quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Eu Tenho Tudo para Atacar as Editoras Independentes — Mas Não Devo

Eu tenho tudo para atacar as editoras independentes, de acusá-las de se aproveitar dos escritores iniciantes, dos promotores de antologias que cobravam caro para que fossem postadas escritas em uma única página ou em duas. Eu, que tinha uma vontade do caralho de participar das antologias, perdia o tesão quando sabia do preço para postar em uma única página: mais ou menos uns 600 reais, dependendo do organizador, e com direito de parcelar em até 12 vezes. Cada autor, por sua vez, recebe de 1 a 3 exemplares do livro publicado; os demais exemplares, por sua vez, já saem esgotados e sequer chegam ao mercado muitas das vezes — e a gente fica tão feliz.

Literatura é um investimento sem retorno garantido para o autor, muitos de nós somente sustentamos o nosso ego, a vaidade e o sonho de ser lido e reconhecido. Parece que hoje em dia caiu de moda o fenômeno de organização de antologia. Lembro quando recorria às editoras independentes da Bahia querendo publicar o meu primeiro livro. Assim como eu perdia o tesão para publicar nas antologias, as editoras também mostravam não ter tesão algum em publicar livros de poesia. Muitos questionavam: "poesias?". Se fosse prosa, crônica, romance... mas "poesias?". Olha, o máximo que eu posso fazer é cobrar X valor e você vai receber de 100 a 200 de tiragem. Quem sabe assim eu iria ficar feliz em dizer que a primeira edição foi vendida e que será publicada a segunda. Você sabia que tem autores e autoras que sequer têm sequer 1 exemplar de seu próprio livro? Eles foram esgotados rapidamente.

Mas teve uma editora que me deu um alerta: hoje em dia há muitos autores publicando livros impressos e não conseguem vender, alguns saem até dando e tem outros que estão empilhando vários livros debaixo da cama; é melhor você optar em publicar e-books, você não vai ter essa preocupação. Ela somente não alertou o risco de que o e-book também correria o risco de ficar preso nos sites e lojas de venda e que não seria vendido com facilidade. Alguns conseguem o sucesso, mas o sucesso é limitado e não significa retorno financeiro.

Eu achava lindo essa coisa de fazer poesia sem visar ganhar dinheiro, de publicar nas redes sociais e escrever por amor. Aquelas frases lindas: não deixem as suas escritas na gaveta pegando poeira e sendo consumidas pela traça. Então eu tinha a sede de publicar livros. O que eu fiz? Na curiosidade, eu comecei a redigir minhas escritas e a publicar o livro de forma independente. "Agora eu fico rico" (brincadeira). Publiquei de forma autônoma. Comprei o e-book para saber se estava tudo publicado, cadê o texto? Recorri aos proprietários do site (não irei mencionar o nome, até porque não são méritos de menção) solicitando que incluíssem o arquivo PDF do livro, então me cobraram uma taxa para incluir e que ainda poderiam revisar e publicar de forma profissional (gente esperta, não?). Solicitei a remoção imediata da capa do livro com o meu nome com o conteúdo interno vazio. Recorri a outro site independente e por fim consegui publicar versão em e-book e impressa. O livro não tem lá essa qualidade, com as devidas diagramações, revisão, capa profissional. O livro foi editado até em lan house, eu tinha 1h para editar e como a hora passava tão rápido, mas tem várias outras coisas que se eu for escrever aqui somente vai aumentar o texto, quem me deu o meu primeiro pendrive, como comecei a aprender a redigir, etc.

Isso sem falar que os meus "amigos" e "amigas" já sentiam náusea de tantas publicações de links de blogs contendo poesias de minha autoria nas redes sociais. Por incrível que pareça, perdi até amizade. O que para mim era legal, acabei esquecendo que para outros não era (mas aí já é outro assunto). Pronto, publiquei o meu primeiro livro, vendi o primeiro livro para a minha satisfação e alegria. Ganhos de direitos autorais? Não chegou a 1 real.

Então, em poucos meses e anos, publiquei outros livros. Por fim, fiquei satisfeito com a minha necessidade constante de publicar livros. Não diria por perder o tesão, mas por compreensão própria da não necessidade constante de publicar. Como mencionei acima, não tenho exemplares de meus livros (não pelo fato de edição esgotada), o que eu comprei tenho passado adiante. Quando alguém pergunta se eu tenho algum exemplar de livros de minha autoria, eu suspiro e digo que não, e que podem ser comprados através das lojas virtuais. Mas elas não perguntam porque querem comprar, mas porque querem emprestado para ler, ou ganhar um exemplar, ou para que eu prove que publiquei. 

Eu tenho tudo para atacar as editoras independentes, mas não devo, porque nesse processo todo eu percebi que as editoras independentes sobrevivem ao mercado.

Selfie de Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.
Valter Bitencourt Júnior, Salvador, Bahia Brasil.


quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Nos Tornamos Reféns!

