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terça-feira, 10 de agosto de 2021

Rindo de mim mesmo

    Joguei os meus problemas fora e agora eu estou rindo da minha própria pessoa kkkkk como eu fui ingênuo, bobo, tolo, por me deixar levar com as situações que não tem nada a ver comigo! Kkkkk passar dos 18 como se estivesse ainda vivendo 18 dias, chegar aos 27 e saber que 27 anos não são 27 dias. Acho que o tempo vem me ensinando a ser sábio! (Kkkkk)

   Como me apeguei a tanta gente ao ponto de me decepcionar com várias pessoas, quantas vezes eu joguei a culpa para eu mesmo? Como me levei pela paixão, pelo amor e pela ilusão? Kkkkk Me deparei comigo mesmo ao ponto de perceber que tudo não passou de uma farsa, tudo isso me serviu como forma de maturidade.

   E eu que achava que o maior ambiente que o ser poderia ter seria numa porta de um bar e rodeado de amigos kkkkk nada disso é real, a gente vai descobrindo que existe “amigo” e “amizades”, uma vez eu ouvi essas palavras de uma pessoa, era mais ou menos 1h da madrugada, quando estavamos fumando um cigarro para passar o tempo. Ele me disse “Valter, você tem 26 anos, 26 anos não são 26 dias”, baixei a cabeça e concordei, ele prosseguiu “existe pessoas que anda com você, riem das suas palavras, brincam com você, mas por dentro não estão gostando de nada”. Dias depois levei a maior porrada da minha vida para nunca mais esquecer!

   Assistindo a série “Amor e anarquia”, na Netflix, horas e outras eu deparo comigo mesmo e rio da minha situação, quando passamos a rirmos da nossa própria situação, nos tornamos sábios, desde quando aprendamos com cada situação. Quantas vezes eu tentei ser “descolado”, quantas vezes eu fiz o que não era de minha conduta para pressionar os outros e elas verem que eu também posso? Quantas vezes eu deixei de ser eu mesmo para me sentir inserido na sociedade ou de um determinado grupo de pessoas? Kkkkk nada melhor que descobrir a si mesmo, se olhar no espelho e dizer, esse cara que reflete no espelho sou eu, quero ser eu mesmo, quero ter a minha própria identidade, não quero ser o outro.

   Quanto ao sexo? Sou livre para transar com quem eu quiser! (Rsrs) Não quero ser careta como muita gente da nossa sociedade, que condena uns aos outros e que muitas das vezes não aceitam a orientação sexual do próximo.

   Quantas vezes já escutei algumas pessoas falando “Valter, você é ingênuo”, “Valter, somente vou lhe aconselhar uma vez:, não irei bater na tecla várias vezes, você já é adulto, pois sabe o que é certo e errado”, e de fato tinham razão. Agora eu estou rindo da minha própria pessoa.

   A escrita é o meu desabafo de cada dia, o papel e a caneta é o meu instrumento.

Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


domingo, 5 de abril de 2020

Gozação poética

Papel em branco
Dia poético,
Palavra medida.
Eu que não penso
Que figura de linguagem
Eu vou usar.
Deixe o poema
Fluir de forma natural,
Que cada um interprete
Da sua forma.
- Eu não tenho nada a explicar!
Se eu escrever sobre paz - você ver amor
Se eu escrever sobre paixão - você ver guerra
Se eu escrever sobre natureza - você ver sexo
Se eu escrever sobre vida - você ver...
Você ver no poema o que você
Quiser, o poema agora é seu!

O eu lírico? Não sou eu!
Faz de conta
Que as palavras veio de longe...

- Eu psicografei!

Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Quero mesmo é um disco voador

Quero na minha loucura sair saltitando por ai,
E assim dizer que o que passou
Passou, que o mundo é dos loucos,
Sobrevive o que menos tiver cérebro.
– Não quero ser o responsável
Pela guerra!
– Muito menos quero matar um mosquito!
– Não quero saber da criação da Bomba
ATÔMICA!
Quero mergulhar em um livro,
E depois sair babando
Feito um debe mental,
E dizer que – tudo o que eu sei
É que nada sei.
Não quero falar através das redes
Sociais com meus amigos loucos,
Quero falar com eles pessoalmente,
E ligar o som, e depois desligar,
Ligar o som e depois desligar,
Ligar o som e depois
Dançar, e dançar, dançar…
Quero fazer de conta que sou o presidente,
E moro em becos, e tenho um cavalo
De pau, e assim posso brincar
Com meu barquinho e avião de papel,
E meu carro de lata,
Eu quero ser louco,
Para não saber o nome de tudo aquilo
Que me fere, e que me faz sentir dor 
– E isso é uma eutanásia aplicada
Em sentimento,
Ou quem sabe excesso de loucura,
– Quero ser louco e ter coração,
E sentir o que meu semelhante sente.
– Não quero ser o dono da verdade.
Quero mesmo é um disco voador!

Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


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