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sexta-feira, 12 de junho de 2026

E assim continuemos juntos

Quero nada mais nada menos que palavra escolhida,
Quero olho no olho e toda a verdade do mundo,
Quero todo o querer e poder estar junto,
Menos distante, poder beijar, amar, viver cada dia
Em flor. Quero que transborde em nossa vida
Poesia, poesia em toda a nossa volta, circulando
E circulando, circulando... Quero poder sempre
Viver cada dia, e assim poder experimentar cada momento,
Cada segundo, cada instante, como se estivesse
A degustar uma taça de vinho, olhando sua doce face
De mulher, quero não apenas dizer eu lhe amo,
Como quero viver em seus braços eternamente.
Que nada seja efêmero, que ao menos fique em nossa
Memória, todo o retrato, do que se passou,
E que renovemos, meu bem, e assim continuemos juntos!

Na imagem Valter Bitencourt Júnior em formato de desenho usando chapéu, óculos e camisa branca.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.

terça-feira, 2 de setembro de 2025

Migrar é Um Direito Humano Que Muitos Querem Vetar

 É uma das imagens que muito me comove por dentro, sinto uma imensa dor sempre quando deparo-me com essa imagem. Acabei de ler no El País, que faz 10 anos da morte do menino sírio Aylan Kurdi, que morreu afogado numa praia turca, é a luta constante pela sobrevivência diante a muitas das vezes a guerra, a fome, o autoritarismo e a perversidade. Migrar é um direito humano, que querem vetar. Ainda segundo informes do El País tanto a UNICEF quanto a Open Arms sustentam que a política de migração segue deixando muitos "Aylan sem nomes" mortos no mar.

Aylan Kurdi, apareceu morto na praia de Turquia, em 2 de setembro de 2015.


Reproduzo um texto que eu tenho escrito ao fazer a leitura de um artigo no Jornal Correio da Bahia, em 2016:

Ninguém Liga Para as Crianças Mortas na Síria


 Quantos países querem fechar as portas para os refugiados sírios, incluindo crianças, adolescentes, adultos? Muitos são os países.

 O presidente Basha Al-assad riu das crianças que foram mortas cruelmente pelos bombardeios, pela crueldade da briga pelos interesses econômicos, uma briga baixa, vil, desprezível, onde quem sofre é o povo, quem sabe pelo fato de ele não ser uma dessas crianças, quem sabe por não ser o pai ou a mãe de uma dessas crianças, o que ele diz é que ele dorme super bem, isso em uma entrevista exclusiva para o jornal The Sunday Times.

 Acredito que não é somente ele que não liga para as crianças, e para uma sociedade síria que vem ali morrendo, que vem buscando sobreviver se refugiando do país de origem para outro. Na verdade tem muita gente que não esta nem ai, e nem chegando para com a morte do povo sírio, e não somente do povo sírio, como de povos de outros países em guerra.

 Na verdade pouco se sabe para que foi criado a ONU, e os Estados Unidos? Será que tem alguém ligando? Quem sabe não demore a ser bombardeado também, para que tomem as devidas providências. A luta pela paz entre os governantes, que buscam tomar o que é do outro, e para que foi deito tantos tratados? Quem sabe toda a autoridade estão dormindo bem em seus hotéis de luxo.

 Quando se escreve criança, sabe-se bem que não é apenas criança, mas é o que choca, que faz com que a gente não compreenda, e o mais chocante de tudo é que matam um povo, um meio ambiente, tudo o que se foi construído e o que não se foi construído.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Natureza

Serpenteia o meu corpo no teu
Como o rio na rocha a germinar.
Mundo perdido no ciclo,
Estrelas que some do mar…

Teu corpo traçado no meu,
Tua fragrância, o meu luar.
Meu aroma suado no teu
E os lírios no vento a gozar.

Minha alma em ti,
E a tua além mar
Ais que se romperam
Os meus olhos a rogar!

A natura que Deus nos deu
Vezo todo a sonhar!
Flores que já nasceram
Rosa de tristezas no ar!

Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.



sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Um mar revolto

Areia molhada e uma calha
A respingar chuva
Transbordando pela janela,
Coragem, e voava os sonhos,
A rede de descanso
Não mais ia e voltava,
Casa molhada, gatos
Passeando de um lado
A outro, fatos, relatos
Mundo imenso, mundo
Em meu ser pequeno,
De sonhos grandes
Do tamanho do mundo.
Beijos de jovens, praça vazia
Homens e mulheres
De mãos dadas
Não caminhavam pela rua,
Crianças não brincavam
De bicicleta, muito menos
De bola, senhores de idade
Isolados em suas casas.
Um governo a mentir
A economia do país
Um exército de andorinhas
Felizes fora do seu território,
Que nunca é o mesmo.
Desmatamento, poluição no ar,
Poluição noturna,
Milhares de seres sendo
Jorrado pelo ralo,
Gente na rede se conectando
Com quem nunca
Vai ver na vida real,
Solidão, suicídio
Morte se segundos,
Acidente vascular,
Bala perdida,
Gente afogada mesmo
Não estando no fundo
Do poço,
Nadamos no seco,
Sorrimos nossa desgraça.
Notícias sangrando
Morte prematura,
Assassinatos.
Tv de qualidade
Transmitindo em 3d
O real como se fosse
Imaginário.
Regras não foram feitas
Para serem apenas
Seguidas.
A constituição falha
E cremos nos "poderes"
A esperança vive no meu peito,
Creio em Deus,
E todos creem em algo,
Sozinhos não somos nada,
E nos isolamos, cada vez
Mais.
Rádio ligado, música
Com letras de múltiplos
Sentidos, e não é poesia.
Nada encanta,
Estimula o prazer
Do comodismo.
Meu bem quero café,
A vida vai passando
Acendo o cigarro
Mato-me aos poucos
(Não tenho preça de morrer),
E nada parece valer a pena,
Meu bem, não há nada
A se lastimar, é o que parece,
Uma dose de conhaque
A agredir os orgãos,
Hoje não havera noite
De sexo, não leremos o jornal
Impresso.
Meu bem, sustentamos nossa
Hipocrisia, morremos
Pensando em renascer,
E nem sempre se encontra
A paz no branco
Manchado com elementos
Estranhos a corroer
O tempo enferrujado,
O mar revolto, dentro
Da gente, um mar revolto
Dentro da gente.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior em formato de desenho colorido.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


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