Quanto mais facilitam a liberação de armas de fogo, mais ainda as famílias se tornam reféns delas: aumenta a violência doméstica, crianças e mulheres se tornam reféns da violência domiciliar e aumentam os casos de feminicídio. Além disso, aumentam os casos de suicídios através de arma de fogo e as chacinas. Os riscos são reais e os alertas são dados. Quem acompanha a página do Instituto Sou da Paz ou do Fogo Cruzado recebe as devidas informações sobre o quanto a facilitação do acesso a armas de fogo veio aumentando na sociedade brasileira. E quem não acompanha também sente na pele o aumento da violência, porém muitos desconhecem os motivos que vêm contribuindo para esse aumento.

É necessário que todos compreendam que a facilitação de armas de fogo contribui também para o contrabando de armas que, por sua vez, caem nas mãos das milícias e das facções criminosas, assim ajudando e fortalecendo as organizações criminosas no nosso país. Tem gente se utilizando das redes sociais para pregar a liberação de armas de fogo como forma de transferir as responsabilidades do Estado de nos oferecer a devida segurança para a sociedade. São pessoas maldosas, que querem transmitir uma falsa ideia de segurança pessoal e querem colocar na cabeça da sociedade que o chefe de família tem que ter arma, negando os riscos que são causados e a contribuição para a violência doméstica.

A criminalidade se combate com a dificultação do acesso a armas de fogo, com o asfixiamento econômico das organizações criminosas — tanto das milícias quanto das facções — e com a interceptação do sistema prisional, impedindo que criminosos comandem de dentro das cadeias. É o investimento real na segurança pública através de monitoramento 24h nas ruas com câmeras de inteligência artificial, o que significa que é de suma importância investir na inteligência policial. E também é necessário destacar a importância do investimento na área da educação, assim como das políticas públicas de inclusão social: queremos as escolas e as universidades lotadas, e não o sistema prisional.

Cabe ao Estado dar o devido suporte aos cidadãos e cidadãs, e cabe também a nós cobrar pela garantia dos nossos direitos constitucionais para que sejam colocados em prática. Feliz é o país que investe na educação de seu povo, que investe na segurança, que gera emprego e dá o devido suporte de sobrevivência através de políticas públicas. Pobre do país em que seus governantes não trabalham com políticas públicas: isso resulta em descaso social e calamidade, aumentando as desigualdades e as violências

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Monopólio das Redes Sociais

É necessário abordar novamente o risco da monopolização das redes sociais. Muitos questionam o fato de usarmos o Facebook, o Instagram, o WhatsApp e, hoje em dia, até o Threads para falar da censura da Meta, quando deveriam perguntar sobre o problema de o Facebook ser da Meta, o WhatsApp ser da Meta, o Instagram ser da Meta e o Threads ser da Meta. Ah, e o Messenger também ser da Meta. Publicar sobre a censura que estamos passando nessas redes é uma forma de manifestação contra as medidas restritivas que elas nos impõem, muitas das vezes pelo que elas alegam ser "falha" no sistema. Essa monopolização, por sua vez, contribui para isso e põe em risco os seus utilizadores, que acabam moldados pelo próprio sistema imposto pelas plataformas conduzidas pela mesma empresa.

Vem sendo visível a intervenção da Meta na política brasileira através de seu sistema punitivo contra cidadãos e cidadãs de direita, assim como também o que vem sendo imposto pelo ministro do STF como forma de ajudar o Flávio Bolsonaro nas suas campanhas eleitorais. Não basta somente a página ser de esquerda; basta também se posicionar como de direita e ser a favor da reeleição do presidente Lula. Uma das denúncias recentes é sobre a Meta AI: ao solicitar que fossem criadas imagens de apoio ao Lula, ela apresentava mensagens de impossibilidade de criação; já ao solicitar que fossem criadas imagens de apoio ao Flávio, as imagens eram criadas. A resposta deles é que o nome Luiz Inácio Lula da Silva estava travado para que não fosse feita a criação, e o sobrenome Bolsonaro também estava travado, menos o nome Flávio. Porém, essa é uma conversa para boi dormir, até porque a inteligência artificial, apesar de não ter comando próprio, sabia muito bem o que estava gerando, incluindo o número do candidato e até mesmo as cores da bandeira brasileira. A inteligência artificial tem um grande poder de leitura de imagem, assim como consegue organizar cada elemento que é pedido pelos usuários. O sistema da Meta, que vem se mostrando tão rigoroso com os apoiadores de Lula, não foi capaz de ver essa "falha"? (Curioso).

Diante das demais redes sociais no Brasil, o sistema da Meta hoje em dia vem sendo um dos mais avançados. Venho percebendo isso há muito tempo: o quanto a Meta avançou tecnologicamente e apresentou uma estrutura invejável diante das demais redes. As falhas apresentadas são de causar dúvida aos usuários que já vêm acompanhando os seus avanços tecnológicos (recentemente, até cheguei a postar sobre um deles: a forma estratégica e a capacidade da Meta de rastrear IPs e derrubar ferramentas de bots). O sistema da Meta é capaz de cruzar dados de contas vinculadas em questão de segundos.

