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sábado, 12 de julho de 2025

Ana Maria Gonçalves é a Primeira Mulher Negra Eleita na ABL

  A Ana Maria Gonçalves é a primeira mulher negra a ser eleita na Academia Brasileira de Letras. Ana Maria Gonçalves, nasceu em Ibiá, Minas Gerais, em 1970, é escritora, desde a infância escreve contos e poemas, o primeiro livro de sua autoria é "Ao lado e à margem do que sentes por mim", publicado de forma independente, em 2002.

Ana Maria Gonçalves, levou mais ou menos 5 anos para publicar o segundo livro titulado "Um defeito de cor", pela editora Record, em 2006, com essa obra a autora ganhou o "Prêmio de Las Américas", na categoria de literatura brasileira, em 2007. O Millôr Fernandes considera o livro "Um defeito de cor" o mais importante da literatura brasileira do século XXI.

Residiu 8 anos nos Estados Unidos, ministrou leituras e cursos em universidades como Universidade Tulane, Universidade Stanford, Middlery Colege, dentre outros. Em 2014 voltou para o Brasil.

No ano de 2013, foi condecorada pelo governo brasileiro com a comenda "Ordem de Rio Branco" pelos serviços prestados ao país e atuação antiracista.

O livro "Um defeito de cor", encontra-se na sua trigésima edição, com mais de 180 mil exemplares vendidos.

Foi colunista do The Intercept Brasil, no ano de 2016 à 2017.




Ana Maria Gonçalves. 📷: Tânia Rêgo/Agência Brasil




quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Para conquistar uma mulher

Para conquistar uma mulher
Tem que ter lábia,
Mas, será que é verdade?
Será que um olho no olho
Não seria capaz de roubar
Um coração?
E o amor a primeira vista?
Será que o amor a primeira vista
Existe? Dizem que para
Conquistar uma mulher
Tem que ter atitude,
Mas, o que é mesmo ter atitude?
E se tudo acontecer sem
Que ao menos perceba?
Nem tudo é como um romance
Ou quem sabe uma novela...
Isso é meio que gozado,
Para conquistar uma mulher,
Tem de fazer-se galã,
E querer todas,
E quem sabe até mesmo
Quebrar a cara, até
Encontrar uma que seja
Quem sabe a razão do viver,
Ou apenas um estar junto,
Quem sabe muito mais
Que isso.
Para conquistar uma mulher
Não precisa ser romântico,
Os românticos sofrem a solidão.
Para conquistar uma mulher
Não precisa ter diploma,
Para o amor não tem diploma,
Principalmente quando
Estar-se preso
Um ao outro.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior em formato de desenho colorido.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Discorrendo Sobre o Proibido

Muitos pais passam maior parte do dia-a-dia, ensinando o filho a ser homem e a filha a ser mulher, eles não ensinam o filho e a filha a serem crianças, até uma determinada idade. Se para muitos a criança não tem idade para escolher a sua opção sexual, uma coisa tem que saber, que a criança é curiosa, e ela vai querer tirar muitas dúvidas, e se você não tem a maturidade de explicar ao seu filho ou filha, alguém vai passar na sua frente para explicar, e ai que se encontra o perigo.

Para quem condena a literatura, um livro perfeito que deve ser lido, quando se é abordado essa questão, é o livro "Clara dos Anjos", da autoria de Lima Barreto, para que as pessoas saibam da importância de falar sobre sexo, que as crianças saibam o nome correto de cada parte do seu corpo, antes de saberem da forma vulgar o significado de cada uma, na pre-adolescência, na puberdade, que elas também sejam livres para conhecer o que é a puberdade, e um dos principais diálogos que tem de surgir deve partir dos pais para o filho ou filha, uma questão que não deve ser proibida de ser discutida em sala de aula. E no livro "Clara dos Anjos", vemos o que venha a ser a conquista, o oportunismo, o desamparo, abandono, e o sentimento de culpa de ter escondido muito, e ser tarde demais e o que restou ali, foi, nada mais nada menos que a aceitação, mas se você quer saber o quê estou falando, vai saber ao ler o livro Clara dos Anjos, do início ao fim.

Tem que conscientizar a importância de usar o preservativo para prevenir doenças sexuais e gravidez indesejada, e é o que tem de ser abordado também, sobre os tipos de doenças sexuais que podem serem trasmitidos ao ser que prática sexo sem fazer uso do preservativo, e discutir também sobre a gravidez indesejada, para muitos é algo que não existe - existe para quem teve uma (claro).

É mais que necessário discutir sobre o aborto, a importância de abortar ou não, discorrer sobre o homossexualismo, não é incentivar que as pessoas se tornem homossexuais para mostrar que não tem preconceito algum, muito pelo contrário é conscientizar para que haja respeito, lutar contra o machismo, e isso tem de começar desde cedo, para que o homem respeite as mulheres e as mulheres respeitem o homem, principalmente na união de ambos.

