o ser de cima a baixo.

Pode existir uma diferença entre o escritor e o poeta, a diferença se encontra na escrita, mesmo assim ambos não deixam de serem escritores, porque ambos se dedicam às palavras, um se dedica a fazer romance, textos, prosa, crônica, artigo… (alguns se dedicam muitas das vezes a fazer um só destes) e outros se dedicam apenas a fazer poesia (alguns se dedica a fazer tudo).

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Uma conversa com um amigo

Um amigo uma vez me perguntou o que significa o amor, se eu acreditava na palavra amor, eu fiquei sem saber o que responder, na verdade sempre recebo no Messenger perguntas que nem sempre sei qual seria a melhor resposta. Lembrei de algumas crônicas do Drummond, que falava sobre "maneiras de amar", e também de algumas histórias que já tenho lido, sonetos de Camões, poesias... Pensei num sapato velho, perguntei se ele gosta do sapato dele, ele falou que sim, perguntei também se eu podia fazer uso do sapato dele, ele falou que sim, perguntei se podia sujar, ou quem sabe acabar furando em algum canto, ele respondeu que não; então meu amigo você tem amor ao seu sapato velho. Foi uma das conversas mais chatas do mundo, para quem pouco se importa, com algo chamado sentimento, mas ali se encontrava uma lição, que eu estava aprendendo, e quem sabe o amigo também. Sua escova de dente, eu posso fazer uso da sua escova de dente, não (ele respondeu), então ele tem amor a escova de dente? Ou quem sabe amor a si mesmo, porque se eu escovasse os meus dentes com a escova dele eu poderia contrair uma doença ou eu poderia transmitir alguma doença pra ele, mas se ele tiver se colocado em meu lugar, pensando que eu poderia contrair uma doença, isso também é uma forma de amor - na verdade vem algo, tipo: - ieca (nojento). Lembrei de um vídeo, perfeito, em que fala que o amor não se trata de posse, e sim de se doar, um beijo de boca é algo muito íntimo, principalmente quando existe "troca de língua", salvação... porque estamos entrando em contato um com o outro, isso também é uma forma de amor, porque muitas das vezes o ser se doa ao beijar. O mesmo é um beijo no rosto, um abraço, um cafuné, tudo isso é o amor, são maneiras de amar. O silêncio também pode ser uma forma de amor, principalmente quando não queremos magoar o outro, ou quando entendemos que o outro precisa de tempo...


Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.

 

domingo, 21 de janeiro de 2018

À vida

   A vida foi feita pra viver, e é  o que as pessoas tem dentro de si, o que muitos filosofos pregam, e até sofre buscando entender a vida, mesmo vivendo ela, porque a vida tem seus segredos e mistérios, e todos querem desvendar a vida, e quem sabe quando tudo for desvendado perca o gosto, que ela tem, ou nasça novas interrogações.

   Chega um tempo que a gente passa a interrogar a vida, e a vida nem sempre nos dar resposta, e quando dar resposta a gente sempre vai ganhando novas dúvidas. Quem sou? De onde venho? Quem me criou? Por que estou aqui? Qual finalidade? Qual meu destino? Para onde vou? Para onde não vou? O que é certo e o que é errado? A interrogação sempre faz parte da vida. É necessário interrogar a si mesmo, questionar, buscar resposta, a vida nos leva a isso, nos leva a interrogações e a busca da resposta. Quem sabe a vida seja estática e a gente que movimenta ela, a gente movimenta na vida, ué se somos vida? Interrogações nascem mais e mais. 

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Estude meu filho para que você seja doutor um dia

   Um dos meus amigos estava certo em suas palavras, muito antes de morrer dizia que "entraremos em um tempo muito complicado", era um homem muito inteligente, assistia a televisão, lia livros, e passava a noite acordado lendo e escrevendo muitas das vezes. E ele estava certo, somente eu e alguns amigos que via por outro lado, que tudo estaria indo em seu conforme depois de alguns meses. 

  E este amigo sabia, que o Brasil iria entrar numa crise financeira muito grande, sabia que o desemprego iria aumentar, temia o golpe de estado, e sabia que o pior que poderia acontecer é a barbárie, o povo também explode, e quando explode não há quem segure, pois tem aqueles que sabem que não tem nada a perder.