Voltando à questão da monopolização das redes sociais, a Meta — que antes nem sabíamos sequer desse nome, pois a conhecíamos como Facebook, que também desenvolveu o Messenger para competir com o WhatsApp — passou a ser conhecida como Meta a partir de 2021. Mesmo assim, ainda continuamos tendo um colapso quando tentamos falar do aplicativo, entrando na dúvida se devemos citar Facebook ou Meta; isso também é uma estratégia da própria empresa e da sua monopolização das redes sociais. A empresa vem respondendo a processos devido a essa questão desde 2012, quando comprou o Instagram e os alertas já começavam a ser dados. Em 2014, comprou o WhatsApp. Com a venda do Twitter para o Elon Musk, a Meta criou o Threads como forma de competir com o X (o nome que o Twitter ganhou após ser comprado por Elon Musk). O Threads ganhou milhares e milhares de usuários em questão de segundos. Sabe por quê? Pela expertise da Meta: ela usou as suas próprias redes sociais como forma de levar todas essas pessoas para o Threads. Quem tinha o Instagram já via em seu perfil o logotipo da nova ferramenta desenvolvida pela Meta e, ao clicar em cima, era direcionado para o site dessa rede social, que depois ganhou o formato de aplicativo para ser baixado no Google Play e em outras plataformas de download.

Com o Threads ganhando corpo, as pessoas não perceberam uma coisa: o fediverso. Eles trabalharam de forma descentralizada, como o Mastodon, e fizeram uma parceria que leva a sua marca ao topo; as publicações dos seus usuários, dependendo da autorização de cada um, são publicadas no fediverso (o que quebra a capacidade de se estabelecer segurança aos próprios usuários). Não é apenas a compra das redes sociais, é também a formação de uma federação em que quem detém o maior poder é a própria Meta. Não esquecendo que a Meta também foi denunciada devido ao formato de suas plataformas e às rolagens infinitas, vídeos de 15 segundos e à destruição de neurônios causados pelos algoritmos que liberam hormônios que aceleram o metabolismo, afetando o sistema e causando depressão. Ela está condenada a pagar uma fortuna nos EUA por causar dependência em vários usuários (mas isso já é outro assunto).

Imagem da internet logotipo de redes sociais
Imagem da internet 


segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Da Ficção à Realidade Trágica: A importância de "Quem Ama Cuida" no debate sobre o vício

Quem aqui está assistindo à novela "Quem Ama Cuida"? Essa novela é super atual e, inclusive, aborda uma das questões que se encontram no auge hoje em dia, que é o vício em apostas e o quanto muitos de nós podemos estar sujeitos a perder tudo devido a esse vício. Não apenas a perda financeira, como também os laços familiares, amigos e pessoas que tanto amamos. E esse abandono — não somente o abandono, quanto o isolamento que muito pode devastar o ser, tanto quanto o próprio vício — existe na vida real, e nem todos estão dispostos a abraçar e a ver a situação de quem se encontra em condições de dependência (isso também se reflete a outros vícios), e nem todos veem essa questão como um caso de saúde pública.

O vício em si nos condiciona a perder a palavra, a perder a autonomia e gera mecanismos no cérebro para fazer do vício o "melhor feito". Estimula o cérebro a anular os seus efeitos colaterais e, devastador, nos torna reféns e dependentes dele (tenho que sempre lembrar: quando escrevo "o vício", estou refletindo o vício em si, e ele também está voltado a vários outros vícios). Todos nós estamos sujeitos a vícios, sejam eles ilícitos ou lícitos; quem imagina que jamais pode ser refém deles se engana, e muito, até porque muitos nos condicionamos a acreditar que quem passa pelas maiores "provações da vida" é o outro.

Recentemente, escutei uma mulher "feliz" — entre aspas porque foi o que ela tentou transmitir —, alegando que se separou do marido porque ele estava perdendo tudo em apostas, a ponto de não comprar nada para dentro de casa; ela resolveu se separar e agora ele está pior. Porque se ele perdia 10 reais, hoje em dia ele perde 100; se ele pedia 100 reais, hoje em dia ele perde 1.000. Ela se "livrou" desse problema, mas ele não se livrou. E é isso que leva o ser a casos trágicos que não cabe mencionar e que todos nós já sabemos; não por culpa dela, mas devido aos próprios vícios que vão resultando em acúmulos de problemas externos, ao descontrole e a fins que levam o ser a se tornar mais uma estatística do mapa dos jogos de apostas. Nada pior que a destruição financeira (principalmente de quem mal tem o que comer), do isolamento e do abandono. É de uma desgraça sem tamanho!

Parabéns ao Walcyr Carrasco e à Claudia Souto pela novela de suma importância para os nossos dias atuais!

