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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Nos Tornamos Reféns!

Quanto mais facilitam a liberação de armas de fogo, mais ainda as famílias se tornam reféns delas: aumenta a violência doméstica, crianças e mulheres se tornam reféns da violência domiciliar e aumentam os casos de feminicídio. Além disso, aumentam os casos de suicídios através de arma de fogo e as chacinas. Os riscos são reais e os alertas são dados. Quem acompanha a página do Instituto Sou da Paz ou do Fogo Cruzado recebe as devidas informações sobre o quanto a facilitação do acesso a armas de fogo veio aumentando na sociedade brasileira. E quem não acompanha também sente na pele o aumento da violência, porém muitos desconhecem os motivos que vêm contribuindo para esse aumento.

É necessário que todos compreendam que a facilitação de armas de fogo contribui também para o contrabando de armas que, por sua vez, caem nas mãos das milícias e das facções criminosas, assim ajudando e fortalecendo as organizações criminosas no nosso país. Tem gente se utilizando das redes sociais para pregar a liberação de armas de fogo como forma de transferir as responsabilidades do Estado de nos oferecer a devida segurança para a sociedade. São pessoas maldosas, que querem transmitir uma falsa ideia de segurança pessoal e querem colocar na cabeça da sociedade que o chefe de família tem que ter arma, negando os riscos que são causados e a contribuição para a violência doméstica.

A criminalidade se combate com a dificultação do acesso a armas de fogo, com o asfixiamento econômico das organizações criminosas — tanto das milícias quanto das facções — e com a interceptação do sistema prisional, impedindo que criminosos comandem de dentro das cadeias. É o investimento real na segurança pública através de monitoramento 24h nas ruas com câmeras de inteligência artificial, o que significa que é de suma importância investir na inteligência policial. E também é necessário destacar a importância do investimento na área da educação, assim como das políticas públicas de inclusão social: queremos as escolas e as universidades lotadas, e não o sistema prisional.

Cabe ao Estado dar o devido suporte aos cidadãos e cidadãs, e cabe também a nós cobrar pela garantia dos nossos direitos constitucionais para que sejam colocados em prática. Feliz é o país que investe na educação de seu povo, que investe na segurança, que gera emprego e dá o devido suporte de sobrevivência através de políticas públicas. Pobre do país em que seus governantes não trabalham com políticas públicas: isso resulta em descaso social e calamidade, aumentando as desigualdades e as violências

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