   Sou um daqueles que foi desempregado para reduzir custo nas empresas, distribuir currículos e tenho ouvido que "estamos desempregando, não empregando", "aqui o seu currículo não vai dar certo, pois somente contratam pessoas indicadas pelos funcionários da empresa", "nem vou pegar o seu currículo". 

   Então estudamos, damos o máximo para concluir os estudos e quem sabe ingressar na Faculdade, para ao longo do tempo ser desvalorizado, pois a cada dia cresce o trabalho informal, e até os comércios estão entrando em um tempo difícil, pois as pessoas estão a cada dia gastando mais nos pequenos comércio, as pessoas querem passar o cartão de crédito e se endividar mais e mais.

  E o pai sempre diz "estude meu filho para que você seja doutor um dia", e este é o único caminho, não há outra saída... O que não pode perder é a esperança. Meu amigo sempre esteve certo, quando falava  do aumento da violência.

   Ele estava certo quando falava que a juventude a cada dia que passa iria se tornar mais violenta, que o sistema também cria marginais, e pouco se importa com a instrução pública, os pais precisam de educar os seus filhos, pois a educação vem dos país.


Imagem da Internet.





quinta-feira, 2 de novembro de 2017

A Busca Por Uma Identidade Nacional

A busca por uma identidade nacional, assim fugindo dos modelos colonizador, de um "Brasil- Colonia", propôs com que os "lusos-brasileiros" buscassem beber de outras fontes, assim trazendo outros estilos literários e artístico para o país, muitos dos filhos de pessoas abastadas iam estudarem em outros países, e voltavam com ideias "revolucionárias".

Do nacionalismo ao indianismo e regionalismo, muitos dos modelos para cada um destes estilos na criação literária veio das "Europas", assim como o Bucolismo, o Mal do Século... Muitos intelectuais a partir do estilo de uma determinada obra de arte, escrita - criavam o seu próprio estilo literário, ambos bebiam de livros de outros países, liam os clássicos da literatura internacional, e pouco se lia os clássicos da literatura nacional (até nos dias atuais).

O mesmo se aplicou no modernismo, na Semana de Arte Moderna de 22, que aconteceu em São Paulo, com os "ismos", futurismo, expressionismo, dadaísmo, surrealismo, cubismo... Onde os modernistas eram tidos como parnasianos.

A busca pela identidade Nacional fez com que diversos intelectuais bebessem de várias fontes, para por sua vez poder dizer-se "brasileiro" (em sua criação literária), e é o que tornou o Brasil um país rico em cultura, pelo o que Portugal (mesmo pelo o que tem explorado), assim como Espanha, Holanda, África, França, Rússia e muitos outros países deixaram e o que de lá trouxeram para o nosso país.

O mesmo aconteceu com o "folclore brasileiro", que por sua vez também não deixou de seguir os modelos artísticos e culturais de outros países, coisa que deveriam passarem nas escolas, e não apenas associar o Brasil a Portugal e África, como um único modelo de estudo por sua vez "didático".

Estudos como este são mais que necessário para as escolas, para a formação do intelecto de cada um, saber a história do país, e o que se encontra inserido nela, até porque somos um país aculturado, e temos de por nossa vez valorizar todas as culturas que passaram a compor e a fazer parte do nosso país, e quaisquer cultura e arte que vim de fora temos de abraçar, porque é isso que fortalece a nossa identidade nacional.

Tendo como raíz o Gregório de Matos muitos o acusaram de plagiador, pelo fato de que muitas das suas obras eram criadas a partir de outras obras, assim como também tem sido compilado por Varnhagen, muitas das escritas não foram reunidas por manuscritos e sim oralmente (através daqueles que memorizavam as poesias do Gregório).

E o mesmo foi com o Manoel Botelho e o Sebastião da Rocha Pita, todos beberam de outras obras literárias e seguiram um determinado estilo literário, e em nossa atualidade, assim como no modernismo, muitos dos intelectuais citam o Borges, como referências literárias, em nossa "literatura brasileira". Até o Machado de Assis, por vez dele bebeu de diversas obras de outros países para também a partir dessas obras possa criar o seu próprio estilo literário... De tão bom que foi o Machado, que conseguiu se sobressair como romancista e não como poeta, na nossa "literatura brasileira".