Imagem realista gerada por Inteligência Artificial que retrata o drama do vício e do isolamento social. A cena mostra um homem de meia-idade sentado em um sofá desgastado, em uma sala escura e humilde, iluminada apenas pela luz fria da tela de um smartphone e de uma janela ao fundo. Ele está com as mãos na cabeça, expressando profundo desespero e angústia. Sobre a mesa de centro à sua frente, há notas de dinheiro amassadas, papéis que sugerem dívidas e uma aliança solitária, simbolizando a ruína financeira e o abandono familiar.
Imagem realista gerada por Inteligência Artificial que retrata o drama do vício e do isolamento social. A cena mostra um homem de meia-idade sentado em um sofá desgastado, em uma sala escura e humilde, iluminada apenas pela luz fria da tela de um smartphone e de uma janela ao fundo. Ele está com as mãos na cabeça, expressando profundo desespero e angústia. Sobre a mesa de centro à sua frente, há notas de dinheiro amassadas, papéis que sugerem dívidas e uma aliança solitária, simbolizando a ruína financeira e o abandono familiar.


O "Complexo de Vira-Lata" e o Duplo Padrão da Nossa Política

Acho engraçado (engraçado para não dizer outros termos, vendo-se bem que é assim que posts sérios são transformados pelos internautas da internet; esse "engraçado" que eu emprego é um escárnio aos acontecimentos de fatos anteriores e atuais) certos candidatos falando que o presidente eleito não deveria ter o direito de se candidatar novamente à presidência. É a mesma turma que compactuou com a tentativa de golpe de Estado e quer anistia aos que atentaram contra o Estado Democrático de Direito e feriram a Constituição do próprio país. Fora a traição à pátria de quem vive batendo continência à bandeira dos EUA e estendendo até mesmo a bandeira estadunidense, pedindo intervenção de Donald Trump em nosso país, e se diz patriota brasileiro.

Alguns também não vão entender o termo "engraçado" aqui colocado de forma jocosa, vendo-se bem que nem o Jair Bolsonaro abriu mão desse direito de tentar novamente ser eleito à presidência do nosso país, e ainda compactuou com a tentativa de golpe de Estado em nosso país, colocando em dúvida as urnas eletrônicas, quando, na verdade, já tinha gente dele que tentou impedir os nordestinos de votarem, utilizando-se da PRF, fora outros atos criminosos de invasão do sistema do TSE pelo Delgatti e pela Carla Zambelli. Isso sem citar a minuta do golpe e o planejamento de morte do presidente Lula, de Geraldo Alckmin e de Alexandre de Moraes, e o viralatismo bolsonarista que resultou no que deu no 8 de janeiro. Mas eles queriam mesmo era o voto impresso para provar o seu pacto e o seu complexo de vira-lata.

Indo ao ponto de forma precisa: na verdade, essa turma não somente coloca em dúvida as urnas eletrônicas, quanto também o ato democrático dos eleitores brasileiros que saem de suas casas para votar em seus respectivos candidatos. Se o Jair Bolsonaro fosse bom, ele seria reeleito, mas não foi devido às suas próprias maldades, hipocrisia e ignorância. Observando bem que, em 2018, ele foi eleito porque muitos levaram na brincadeira as suas falas durante as suas campanhas eleitorais e sentiram na pele o que realmente foi o governo Bolsonaro. Foi descoberto que essa turma começa assim, "na brincadeira", pregando menos direitos e mais emprego, fazendo falas preconceituosas de cunho racista, xenofóbico e homofóbico, espalhando fake news e transmitindo um falso patriotismo, utilizando-se de termos que a sociedade preza muito, como "Deus, pátria e família".

Alguns apontam que a pandemia impediu que o Bolsonaro fizesse um bom governo, mas essa é uma falsa verdade, até porque vemos o que o próprio Bolsonaro fez diante das vítimas da covid-19: propondo cloroquina e ivermectina, negando o que era visível, imitando pessoas que estavam sofrendo problemas respiratórios, compactuando com o negacionismo e com os antivacinas e, pior, a falsificação de carteiras de vacinação de gente de seu governo e o esquema de corrupção de seus ministros da saúde. 

Agora, o questionamento é se o presidente deve ter o direito de se candidatar novamente à presidência do país, e a resposta de muitos é que outras pessoas têm que ter a oportunidade de ser eleitas no lugar dele; nesse dado momento, a questão da meritocracia é anulada, sendo aplicada apenas quando se refere aos direitos sociais já garantidos ao povo e que eles querem vetar.