Enquanto a gente vai contra a tudo isso, abrimos espaço para a ignorância, para a hipocrisia, o descaso, o abandono, para o discurso de ódio e até mesmo para a morte.


Imagem mostrando quadro, livros e maçã
Imagem da internet.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Maria Flor Foi no Ponto, e Acrescento: Masturbação Faz Parte da Vida

A masturbação não faz mal a ser algum, é nada mais nada menos que conhecer o corpo e também saber o limite do próprio corpo, é algo íntimo e também pessoal.

Quando se fala em masturbação, para muitos é coisa apenas de homem, e a mulher não deveria ter o direito de se masturbar, até porque a mulher não tem a mesma quantidade de sêmen que o homem, logo vem o machismo, e o preconceito contra a mulher, assim a tornando inferior ao homem também.

Maria Flor foi além, ao dizer que “todas as mulheres deveriam ter um vibrador”.

Muitas das vezes paro para vê algumas postagens sobre a masturbação, em que alguns dizem que masturbação é aborto, de forma maneira a masturbação tem de ser associada ao aborto, muito tem de ser discutido sobre isso em nossa sociedade.

 
Imagem da internet de mão segurando lençol
Imagem da internet.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

A Literatura Foi Feita Pra Todos

Para muitos homens,intelectuais de épocas passada, a mulher não tinha o direito de ser escritora, a literatura era feita apenas para homens e a mulher por sua vez tinha de fazer os seus afazeres doméstico, muitos dos homens não permitiam que a mulher entrasse em suas discussões sobre literatura, não permitiam que elas colocassem seu ponto de vista, muitos eram boêmios, alguns viviam por sua vez pelas serenatas da vida (poetas e escritores também), alguns verdadeiros paqueradores de mulheres.

Em alguns países somente no século XVIII que as mulheres foram passando a fazer parte da literatura, assim ganhando o direito de serem escritoras, e dedicar-se a literatura. O engraçado que hoje em dia, muita gente acredita que poesia é coisa de mulher, assim como romance também, quem sabe por este motivo que levava os intelectuais acreditarem que a escrita era coisa de homem e não de mulher. Tive essa conclusão quando estudante de escola pública, perguntava algumas pessoas se gostavam de lerem, a maioria dizia que não, alguns tinham escritores como homossexuais, a escreverem romance, novelas, poesia, prosa, "versinhos", o mesmo via na fala de algumas pessoas de escola privada, e até universitários que passaram a ler livros de literatura e a se interessar pela leitura depois que entrou na faculdade. A literatura por sua vez nasceu para todos, é conhecimento de mundo, é leitura e interpretação, a literatura nasceu para o homem, para a mulher, para crianças de ambos os sexos, para homossexuais, para negro, branco, amarelo, vermelho (pessoas de todas as etnias), para pessoas ricas e pobres, hoje a literatura não é somente para a nobreza e o clero, assim como também não é somente para a burguesia. 

A literatura por sua vez também faz parte da cultura, é conhecimento do mundo e do universo, é a história de um povo ou mais. Tratando-se de estética a mulher por sua vez enfrentou algumas dificuldades para se encaixar na literatura, coisa que não a tornou inferior aos homens, porque a mulher trouxe a literatura para um novo ângulo que complementou a literatura e a tornou mais forte, algumas optando com um tema doméstico, outras com temas de tristeza, melancolia, solidão, religião, desprezo, amor, alegria, prostituição; e para quem ler poesias de Florbela Espanca, e prestou atenção ela aborda ambos os temas, e inclusive a prostituição, a mulher que se prostitui no amor "amar, amar, e não amar ninguém", a questão da morte, do suicídio, que a vida também pode ser passageira, o "eu". A poesia ganhou musicalidade (não que antes já não tinha), temos como exemplo as poesias da Cecília Meireles, poesia com estética, temos como exemplo a Adélia Prado, comparada até com o Carlos Drummond de Andrade, autora do livro Bagagem (e o que digo pode ser visto neste livro), na prosa temos Lygia Fagundes Teles, Nélida Piñon, dentre outras.

E na poesia novamente temos Maria da Conceição Paranhos, Myriam Fraga, Gláucia Lemos e tantas outras que vem se destacando na literatura, muitas super premiadas, acadêmicas conhecida pelo mundo a fora. A literatura não pode ser dividido apenas em literatura masculina e literatura feminina, a literatura por sua vez não apenas se tornou o conjunto de ambos, como também é o conjunto de ambos (sempre foi...), a literatura e universal, e para todos, e para quem se dedica a ela, e quem não se dedica a ela por sua vez também faz parte da literatura em alguma forma, não em uma questão de obrigatoriedade, porque literatura é história, é palavra, é escrita, é leitura, interpretação e se encontra na cultura e na arte.

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