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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Das Placas Unidas ao Isolamento: O que mudou na relação entre Estado e Prefeitura em Salvador

A paisagem urbana de Salvador exibia, até pouco tempo, um símbolo de convivência institucional que hoje parece ter desaparecido: as placas de obras compartilhadas. Na época em que Rui Costa era governador e ACM Neto era o prefeito, era comum ver as informações do Governo do Estado e da Prefeitura lado a lado. Aquela "união das placas" sinalizava que, apesar de serem adversários políticos, ambos estavam trabalhando juntos em projetos que beneficiavam a cidade.

No cenário atual, a realidade é outra. Com a chegada de Jerônimo Rodrigues ao governo e a sucessão de Bruno Reis na prefeitura, essa união de ambas as partes deixou de existir na comunicação visual das ruas:
  • Divergência de Focos: O governo de Jerônimo Rodrigues é voltado para a articulação social, enquanto Bruno Reis herdou de ACM Neto o foco central na infraestrutura urbana. Essa diferença de prioridades afasta as agendas, resultando em poucas entregas feitas em conjunto.
  • Atrito em Vez de Parceria: O Estado tem focado em grandes obras de mobilidade, como o VLT e a expansão do Metrô. No entanto, ao contrário do que ocorria no passado em obras de praças ou postos de saúde — onde as placas "casadas" eram frequentes —, esses grandes projetos atuais geram mais conflitos de competência e disputas de crédito do que parcerias diretas.
  • Isolamento Visual: A ausência das marcas unidas reflete um distanciamento político real. Onde antes se via uma sinalização de trabalho conjunto, hoje o cidadão percebe uma demarcação de território, onde cada gestor faz questão de mostrar o que é "seu", evidenciando que a engrenagem entre Estado e Município não está mais girando em sintonia.
Quem sabe isso mude nos próximos anos, caso Jerônimo Rodrigues vença as eleições de 2026. A ideia não é a unificação de gestão, mas a compreensão de que Salvador precisa de união entre o Governo do Estado e a Prefeitura para que o desenvolvimento da infraestrutura urbana ganhe seu formato real. O atual prefeito não pode subestimar Rui Costa, pois ele realizou uma boa gestão, assim como ACM Neto fez um excelente trabalho na prefeitura. É possível que a Bahia tenha "sede" de ver uma disputa direta entre Rui Costa e ACM Neto nas eleições para o governo; porém, o PT acerta ao manter Jerônimo, pois ele representa um modelo de governo diferente e demonstra capacidade de implementar melhorias.

Imagem da internet.


terça-feira, 14 de abril de 2026

Eleições 2026: A Rejeição Herdada e o Marketing do Nome Próprio de Flávio Bolsonaro

Após eu ver uma publicação da pesquisa Datafolha apontando Flávio Bolsonaro à frente no segundo turno, e também ver as demais publicações em diversos sites, fiz uma análise crítica: 'Por que apontam Flávio Bolsonaro à frente de Lula no segundo turno? A resposta é fácil: a mídia comercial ainda aposta nessa narrativa de polarização. No entanto, acreditar que Flávio ganha vantagem apenas por carregar o sobrenome e a influência do pai é risível. Afinal, se o capital político de Jair Bolsonaro estivesse realmente intacto, as pesquisas indicariam uma vitória no primeiro turno.'

Diante dessa análise que postei no Threads, um dos seguidores fez um comentário plausível e digno de destaque: "O Flávio Bolsonaro herdou a rejeição do pai, tanto que nas matérias mencionam apenas Flávio".

Esse comentário despertou minha curiosidade e, refletindo sobre isso agora, percebo que este ponto que eu ainda não havia notado é o que realmente amarra a questão. A estratégia midiática e seus mecanismos de marketing complementaram minha análise de forma surpreendente, revelando como a omissão do sobrenome é usada para suavizar a rejeição e sustentar essa competitividade.


Comentário de um dos seguidores, em seu formato original, no Threads.




domingo, 12 de abril de 2026

A Armadilha Psicológica da Desinformação

O vídeo de Flávio Bolsonaro é o exemplo perfeito de como essa turma manipula fatos para se promover. Suas falas são um prato cheio para a criação de novas fake news e uma aula de como deturpar notícias em relação à veracidade dos fatos, fazendo com que as pessoas as escutem sem analisar o que está por trás das palavras.

Assim funcionam as fake news: em cada duas ou três verdades, inserem-se três ou quatro mentiras, de forma que a falsidade passe despercebida. Esse tipo de conteúdo funciona como uma armadilha psicológica que entra na mente das pessoas com facilidade. Ao misturar dados reais com informações manipuladas, cria-se uma 'ilusão de verdade': como o eleitor reconhece que o custo de vida de fato apresenta desafios, acaba aceitando o restante da narrativa sem questionar.

Portanto, a análise desse vídeo não deve se limitar ao 'erro' da imagem incluída — em que se tentou atribuir ao governo atual cenas de miséria registradas em 2021, durante a gestão do pai dele. O foco deve ser a intencionalidade: uma fala montada para que a mente associe a dor real do dia a dia a uma narrativa fabricada, fazendo com que a desinformação pareça uma verdade impecável.

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