Ilustração conceitual em estilo editorial gerada por Inteligência Artificial (IA) retratando os principais temas do debate político brasileiro recente. No centro, uma urna eletrônica danificada e cercada por rachaduras simboliza os ataques ao sistema de votação e à soberania do eleitor. Ao redor, estão distribuídos elementos que contextualizam as narrativas do texto: manifestantes com bandeiras dos EUA pedindo intervenção externa, uma representação de bloqueios em zonas de votação com a frase "Impedindo o Nordeste", caixas de cloroquina e ivermectina ao lado de figuras com trajes de proteção sanitária, a cópia de uma "Minuta do Golpe" e um grupo segurando uma faixa com os dizeres "Meritocracia Seletiva para Direitos Sociais". Ao fundo, a arquitetura do Congresso Nacional reforça o cenário institucional da crítica
Descrição da imagem: Ilustração conceitual em estilo editorial gerada por Inteligência Artificial (IA) retratando os principais temas do debate político brasileiro recente. No centro, uma urna eletrônica danificada e cercada por rachaduras simboliza os ataques ao sistema de votação e à soberania do eleitor. Ao redor, estão distribuídos elementos que contextualizam as narrativas do texto: manifestantes com bandeiras dos EUA pedindo intervenção externa, uma representação de bloqueios em zonas de votação com a frase "Impedindo o Nordeste", caixas de cloroquina e ivermectina ao lado de figuras com trajes de proteção sanitária, a cópia de uma "Minuta do Golpe" e um grupo segurando uma faixa com os dizeres "Meritocracia Seletiva para Direitos Sociais". Ao fundo, a arquitetura do Congresso Nacional reforça o cenário institucional da crítica.


terça-feira, 22 de setembro de 2026

Segurança Pública Além da Repressão: Integração Social e o Papel das ONGs

A polícia não deve assumir apenas o papel de autoridade; pois, enquanto buscar focar somente nessa função, continuará sendo mal vista pela própria sociedade. A instituição deve, por sua vez, abraçar uma função social de amparo e integração por meio do serviço comunitário. Isso pode ser feito pelo atendimento aos interesses locais, seja com palestras educativas, distribuição de cestas básicas ou projetos sociais de reforço escolar e conscientização. Aquele que exerce uma autoridade pura e repressiva está sujeito a cometer injustiças. O respeito real não se adquire por meio do grito, da opressão ou do preconceito socioeconômico — que marginaliza ainda mais as periferias —, mas sim pela confiança. Desse modo, torna-se fundamental diferenciar o medo do verdadeiro respeito por meio da justiça e da dignidade.

Paralelamente, embora os debates acerca da desmilitarização ganhem força, a sociedade civil demonstra não estar preparada para essa transição. Esse conceito tem sido amplamente deturpado pelo senso comum, que confunde a desvinculação da doutrina militar com a própria extinção da força policial ou o colapso da segurança pública. Essa visão equivocada desmorona diante de uma análise técnica sobre o tema, uma vez que o verdadeiro sentido desse processo não pressupõe desarmar a instituição ou torná-la refém da criminalidade, mas sim humanizar a sua atuação.

Trago como exemplo o Projeto Patrulhando a Cidadania, do Batalhão da Polícia Rodoviária da Bahia, do qual fiz parte e fui aluno. Esse projeto tinha um papel muito importante na comunidade local e em outras localidades, acolhendo diversas crianças e jovens em situações de extrema vulnerabilidade — muitos, inclusive, com sérios problemas psicológicos decorrentes da própria base familiar e da estrutura de violência local. Hoje em dia, esse projeto não funciona mais no Batalhão de Polícia Rodoviária da Bahia devido à mudança do coronel e à sua não aceitação da iniciativa, sob a alegação de que aquele ambiente não era propício para crianças e jovens. O projeto, como organização não governamental, ainda tentou sobreviver em outro local; mesmo assim, por carecer de apoio, atualmente não sei se funciona devidamente. Contudo, sei que a desconstrução dessa iniciativa contribuiu muito para que muitos ganhassem outros destinos — e piores —, o que acaba, por sua vez, sustentando as facções criminosas.

Ao discorrer sobre essa questão, não se busca reforçar a ideia de militarização da educação pública — modelo que também não se apresenta como solução —, mas sim abordar uma urgência maior: o amparo e a humanização daqueles que assumem o papel de autoridade e de defesa comunitária. Essa perspectiva também deve ser ampliada para o acolhimento de projetos não governamentais que realizam um excelente trabalho social, mas enfrentam a escassez de recursos. Muitas vezes, essas iniciativas operam na informalidade e, pela ausência de um CNPJ, ficam impossibilitadas de captar investimentos de empresas privadas ou de obter os devidos suportes governamentais, tornando-se reféns da burocracia para garantir a sua própria sobrevivência

sábado, 12 de setembro de 2026

A Armadilha Eleitoral: Entre o Discurso Moral e as Falsas Soluções da Terceira Via

A maior reparação histórica de quem se vestiu com a roupagem do lado mais perverso do bolsonarismo é não votar em Flávio Bolsonaro e nos demais candidatos a deputado federal e ao Senado alinhados a ele. Isso vale, principalmente, para aqueles que se dizem decepcionados com o Lula e que ainda não sentem confiança para votar nele. Não se trata de migrar para a terceira via, mas sim de buscar candidatos que ainda não têm espaço na grande mídia, mas que apresentam propostas plausíveis. O importante é não cair na lábia de quem tenta instrumentalizar o que há de mais sagrado na sociedade: a família, a fé (em todas as suas crenças) e o patriotismo.