Logo temos de ter a palavra "brasileira" não apenas como uma literatura do povo que nasceu no Brasil, e sim como uma "diversidade cultural e artística", que formou o povo brasileiro, e por nossa vez temos como origem o povo indígena, não falamos Tupi, bem que poderíamos, mas a nossa língua tem um pouco de cada, "latim", "grego", "africano", "português de portugal", e até a "inglesa" (que vem tomando conta do nosso país).
 
Imagem em preto e branco Valter Bitencourt Júnior
Valter Bitencourt Júnior,
poeta e escritor brasileiro.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Texto, poesia, poema?...

   Tem de ser curioso ler bastante, pesquisar e beber em fontes diferente, todo bom leitor não apenas ler como também interpreta o que ler, diferenciar um texto do outro e saber o que é poema e o que é poesia, o que é poema e o que é texto e o que é poesia, tudo isso é conhecimento. A gente por nossa vez tem de ir na busca de conhecimento de mundo,ganhamos uma visão do mundo de acordo com o tempo, de acordo com a leitura, com os jornais impressos que lemos e também com o jornal que assistimos na rede de televisão, com os noticiários que são transmitidos na rádio, com as músicas que ouvimos, com a leitura de livros didáticos e não didaticos, com a leitura de revistas, e hoje em dia com o que vem sendo postado também nas reses sociais, nos sites eletrónicos, onde podemos ler também livros o e-book, na troca de informação entre duas ou mais pessoas, aprendemos muito em uma palestra, em uma roda de conversa onde acontece grandes debates.

Saber que o texto tem paragrafos,a escrita completa a linha do caderno, fazendo uso muitas das vezes da gramática, da sintaxe, coerência e coesão, tem a redação, dissertação, narração, descrição, existe vários tipos de texto, tem a crônica a prosa. O poema por sua vez tem as suas diferenças, o verso não completa a linha do caderno, não é obrigatório seguir o que a gramática pede, e tem estrofes (não obrigatório ter estrofes), por sua faz uso de figuras de línguagem (não que em um texto também não fazer uso de figuras de línguagem, existe também o texto literário que faz uso de figuras de línguagem, e isso pode ser encontrado na prosa, a poesia pode ser encontrado na prosa, e também na crônica que pode tambem ser literário e fazer uso de recursos estilísticos), o texto por sua vez pode conter a poesia, mas não é considerado um poema, o poema pode ter poesia assim como também não pode conter poesia. Poesia é tudo aquilo que tem a capacidade de transmitir uma determinada sensação, pode ser encontrado em um quadro, em uma bela pintura artística,em um simples desenho... O poema por sua vez é o que o poeta escreve, fazendo uso de metrificação, e hoje em dia não é obrigatório fazer uso de métrica para fazer um poema, existe o "verso livre" (que não obedece a métrica), o poema pode conter rimas (o que também não é mais obrigatório), e também existe poemas sem rima "versos branco" (poemas sem rima).

Hoje o poema é chamado de poesia, quando se fala em poesia logo a pessoa pensa, é algo que foi escrito pelo poeta, não mais diferenciamos a poesia do poema, e aprendemos isso na leitura de alguns textos, como por exemplo o texto "Poema e Poesia", do Octávio Paz, é normal chamar o poema de poesia hoje em dia, logo estamos cientes de que estamos nos referindo à escrita do poeta. A poesia pode ser encontrada também numa música, mesmo assim uma música nem sempre é um poema. E isso é o que nos deixa muitas das vezes intrigado, uma música pode ter valor literário e também pode não ter valor literário, uma poesia transformando-se em musica ela pode tanto ganhar valor literário, quanto também pode perder o valor literário, temos grandes canções, que também são verdadeiras poesias, que penetra na alma de quem ouve, que muitas das vezes arrepia o ser de cima a baixo.

Pode existir uma diferença entre o escritor e o poeta, a diferença se encontra na escrita, mesmo assim ambos não deixam de serem escritores, porque ambos se dedicam às palavras, um se dedica a fazer romance, textos, prosa, crônica, artigo... (alguns se dedicam muitas das vezes a fazer um só destes) e outros se dedicam apenas a fazer poesia (alguns se dedica a fazer tudo).

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