sábado, 12 de setembro de 2026

A Armadilha Eleitoral: Entre o Discurso Moral e as Falsas Soluções da Terceira Via

A maior reparação histórica de quem se vestiu com a roupagem do lado mais perverso do bolsonarismo é não votar em Flávio Bolsonaro e nos demais candidatos a deputado federal e ao Senado alinhados a ele. Isso vale, principalmente, para aqueles que se dizem decepcionados com o Lula e que ainda não sentem confiança para votar nele. Não se trata de migrar para a terceira via, mas sim de buscar candidatos que ainda não têm espaço na grande mídia, mas que apresentam propostas plausíveis. O importante é não cair na lábia de quem tenta instrumentalizar o que há de mais sagrado na sociedade: a família, a fé (em todas as suas crenças) e o patriotismo.

Até porque a terceira via já demonstrou pregar o que há de pior. Alguns de seus representantes sugerem, por exemplo, a implementação de medidas severas baseadas no 'sistema Bukele' de El Salvador — políticas que correm o risco de tornar os moradores das periferias reféns do autoritarismo e do abuso de poder das autoridades. Paralelamente, há quem defenda cortes orçamentários sem sequer explicar quais áreas serão afetadas; quem queira transformar o Itamaraty em um balcão de influenciadores para 'vender o Brasil'; e quem proponha o fim das cotas e a extinção da Justiça do Trabalho. Defendem até a redução da maioridade penal, mas sem apresentar as devidas contrapartidas sociais, como investimentos em instrução pública, geração de emprego, segurança e cursos técnicos.

A mídia, alimentada pela polarização que domina as redes sociais e as ruas, acaba favorecendo os candidatos de direita, criando a falsa impressão de que não há candidatos de esquerda disputando a presidência. Esse cenário não ocorre por acaso: é exatamente o que o mercado financeiro deseja. Eles buscam candidatos que acenem para os seus interesses, o que inevitavelmente resulta na exclusão das minorias socioeconômicas. Diante disso, a democracia encontra-se ameaçada, correndo o risco de cair nas mãos de uma elite que, se puder, sufocará a própria classe média — uma classe que só existe hoje graças a muitas lutas sociais e a políticas públicas voltadas para a justiça e a dignidade.

Card quadrado com fundo azul-escuro e detalhes esverdeados, que remetem sutilmente às cores da bandeira do Brasil de forma desfocada. O design é focado em texto e apresenta tipografia limpa e centralizada na cor branca. No topo, destaca-se o título em letras maiúsculas: 'A Verdadeira Reparação: Por que o Eleitor Decepcionado Deve Olhar Além dos Polos'. Abaixo, há um trecho do manifesto político em letras menores. Uma linha horizontal branca separa a primeira parte de uma frase em destaque e em itálico na base: '...que não caiam na lábia de quem quer fazer uso do que há de mais sagrado na sociedade que é a família, a fé e o patriotismo.' No rodapé, há uma pequena hashtag '#Eleições2023' e o ícone de uma urna eletrônica. Imagem criada digitalmente por meio de ferramentas de Inteligência Artificial
Card com fundo nas cores do Brasil desfocadas e textos em branco sobre política, voto consciente e democracia. Imagem ilustrativa gerada digitalmente por Inteligência Artificial.


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