Até porque a terceira via já demonstrou pregar o que há de pior. Alguns de seus representantes sugerem, por exemplo, a implementação de medidas severas baseadas no 'sistema Bukele' de El Salvador — políticas que correm o risco de tornar os moradores das periferias reféns do autoritarismo e do abuso de poder das autoridades. Paralelamente, há quem defenda cortes orçamentários sem sequer explicar quais áreas serão afetadas; quem queira transformar o Itamaraty em um balcão de influenciadores para 'vender o Brasil'; e quem proponha o fim das cotas e a extinção da Justiça do Trabalho. Defendem até a redução da maioridade penal, mas sem apresentar as devidas contrapartidas sociais, como investimentos em instrução pública, geração de emprego, segurança e cursos técnicos.

A mídia, alimentada pela polarização que domina as redes sociais e as ruas, acaba favorecendo os candidatos de direita, criando a falsa impressão de que não há candidatos de esquerda disputando a presidência. Esse cenário não ocorre por acaso: é exatamente o que o mercado financeiro deseja. Eles buscam candidatos que acenem para os seus interesses, o que inevitavelmente resulta na exclusão das minorias socioeconômicas. Diante disso, a democracia encontra-se ameaçada, correndo o risco de cair nas mãos de uma elite que, se puder, sufocará a própria classe média — uma classe que só existe hoje graças a muitas lutas sociais e a políticas públicas voltadas para a justiça e a dignidade.

Card quadrado com fundo azul-escuro e detalhes esverdeados, que remetem sutilmente às cores da bandeira do Brasil de forma desfocada. O design é focado em texto e apresenta tipografia limpa e centralizada na cor branca. No topo, destaca-se o título em letras maiúsculas: 'A Verdadeira Reparação: Por que o Eleitor Decepcionado Deve Olhar Além dos Polos'. Abaixo, há um trecho do manifesto político em letras menores. Uma linha horizontal branca separa a primeira parte de uma frase em destaque e em itálico na base: '...que não caiam na lábia de quem quer fazer uso do que há de mais sagrado na sociedade que é a família, a fé e o patriotismo.' No rodapé, há uma pequena hashtag '#Eleições2023' e o ícone de uma urna eletrônica. Imagem criada digitalmente por meio de ferramentas de Inteligência Artificial
Card com fundo nas cores do Brasil desfocadas e textos em branco sobre política, voto consciente e democracia. Imagem ilustrativa gerada digitalmente por Inteligência Artificial.


A Hipocrisia da Extrema Direita Brasileira: O verdadeiro rombo que quebra o Brasil

A turma que fala que o "Lula está quebrando o Brasil" não é a mesma que pontua que a família Bolsonaro trabalhou pesado para quebrar o país. Mesmo fora da presidência, a família Bolsonaro continua agindo contra os interesses nacionais, destinando milhões para os EUA e pedindo até ao Trump a aplicação de "tarifaço" contra o Brasil.

Até a tentativa de golpe de Estado do dia 8 de janeiro custou muito caro para a sociedade brasileira, gerando um rombo que levará anos para ser recuperado. Somado a isso, o caso Vorcaro surge como um dos episódios de corrupção recentes mais assustadores, assim como as fraudes no INSS. Enviar milhões de reais para Eduardo Bolsonaro, sob o pretexto de ajudá-lo a se manter nos EUA, foi uma estratégia articulada por Jair Bolsonaro, que já sabia da gravidade do teor dos processos. Nos EUA, Eduardo Bolsonaro tenta dar continuidade ao plano de golpe de Estado, cometendo crime de lesa-pátria.

Eduardo Bolsonaro e seus aliados pediram R$ 134 milhões ao empresário Vorcaro, alegando que o montante seria para a produção do filme Dark Horse. Trata-se de uma dinâmica de "ladrão que rouba ladrão", configurando um nítido esquema de lavagem de dinheiro. Inicialmente, questionava-se o paradeiro de R$ 61 milhões; logo descobriu-se que o valor passava para R$ 65 milhões, depois R$ 72 milhões e, conforme as investigações avançam, a quantia só aumenta.

Eles alegam que os recursos vieram estritamente da iniciativa privada, mas, na verdade, houve uso de dinheiro público, inclusive por meio de emendas parlamentares que somam R$ 2 milhões — valor que pode subir com o avanço das apurações. Quanto ao dinheiro de Vorcaro, trata-se de um capital sujo, originado inclusive de descontos indevidos na folha do INSS.

Por mais que tentem convencer a população de que os recursos são privados, é necessário compreender que o setor privado, quando opera por meio da corrupção, causa um rombo massivo nos cofres públicos. O crime de colarinho branco quebra o Brasil, mancha a imagem do país e gera profundas injustiças. Por outro lado, políticas públicas não quebram o país; elas visam combater as desigualdades e garantir justiça e dignidade. A extrema-direita é a que mais prejudica o Brasil economicamente, mesmo sem ter, no momento, representantes diretos na chefia da presidência.

