Até porque a terceira via já demonstrou pregar o que há de pior. Alguns de seus representantes sugerem, por exemplo, a implementação de medidas severas baseadas no 'sistema Bukele' de El Salvador — políticas que correm o risco de tornar os moradores das periferias reféns do autoritarismo e do abuso de poder das autoridades. Paralelamente, há quem defenda cortes orçamentários sem sequer explicar quais áreas serão afetadas; quem queira transformar o Itamaraty em um balcão de influenciadores para 'vender o Brasil'; e quem proponha o fim das cotas e a extinção da Justiça do Trabalho. Defendem até a redução da maioridade penal, mas sem apresentar as devidas contrapartidas sociais, como investimentos em instrução pública, geração de emprego, segurança e cursos técnicos.
A mídia, alimentada pela polarização que domina as redes sociais e as ruas, acaba favorecendo os candidatos de direita, criando a falsa impressão de que não há candidatos de esquerda disputando a presidência. Esse cenário não ocorre por acaso: é exatamente o que o mercado financeiro deseja. Eles buscam candidatos que acenem para os seus interesses, o que inevitavelmente resulta na exclusão das minorias socioeconômicas. Diante disso, a democracia encontra-se ameaçada, correndo o risco de cair nas mãos de uma elite que, se puder, sufocará a própria classe média — uma classe que só existe hoje graças a muitas lutas sociais e a políticas públicas voltadas para a justiça e a dignidade.
![]() |
| Card com fundo nas cores do Brasil desfocadas e textos em branco sobre política, voto consciente e democracia. Imagem ilustrativa gerada digitalmente por Inteligência Artificial. |

