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domingo, 14 de junho de 2026

Deus seja louvado

Eu sempre fiquei curioso com as palavras “Deus seja louvado”, nas notas do real brasileiro, quem sabe uma forma de lembrar ao homem que Deus é superior ao dinheiro e a quem de fato devemos louvar, na mesma da hora que chego a essa conclusão eu fico observando o quanto é contraditório.

“Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”, foi uma parábola e tanta dita por Cristo ao ser questionado se era justo os judeus pagar imposto. Quem sabe uma forma de evitar confronto entre as leis criadas pelo homem e os ensinamentos de Cristo em nome de Deus.

E por minha vez fiquei anos e anos com as palavras “Deus seja louvado” na cabeça e muitas das vezes fazendo alguns questionamentos a eu mesmo, por que? Por qual motivo? E muitas das vezes vinha uma discordância da minha parte, como pode ser colocado o nome de Deus na nota do real brasileiro?

Observo a ganância humana, do ser que por sua vez faz tudo por dinheiro, a ambição de querer mais e mais, vemos a guerra, a destruição e o distanciamento do homem ao Deus que muito deveria louvar.

Porém de toda essa conclusão que ao longo do tempo pode ser ganhado outras dimensões e interpretações, foi uma grande ironia do homem diante ao dinheiro e o próprio Deus.

A imagem mostra notas de 100 reais e 50 reais espalhadas
Imagem da internet.


segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Obrigado Meu Deus

Todos os dias tenho de agradecer
A Deus, e assim  vivendo
À vida, tenho de fazer a minha parte,
Tenho de brincar com as palavras,
Tenho de fazer mágica, e ser poeta,
Tenho de criar mundos,
Fazer histórias, entrar na história
- Na minha história...
E tenho de agradecer a menina
De azul e branco com o sorriso amarelo,
Por me desejar bom dia,
Em plena manhã,
Por me fazer acreditar em um mundo
Melhor.
Tenho que agradecer aos meus pais,
Por tudo, tenho de agradecê-lo
Pelo amor e carinho que tem me dado.
Amanhã é outro dia,
Mas, tem ações que não passa,
Tenho de ser grato todos os dias,
Pelos dias que passaram,
E se Deus conceder,
Pelos dias vindouros.
Tenho que agradecer pela esperança
Que entra em minha casa,
E vai direto para a planta
Da minha mãe, assim nos
Fazendo companhia.
Tenho que agradecer por ter meus irmãos,
E agradecer à Deus por tudo.
Tenho de agradecer por hoje respirar,
Mesmo que o ar a cada dia vem
Sendo poluído, mesmo
Sabendo que o ar não é o mesmo
Que anos e anos que se passaram.


Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Feliz natal: Que Deus nos Abençoe

Que Deus abençoe todos os amigos, para que possamos compartilhar o nosso melhor de um para com o outro, Feliz Natal, com positovidade, pedidos de paz, força, amor...

Ceia de Natal
Mesa preparada por mãe, Lúcia Silva.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Natureza

Serpenteia o meu corpo no teu
Como o rio na rocha a germinar.
Mundo perdido no ciclo,
Estrelas que some do mar…

Teu corpo traçado no meu,
Tua fragrância, o meu luar.
Meu aroma suado no teu
E os lírios no vento a gozar.

Minha alma em ti,
E a tua além mar
Ais que se romperam
Os meus olhos a rogar!

A natura que Deus nos deu
Vezo todo a sonhar!
Flores que já nasceram
Rosa de tristezas no ar!

Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.



quinta-feira, 20 de julho de 2017

Que louco

Não tinha regras pra chegarmos ao outro lado,
Eramos dois estranhos na mesma direção,
Não tinha parede que nos dividisse,
E muito menos alguém que impedisse
O nosso encontro, não era noite e também
Não era dia de sol, apenas a sua sapatilha
Brilhava, como se fosse diamantes lapidados,
Linda, quando andava desfilando atravessava a rua,
E não era proibido o sinal e muito menos
Era 1970, estavamos a frente disso,
A gente sabia o que era amor a dois
Desde cedo e ainda sabemos
Tudo isso vivenciamos,
Eramos alcoólatras em dia de festa,
Fumavamos em dias difíceis e em dias
Fáceis, sorriamos feitos viciados
Em drogas, não era 1964,
Mas não estavamos distantes da barbárie,
Eramos jovens de 18,
Pareciamos termos 16,
Hoje conversamos no meio dos adultos,
Bebemos refrigerantes,
Arrotamos cebola,
E pela noite, soltamos gases no quarto,
E dizemos - amor!
Somos dois bobos apaixonados
Sabemos que temos de usar preservativos,
Fazemos sexo, nem sempre seguro,
Nunca se sabe o que  pode vim
Daqui a 9 meses, ou que remédios
Vamos tomarmos, coquetel ou sei lá o que.
Não é o tempo do obscurantismo,
Sabemos do bem e do mal,
Gostamos de correr risco,
E bem que gostaríamos de andar pelados pela rua,
E sair dançando algum axé,
Conforme a nossa alegria e vontade,
Conforme a nossa necessidade
De gozar a vida.
Falamos palavrões,
E depois oramos por Deus,
Porque sabemos que Deus é tudo
Para a sociedade, e para nós,
Que não aceitamos os ateus,
Por uma falta de compreensão,
Mas, será que eles também nos entendem?
Não aceitamos outra religião senão a nossa,
E estamos em um século a mais
Do que o século anterior,
A tecnologia a cada dia avança,
Transamos pelas redes sociais,
E tornamos o amor cada vez mais
Uma verdadeira mentira,
Somos atores virtuais.
Queremos liberdade de expressão
Não respeitamos a liberdade dos outros,
Não amamos nossos semelhantes,
Falamos de política defendendo
A própria visão,
Desfazemos amizades,
E andamos cada vez mais
Solitários, damos bom dia para o além.
Nada vem fazendo sentido,
Pra quê fazer?
Não faz sentido, fazemos de conta
Que faz,
Disem que o mundo vai acabar,
O que eu sei é que estou vivo,
E não sei se existirá outras espécies
Da minha mesma espécie daqui
A bilhões de ano,
Se viraremos corcundas,
Ou não teremos mais pêlos
Na bunda, ou sei lá o que.
O que sei é que a vida passa,
E cada ser estuda a vida na sua forma,
Na sua maneira que tem de estudar
Ou não. Beberei cerveja
E ela me conhece
Nos conhecemos dias atrás
e não foi em 1968
Não fomos fuzilados,
Nos amamos (não até o fim),
Nos amamos e nos abandonamos
Para depois ficar na abstinência,
Na sede do querer.



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