Na imagem o Eduardo Bolsonaro fazendo uso de terno e gravata e com umas das mãos no queixo.
Imagem da internet.


sábado, 27 de junho de 2026

Pertencimento e Permanência: A Construção do Legado Humano

O ser humano busca compreender os seus propósitos. Há quem diga que "estamos de passagem", assim como também há quem acredite que "estamos aqui para cumprir missões". Talvez a vida não se resuma apenas a uma passagem, até porque, em se tratando de passagem, tudo pode resultar em piscares de olhos, e a humanidade é fruto de várias gerações. Por minha vez, acredito que todo ser humano vive e tem propósitos; acreditamos no futuro e no surgimento de novas gerações que compõem a árvore genealógica.

Tento compreender quando o ser diz que "estamos de passagem"; então, recorro às dimensões e suas estruturas. Diante deste mundo imenso, a Terra tem seres pensantes capazes de refletir sobre a própria vida, na busca de compreender não somente os seus propósitos, quanto também as suas origens. Quem sabe essa visão seja justamente a compreensão do ciclo da vida: nasce, cresce, desenvolve-se e morre. Há quem venha a transformar este ciclo de vida em um nada, assim como também há quem negue a sua própria existência e as suas origens.

Acreditar na vida como um propósito... Este propósito, por sua vez, pode ser individual e se torna coletivo na medida em que o ser humano reconhece o seu pertencimento no espaço em que vive. Se há propósitos, há missões; e se há missões, há quem, por sua vez, busque cumprir cada uma delas.

É claro que as reflexões apontadas aqui podem mudar ao longo do tempo; quem vos escreve pode, com o tempo, mudar as suas visões. Quem não gostaria que este ciclo — que muitos de nós, muitas vezes, acabamos vendo como fútil — fosse eterno? Quem não gostaria que o futuro de nossas gerações fosse melhor? Somos uma geração fruto de várias outras gerações. Observo a tecnologia e os seus avanços, assim como a ciência: o ser humano se eterniza em seus feitos que ficam, feitos estes que são usufruídos pelas gerações vindouras.

Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


terça-feira, 23 de junho de 2026

Duas poesias curtas

O sol
Brilha
Na parede
Azul.

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A planta
A realizar
A fotossíntese
A natureza
E os seus
Mistérios.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa azul. Portão de grade aberta.
Valter Bitencourt Júnior, blogueiro, poeta e escritor.



domingo, 21 de junho de 2026

Enganar a quem?

Enganar a quem senhores,
Com tanta promessa e tanta
Mentira? Enganar a quem?
Iludir toda a sociedade
Sofrida. Enganar a quem?
Cadê a vergonha na cara
Senhores, cadê?
A vergonha de sempre estar
A mentir, nas redes de televisão
Nas emissoras de rádio
E ao vivo, pegando nas mãos
Dos que nada tem
Na maior cara de pau
Enganar a quem senhores?

Na imagem o poeta e escritor Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa branca.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


sábado, 20 de junho de 2026

Tempo

Carro, pra que tantas
Velocidades
Se os dias voam?
Se as sensações
Forem gostosas!
Me leve contigo.

Na imagem o poeta e escritor Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa preta.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


Amigo Gil

A Gilberto Nogueira de Oliveira

Suas obras primas
São feitas em casa
Poeta independente
Produz, não tem o ego
Em si, simples
E verdadeiro,
Esse é o Gil de Nazaré/BA
De todos os brasileiros.

Em todos os cantos
Do mundo,
Deveria existir um Gil,
Que compartilha poesias
Nesse mundo em guerra,
Meio que doentio.

Poesia de amigos
– Gil compartilha!
Livros da própria autoria
– Gil envia!
Em troca não cobra
Nada,
Muitos o desvaloriza

… Pouco importa ao Gil.
O bem maior da sociedade
É a escrita
– Isso sim, Gil, valoriza.


Na imagem Gilberto Nogueira de Olivera com o livro "Meu Amigo Antônio Por Entre a Ditadura Militar e Civil (Uma Vida Clandestina)", por Valter Bitencourt Júnior.
Gilberto Nogueira de Olivera com o livro "Meu Amigo Antônio Por Entre a Ditadura Militar e Civil (Uma Vida Clandestina)", por Valter Bitencourt Júnior.


quinta-feira, 18 de junho de 2026

Nova esperança

Onda que vai e vem,
Traga-me algo
De bom
Pra esse mundo
Em guerras,
Mas não leve o melhor
De volta,
Uma nova esperança.

