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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Fuga

Fugirei dos seus braços
Ao perceber que, diante do gatilho,
Estou completamente perdido por você,
Desculpa! Se estiver sendo baixo
Só não quero corromper
As montanhas,
Tenho medo da neblina.
Seja minha ninfa!
Mas quero um pouco
Curtir a vida…
Um dia a farei
Meu universo, minha rainha
Serei seu dia,
Por enquanto
Da paixão serei de você
Uma fuga.



quinta-feira, 20 de julho de 2017

Como se fosse o último dia

Montanhas a moverem-se,
E os pássaros a sobrevoar
Por entre as montanhas,
Eu apenas sonhava,
Você também, entrei
Em seu sonho,
E assim encontrei-na,
Vi milhares de folhas no chão,
E você a exalar o seu perfume,
Assim, fui sentindo sua fragrância,
Que já se distanciava,
Acordei sentindo a sua falta,
Não mais sonhava,
Resolvi pegar o ônibus,
Sai pela cidade poluída,
Pelas ruas infectas e imundas,
Vendo cada poste, e o esgoto
A céu aberto,
Fui ao seu encontro,
Quando vi-na desabei em felicidade,
Abracei-lhe, beijei-na como se fosse
O último dia.

Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


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