Na imagem Valter Bitencourt Júnior deitado. Fazendo uso de óculos e camisa polo cinza.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


quarta-feira, 17 de junho de 2026

A vida nos pertence

Nascemos e respiramos a vida
Somos uma matéria importante
Da natureza, pertinente
Ao meio ambiente, muito mais
Que uma simples partícula.
Este o nosso habitat,
Este o nosso mundo,
Cheio dr crenças, e sentimentos
Quase que extinto.
Nascemos para viver a vida,
À vida nos pertence,
Somos mais que uma máquina
De produção, ricos em imaginação,
Somos mais que uma simples utopia,
Quem nos diz a verdade?
Somos vida, circulamos,
Dançamos, rebolamos...
Vivemos toda a biodiversidade,
Fazemos parte do ecossistema,
E também de uma cadeia alimentar,
Nos devoramos, mas também
Temos nossos sentimentos,
Queremos o nosso melhor,
Esquecemos do outro,
Temos o nosso lado egocêntrico
Temos a nossa ambição individual,
E assim também vivemos.
Somos bio e vivemos a diversidade,
Somos mais que uma simples molécula,
Temos cérebro, raciocínio
E necessitamos usar.
Nascemos para viver à vida,
Para deixarmos o melhor da gente
Para a futura geração.

Selfie de Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa branca.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


terça-feira, 16 de junho de 2026

Não me dê o fim!…

Quero entrelaçar o infinito
No nosso gozo
Quente, fulgurante de chamas.
Quero me ausentar,
Presentear
Quando preciso.

...

Não bata os olhos,
E não me dê o fim!...

Na imagem Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa preta.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


Decisão

- Dizei-me poeta,
Uma palavra
Mais bonita
Que avante?
- Doravante!
É mais
Que uma decisão,
Para seguir
Rumo ao futuro,
Trilhando os sonhos!
Além da utopia!…




Na imagem Valter Bitencourt Júnior usando óculos e camisa branca.
Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.




domingo, 14 de junho de 2026

Deus seja louvado

Eu sempre fiquei curioso com as palavras “Deus seja louvado”, nas notas do real brasileiro, quem sabe uma forma de lembrar ao homem que Deus é superior ao dinheiro e a quem de fato devemos louvar, na mesma da hora que chego a essa conclusão eu fico observando o quanto é contraditório.

“Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”, foi uma parábola e tanta dita por Cristo ao ser questionado se era justo os judeus pagar imposto. Quem sabe uma forma de evitar confronto entre as leis criadas pelo homem e os ensinamentos de Cristo em nome de Deus.

E por minha vez fiquei anos e anos com as palavras “Deus seja louvado” na cabeça e muitas das vezes fazendo alguns questionamentos a eu mesmo, por que? Por qual motivo? E muitas das vezes vinha uma discordância da minha parte, como pode ser colocado o nome de Deus na nota do real brasileiro?

Observo a ganância humana, do ser que por sua vez faz tudo por dinheiro, a ambição de querer mais e mais, vemos a guerra, a destruição e o distanciamento do homem ao Deus que muito deveria louvar.

Porém de toda essa conclusão que ao longo do tempo pode ser ganhado outras dimensões e interpretações, foi uma grande ironia do homem diante ao dinheiro e o próprio Deus.

A imagem mostra notas de 100 reais e 50 reais espalhadas
Imagem da internet.


Da agressão ao atentado: O rastro histórico da intolerância política no Brasil

Solidariedade a Mauro Figueiredo Rocha Dias da Costa, do Rio de Janeiro, que foi agredido por três homens e duas mulheres bolsonaristas em Copacabana. A agressão ocorreu no dia 11 de junho de 2026, devido ao fato de Mauro estar com um adesivo com as imagens do atual presidente Lula e da deputada Benedita da Silva. Consta que os agressores estavam saindo de uma academia de luta.

Isso mostra a covardia de uma vertente perversa e doentia, capaz de agredir e, se possível, até mesmo matar. Não esqueçamos do mestre de capoeira Moa do Katendê, assassinado de forma covarde por ser eleitor de Lula, em 2018. Neste mesmo ano, dois ônibus da comitiva de Lula foram atingidos por disparos de arma de fogo na estrada entre as cidades de Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, no Paraná.

Retornando ao caso recente, esse grupo não deve, de maneira alguma, ficar impune de seus atos de agressão contra um idoso, que, por sua vez, em momento algum chegou a agredi-los e muito menos a incitar a violência. É a partir de atitudes de agressão física como essa, muitas vezes minimizadas, que tragédias piores e até mesmo mortes podem acontecer.

Na imagem Mauro Rocha, que foi agredido por três homens e duas mulheres em Copacabana.
Na imagem Mauro Rocha, que foi agredido por três homens e duas mulheres bolsonaristas em Copacabana.


sexta-feira, 12 de junho de 2026

Encontro

Meu corpo em teu corpo.
Encontro de almas,
Encontro de dois seres.
Duas vidas, em um só
Leito.
Amar ou amar?
Não! Não, amar apaixonadamente.
Fazer do frio calor.
Fazer da noite delírio.
Querer ficar junto
É loucura
Mais que humano.

Valter Bitencourt Júnior, poeta, escritor e blogueiro.


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